Lendo Will e descobrindo letras.
Algo meio antigo que desperta; ou então: um pau que passa lentamente por todas fases até a ereção completa. Daquelas de rocha, que impressionam o próprio dono do pau.
Assim entre aspas:
"(...) O bom pregador é aquele que segue seus próprios preceitos; para mim, acharia mais fácil ensinar vinte pessoas o caminho do bem, do que ser uma dessas vinte pessoas e obedecer a minhas próprias recomendações. (...)"
"... quando perdia uma flecha, lançava outra de igual alcance, na mesma direção, observando-a mais cuidadosamente, de modo que descobrisse a primeira; e assim, arriscando duas, encontrava, muitas vezes, as duas. (...)"
13 de fevereiro de 2014
11 de fevereiro de 2014
anedota
É uma pena. Você não me conhece e eu não te conheço. É uma pena, repito. Sempre achei que a gente devia se conhecer. Sei lá. Cisma que agrada, entende? Talvez eu reparasse na sua voz anasalada ou talvez você visse que tenho mais pelos na orelha do que o normal.
Mas não tem isso. E é pouco. Sempre é pouco.
E irrita pensar que o pouco será pouco pra sempre. Porque é como é. Animalizados que trocam gentilezas quando se encontram duas ou três vezes por ano.
Tão decente. Tão chato. Tão comum.
Seremos educados um com outro. E perguntaremos sobres as coisas. E diremos legal. Somos o tipo que diz legal.
E será tudo normal. E calmo. E civilizado.
Ou, sendo otimista, um morre de tragédia e cria, com a morte trágica, o melhor amor que nunca houve.
Mas não tem isso. E é pouco. Sempre é pouco.
E irrita pensar que o pouco será pouco pra sempre. Porque é como é. Animalizados que trocam gentilezas quando se encontram duas ou três vezes por ano.
Tão decente. Tão chato. Tão comum.
Seremos educados um com outro. E perguntaremos sobres as coisas. E diremos legal. Somos o tipo que diz legal.
E será tudo normal. E calmo. E civilizado.
Ou, sendo otimista, um morre de tragédia e cria, com a morte trágica, o melhor amor que nunca houve.
10 de fevereiro de 2014
O dia inteiro dando longa talagadas de ar e pensando:
- que diabos!
quem, sendo humano e pensante, não se desespera com a vida e sente-se triste e fraco e cansado?
Quem, sendo humano e pensante, não sente essa dor imensa que está aí e que todo dia nos desafia?
Quem, sendo humano e pensante, não lembra da possibilidade da não existência que é não ter nascido e nem de nada saber?
Então a resistência, a teimosia. Um dia após o outro. Momentos presentes. Viver o agora. E mentiras do tipo.
Que ser humano e pensante é sempre complicado. E temos truques. E resistimos. E, com um minimo de leitura, descobrimos que esse papo de aquieagora é uma das bobagens mais aceitas de todos os feeds de toda a Internet.
Que aquieagora é uma ideia romântica do tempo.
Que aquieagora só vale como descoberta de um adolescente que tem o pai e a mãe mais tradicionais do universo.
Minhas talagadas de ar; minha inteligência servindo; e o blogue que é atualizado em 2014.
- que diabos!
quem, sendo humano e pensante, não se desespera com a vida e sente-se triste e fraco e cansado?
Quem, sendo humano e pensante, não sente essa dor imensa que está aí e que todo dia nos desafia?
Quem, sendo humano e pensante, não lembra da possibilidade da não existência que é não ter nascido e nem de nada saber?
Então a resistência, a teimosia. Um dia após o outro. Momentos presentes. Viver o agora. E mentiras do tipo.
Que ser humano e pensante é sempre complicado. E temos truques. E resistimos. E, com um minimo de leitura, descobrimos que esse papo de aquieagora é uma das bobagens mais aceitas de todos os feeds de toda a Internet.
Que aquieagora é uma ideia romântica do tempo.
Que aquieagora só vale como descoberta de um adolescente que tem o pai e a mãe mais tradicionais do universo.
Minhas talagadas de ar; minha inteligência servindo; e o blogue que é atualizado em 2014.
9 de fevereiro de 2014
história real
A gente se conheceu em uma festa. Não era bem uma festa. Era um ensaio aberto de um show de uma cantora. O nome da cantora é Vanessa L.
Essa festa (ensaio aberto) foi em Copacabana. Na rua N. Senhora, se bem lembro. E era uma dessas coberturas miúdas que já foram moradias para funcionários do prédio, mas que agora são coberturas cobiçadas e descoladas.
O nome dela é de santa e isso me impressionou. Ela era pequena, usava um belo vestido bordô e tinha um nariz imponente: grande e pra baixo, grande e feminino. Nariz tesudo, de fêmea.
E reparei: bundinha, peitos, curvas e, meu deus!, ela aparentava ter uma doçura generosa - mulher que sorri largo e acredita no amor. Coisa rara.
Descobri que tinha marido. O casamento meio chato e sem sentido. Excesso de tempo e repetição em dupla. Os velhos problemas profundos e reais: REALMENTE vale a pena estar casada(o) e ter essa calma e paz que um casamento nos dá?
Ela não sabia responder. Eu também não. A gente se deu bem. A gente falava e era bom e leve e generoso; e a gente se conhecia mal. Não havia um passado em comum. Não havia nada. E era bom porque era novo e porque a gente se sentia bem um com o outro e nada mais importava. Era um egoismo livre. A gente usufruía do fato de não se conhecer e poder ser qualquer coisa.
A gente conversou em um tipo de varanda porque era a área de fumante e eu fumo. Ela falou, eu falei. Era simples. Era decente. Era bom.
Duas ou três vezes a gente se encostou. E senti o corpo, a coisa boa. Um pau demi bombê e uma alegria besta por ficar perto e sentir tesão. Eu estava vivo e aquela mulher era real.
Pensei: vou beijá-la. Só isso. Vou dar um beijo na boca da M.
A L. - amiga de M. - chegou e anunciou que iria embora. M disse que iria junto.
Eu fiquei triste.
Eu fiquei bem triste.
6 de fevereiro de 2014
Voltar a cabeça para as coisas e não ter pena de si. E ser um tipo teimoso. E tomar cuidado com os ataques de descrença.
Os últimos dias foram intensos. Sendo atravessado por uma vida que não é a minha. É estranho isso, me desacostumei com isso.
E viver sozinho ou viver com outro, vá lá, são coisas distintas PRA CARALHO.
(não é melhor ou pior, não é disso que se trata. é que é chocantemente diferente)
Então agora. Eu. Voltando. A cabeça em turbilhão, uma calma que aprendi e tomar café pelo desejo de cafeína.
(preciso de estimulantes, de pílulas. acho que gostaria de usar pílulas. pra agitar e ficar inquieto. sei lá. oliver sacks: ler mais.)
Tem miras. Tem tarefas. Preciso de pílulas e sistemas. Preciso ter a obstinação que o Hemingway diz ter em seus livros - o que provavelmente é 'apenas' literatura.
4 de fevereiro de 2014
(daqui)
Justiça e punição é uma coisa antiga. E profunda. Tem bastante gente da pesada que falou disso. Do que lembro e do bigodon tem uma lógica que é assim.
Como lesar alguém que te lesou? Punindo. E como se pune? Fazendo justiça. E como a justiça age? Ela tira da pessoa aquilo que ela tenha. E se a pessoa não tem nada para ser tirado? Você pune o corpo dela, tira um pedaço dela; ou então deixa o corpo dela em um local desagradável e que o limita.
-
Por isso a justiça não pode ser exercida por indivíduos. Por isso vem o Estado, a Sociedade, a Moral, etc. Por isso o coletivo e as decisões em prol do que chamamos "bem maior"; ou algo por aí.
-
Ser justo e exercer justiça são coisas distintas. Devem ser.
Justiça e punição é uma coisa antiga. E profunda. Tem bastante gente da pesada que falou disso. Do que lembro e do bigodon tem uma lógica que é assim.
Como lesar alguém que te lesou? Punindo. E como se pune? Fazendo justiça. E como a justiça age? Ela tira da pessoa aquilo que ela tenha. E se a pessoa não tem nada para ser tirado? Você pune o corpo dela, tira um pedaço dela; ou então deixa o corpo dela em um local desagradável e que o limita.
-
Por isso a justiça não pode ser exercida por indivíduos. Por isso vem o Estado, a Sociedade, a Moral, etc. Por isso o coletivo e as decisões em prol do que chamamos "bem maior"; ou algo por aí.
-
Ser justo e exercer justiça são coisas distintas. Devem ser.
3 de fevereiro de 2014
31 de janeiro de 2014
O bom do América.
Que geralmente desdiz o Sonho Americano.
True Detective é a bola da vez.
Diálogos finos de roteiristas americanos, tipo:
"- vocês seriam ótimos juntos. Sabe? Se desse uma chance... Homens não dão chance a nada. Não sei porquê.
- porque sabemos o que queremos e não nos importamos em ficar sós."
Apenas isso.
Tudo isso.
Que geralmente desdiz o Sonho Americano.
True Detective é a bola da vez.
Diálogos finos de roteiristas americanos, tipo:
"- vocês seriam ótimos juntos. Sabe? Se desse uma chance... Homens não dão chance a nada. Não sei porquê.
- porque sabemos o que queremos e não nos importamos em ficar sós."
Apenas isso.
Tudo isso.
30 de janeiro de 2014
A dúvida não vale. É vaidosa e dá discurso. A dúvida se confunde com inteligencia e com profundidade. A dúvida é confortável e faz com que todas as opiniões tenham validade.
A dúvida, em 2014, é tão nociva quanto foram as certezas em 1504.
Toda dúvida que vem, vem com um secreto não. Você tem uma ideia. Você conta sua ideia pro amigo. E ele questiona sua ideia com uma dúvida que só leva em consideração o que NÃO pode dar certo. Seu amigo não duvida pelo que pode dar certo, mas pelo que pode dar errado. A dúvida arrogante que temos após vermos um filme e achar que mudando o fim poderíamos melhorar o filme todo.
*
O leite diz: poxa, me derramei todo. ó a merda.
A dúvida diz: se não fosse leite, se fosse maçã, não teria se derramado.
O leite diz: mas mesmo que quisesse, eu não poderia ser maçã...
A dúvida: por isso mesmo.
O leite: mas...
A dúvida: não, to apenas falando, pensando junto. Entende?
O leite.: acho que não entendi.
A dúvida: rá, você é engraçado. Não precisa entender.
-
Então vira post.
A merda do desejo de reconhecimento vulgar.
E apaga-se.
Que aqui sim.
A dúvida, em 2014, é tão nociva quanto foram as certezas em 1504.
Toda dúvida que vem, vem com um secreto não. Você tem uma ideia. Você conta sua ideia pro amigo. E ele questiona sua ideia com uma dúvida que só leva em consideração o que NÃO pode dar certo. Seu amigo não duvida pelo que pode dar certo, mas pelo que pode dar errado. A dúvida arrogante que temos após vermos um filme e achar que mudando o fim poderíamos melhorar o filme todo.
*
O leite diz: poxa, me derramei todo. ó a merda.
A dúvida diz: se não fosse leite, se fosse maçã, não teria se derramado.
O leite diz: mas mesmo que quisesse, eu não poderia ser maçã...
A dúvida: por isso mesmo.
O leite: mas...
A dúvida: não, to apenas falando, pensando junto. Entende?
O leite.: acho que não entendi.
A dúvida: rá, você é engraçado. Não precisa entender.
-
Então vira post.
A merda do desejo de reconhecimento vulgar.
E apaga-se.
Que aqui sim.
28 de janeiro de 2014
Nenhum dilema. Dilema não é do que se trata.
Também não é o caso de se perguntar porque fazemos o que fazemos;
e menos ainda descobrir como viver e aguentar a vida sem tornar-se um reclamão que culpa todos.
Então eu. As dores, os luxos. A velha questão: resolve-se mesmo 80% das coisas com um bom dinheiro? É isso que, enfim, virá como solução prática? Investimento alto, risco grande e vai ou racha? Qual o limite? Resolve-se ou procrastina-se a resolução?
-
A dica: isso é um blogue em 2014. Há ratos raros, porém ratos.
A tristeza: señorita g. pertence à uma época em que blogues não existem.
A loucura: é só sobre mim e sempre foi.
O que se esquece: igualdade e justiça não resolvem e nem resolveram. Igualdade é o desenho do mesmo tamanho de cubo. Justiça é o cubo mudar de tamanho e as pessoas verem de ângulos aproximados. É pouco. Tanto um quanto o outro pressupõe unidade. E a defesa, se defesa há, é: liberdade individual para decidir seus deveres e direito, sem depender da justiça, da igualdade ou, vá lá, da fraternidade.
Fosse o caso, exaltava agora, o raciocínio do satanismo do séc. XX .
Não é o caso.
É meu blogue, é minha diversão;
e estamos em 2014
Também não é o caso de se perguntar porque fazemos o que fazemos;
e menos ainda descobrir como viver e aguentar a vida sem tornar-se um reclamão que culpa todos.
Então eu. As dores, os luxos. A velha questão: resolve-se mesmo 80% das coisas com um bom dinheiro? É isso que, enfim, virá como solução prática? Investimento alto, risco grande e vai ou racha? Qual o limite? Resolve-se ou procrastina-se a resolução?
-
A dica: isso é um blogue em 2014. Há ratos raros, porém ratos.
A tristeza: señorita g. pertence à uma época em que blogues não existem.
A loucura: é só sobre mim e sempre foi.
O que se esquece: igualdade e justiça não resolvem e nem resolveram. Igualdade é o desenho do mesmo tamanho de cubo. Justiça é o cubo mudar de tamanho e as pessoas verem de ângulos aproximados. É pouco. Tanto um quanto o outro pressupõe unidade. E a defesa, se defesa há, é: liberdade individual para decidir seus deveres e direito, sem depender da justiça, da igualdade ou, vá lá, da fraternidade.
Fosse o caso, exaltava agora, o raciocínio do satanismo do séc. XX .
Não é o caso.
É meu blogue, é minha diversão;
e estamos em 2014
Minha discrição é ter blogue.
-
Fosse eu saidinho e mais demonstrativo, diante de sua nova foto de perfil, comentava:
Mordia.
Gostosa.
-
Fosse eu saidinho e mais demonstrativo, diante de sua nova foto de perfil, comentava:
- http://youtu.be/d1d1Tm2DqFo
- Belle Époque.
- Tesão
- A mão aponta. (não é mão, mas eu não lembro o nome)
- Cavalos? Apostas? Cinemas? Milagres?
- Pensei em 1930.
- Imagina braba.
- Marilyn, Dietrich e Gzinha.
- Quem dera ser um peixe.
26 de janeiro de 2014
Era uma gente elegante, bonita. Que falava do bem de um jeito generoso. Eram artistas de modo geral e consumiam os pensamentos elevados das páginas artísticas do facebook. Eram sorridentes, na maioria brancos e tinham essa habilidade de relativizar conceitos e ver arte em quase tudo e adorar, apenas após ter visto um filme, a M. Abromovic e sua coisa de mulher bonita e interessante em 1971.
Eles não eram bons e não eram maus; e a única coisa é que eu não os entendia e entendia ainda menos como eles conseguiam se levar tão à sério e serem tão profundos e sociáveis ao mesmo tempo.
Eles eram jovens, iam a praia, sorriam e tiravam fotos descoladas e artísticas em dispositivos da Apple. E eles sempre seriam assim. E não teriam muitas marcas no rosto em, digamos, 2034.
Eles não eram bons e não eram maus; e a única coisa é que eu não os entendia e entendia ainda menos como eles conseguiam se levar tão à sério e serem tão profundos e sociáveis ao mesmo tempo.
Eles eram jovens, iam a praia, sorriam e tiravam fotos descoladas e artísticas em dispositivos da Apple. E eles sempre seriam assim. E não teriam muitas marcas no rosto em, digamos, 2034.
23 de janeiro de 2014
señorita g.
Serviu-me para descobrir:
desejo me apaixonar.
Ela: eu inventei.
Eu: ela nem sabe.
Queria que fosse ela
porque gosto
da ideia de unidade
e porque
seria bom
e decente
e simples.
Assim:
Eu
descobrindo
eu
por
causa
dela
e
ela
com
eu
alegre
por
ser ela.
desejo me apaixonar.
Ela: eu inventei.
Eu: ela nem sabe.
Queria que fosse ela
porque gosto
da ideia de unidade
e porque
seria bom
e decente
e simples.
Assim:
Eu
descobrindo
eu
por
causa
dela
e
ela
com
eu
alegre
por
ser ela.
Ataco Espinoza e penso que diabos. Vai ser duro. Bigodon fatal é tão próximo de 2014 que não pode ser usado como comparação. Espinoza, por exemplo, do séc. XVII, nem cogita Deus não existir. Quero dizer: será impossível pra mim ler sem lembrar que ele pertence ao seu tempo - coisa que, vá lá, vale pra tudo, mas bigodon deu o toque.
22 de janeiro de 2014
-paixonar-
Eu queria
que ela entendesse
e não abusasse
e não exigisse muito.
Que ela se divertisse
e topasse
que eu me apaixonasse
por ela.
E cantaria pelado,
e faria jantas
e peixes
e vinhos.
E ela lá,
bem calma,
porque me deu
o que eu
apenas eu
desejava.
que ela entendesse
e não abusasse
e não exigisse muito.
Que ela se divertisse
e topasse
que eu me apaixonasse
por ela.
E cantaria pelado,
e faria jantas
e peixes
e vinhos.
E ela lá,
bem calma,
porque me deu
o que eu
apenas eu
desejava.
21 de janeiro de 2014
fracos se explicam
cada coisinha uma postagem.
pra ser do contra.
porque geralmente faço listas.
agora isso.
feito agora e pensado agora.
(não, não, ''agora'' não é virtude)
Postei o último no meu facebook.
E ficarei feliz se houver interesse dos meus amigos do facebook.
A conclusão é claro e JURO não ter nenhum juízo de valor:
nós, os seres humanos, somos mesquinhos,
mesquinho pra CARALHO.
pra ser do contra.
porque geralmente faço listas.
agora isso.
feito agora e pensado agora.
(não, não, ''agora'' não é virtude)
Postei o último no meu facebook.
E ficarei feliz se houver interesse dos meus amigos do facebook.
A conclusão é claro e JURO não ter nenhum juízo de valor:
nós, os seres humanos, somos mesquinhos,
mesquinho pra CARALHO.
01 - Facebook.
Penso que não vale escolher entre a Luiza Magazine ou o Diogo Mainardi.
Inventar que um é superior ao outro é estúpido pra caralho. Os dois podem ser gênios ou os dois podem ser imbecis. Tanto faz. Quero dizer: a ideia de um herói e de um vilão, como se fosse simples assim, é ultrapassado e pouco sagaz. Acreditar em mocinhos ou/e bandidos é o mal do facebook, dos rolezinhos, da mídia ninja e da tradicional.
Inventar que um é superior ao outro é estúpido pra caralho. Os dois podem ser gênios ou os dois podem ser imbecis. Tanto faz. Quero dizer: a ideia de um herói e de um vilão, como se fosse simples assim, é ultrapassado e pouco sagaz. Acreditar em mocinhos ou/e bandidos é o mal do facebook, dos rolezinhos, da mídia ninja e da tradicional.
00
É claro que eu faço as minhas coisas,
é claro que tem dia bom
e dia ruim.
É claro que a vida é complicada
e que a merda e a glória caminham lado a lado;
e de mãos dadas.
É claro que não se pode falar tudo
e não se deve falar muito de nada.
...
Mas, vê lá, pensa bem,
essa sua mania de reclamar
tem mais com prazer
do que com queixa.
é claro que tem dia bom
e dia ruim.
É claro que a vida é complicada
e que a merda e a glória caminham lado a lado;
e de mãos dadas.
É claro que não se pode falar tudo
e não se deve falar muito de nada.
...
Mas, vê lá, pensa bem,
essa sua mania de reclamar
tem mais com prazer
do que com queixa.
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