20 de outubro de 2008

sorriso aberto pra uma lua quase cheia.

A merda tá espalhada
e os risos amarelos ainda são os mesmos.
no bar as pessoas de sempre
e os pensamentos também.
Nada para ser salvo e
tudo pra ser observado,
a delicadeza da Maria
que sempre será comovente.

Delicadeza é tudo que se pode ter,
é o único milagre real
e plenamente aceito.
Nada de porcos que voam,
nada de mares que se dividem,
nada de suicídio que salva a humanidade.

Delicadeza é simples e envolvente.
Como um pastel velho e enrugado,
mas feito apenas pra você.

E penso:
qual é a dor que aproxima,
quem será o próximo na lista,
com quantos paus se faz uma canoa.

As perguntas sem respostas,
a merda velha variando
entre quente e fria.
As esperanças e as crenças.
as crenças,
as crenças,
as crenças...

3 comentários:

maria rezende disse...

continuo sem comentários pra sua flecha afiada que eu reproduzi lá no mariadapoesia, e esse seu poema lindo e delicado (em cuja maria eu me li, e nem pergunto nem quero a resposta) me lembrou de um novo, o último a ser incluído no livro que vai pra gráfica amanhã, que tá lá em http://mariadapoesia.blogspot.com/2008/08/parceria.html
um beijo, maatz
maria

Clara disse...

dorei.
beijo,
Clara

fmaatz disse...

é bom que tenha "dorado".
e sem perguntas e sem respostas.
né não?
até parece que entendo tudo.
seja lá o que isso for.