15 de fevereiro de 2009

17 anos.

Ela passa
andando
e
balançando
os braços.
Mini saia
muito apertada.
Bunda imensa,
infantil
e infernal.


14 de fevereiro de 2009

sim sim sim.



chorando baixinho durante o filme. céus, como é bonito algumas coisas nesse mundo. e a vontade de chorar era justamente nos momentos sublimes, veja só. tudo lá. o melhor da américa é o meu caga regra. tem que ver e ver assim, apenas como quem vê mais uma histórinha. e faça força pra achar que é apenas mais uma histórinha. as coisas que importam estão sendo ditas, basta apenas reparar.

12 de fevereiro de 2009

sobre os butecos e pés sujos.

Há qualquer coisa ali que só se pode observar desse jeito: entre uma cerveja e outra, semi embriagado, com a t.v ligada e nenhum foco específico. Se um bêbado invade a espelunca surge um foco e, portanto, a observação discreta é limitada. Mas quando não há nenhum foco é uma maravilha.

Vejo coisas que entendo, mas que nem sei se sou capaz de explicar.

Sem dúvida ler o bom e velho Bukowski me ajudou a entender essa ternura que surge no meio da merda. Sou um tipo que me influencia, embora quem não me conheça ache que não. Sou mole e vulnerável como só um bêbado legítimo pode ser.

Mas o ponto é o bar e suas histórias. Então volto à ele.

Foi onde eu vi:


  1. Uma mulher, verdadeiramente vulgar, cantando e dançando uma música da Alcione que era um tanto feminista e tola, mas que ganhou um sentido absurdo com aquela preta ruim berrando aquilo como a última verdade do mundo. Depois de 1 min. o bar, que estava cheio e barulhento, calou e ficou por 2 min. a vendo cantar e dançar. Houve aplauso no final e foi sincero. Ninguém alí abordou àquela preta ruim depois disso. Só o "show" importou e, em um bar, isso é respeitado.

  2. A Solange e o Antônio discutindo porque ele não poderia estar no aniversário dela. Eu, mais que ele, vi a cara frustrada dela. Ela é mais bêbada do que ele e, confesso, ele é quase um santo. Ela e ele são incrivelmente parecidos, desses casais estranhos que parecem irmãos. Ele é agente da funerária daqui de baixo e ela é doméstica de uma velhinha que lhe libera pra beber e acordar tarde, "11:30", segundo ela. "Pra preparar o almoço", segundo ela ainda. O fato é que eles são amantes há 10 anos e ele tem família em Maricá. No dia do aniversário em questão ele não estaria no Rio e...sem chance. Mas ela, mesmo sendo bêbada e desagradável, sentiu uma dor grande e imensa. Dessas que a gente sente junto porque entende que não há mesmo solução pra algumas coisas.

  3. Um solitário que quer conversar com o Coimbra e traz um livro. Ele fica ansioso e, afinal, consegue mostrar o seu livro. Ele tá lá, citado no livro, pois, "sim sim, ele fez parte da Jovem Guarda". É um músico bêbado que responde ao desafio do maldito Coimbra atendente: "- olha aí, olha aí, eu te falei." E o Coimbra nem dá muita bola pra ele e ele fica ali, abraçado ao seu livro e ao seu orgulho de si. É um homem justo, por assim dizer. Tem aquele sorriso de bêbado melancólico e se agarra com o livro que tem a sua foto. É um homem justo, eu repito.
  4. O quanto os cocainômanos são desagradáveis e desnecessários. Com a palavra o próprio Coimbra: "- pô! só da confusão! nem consomem e sempre reclamam da conta! ah...meu amigo Alfredo é pra quem eu ligo amanhã!." O Alfredo é PM e toma coca-cola de graça. Apenas isso, por mais simples que pareça. ( O Coimbra fala isso pra mim porque sabe que eu, como ele, acho os cocainômanos uns chatos de galocha.)
  5. Uma mulher de uniforme entra. O Coimbra a respeita, o que não é comum. Ela é nova e deve trabalhar em alguma farmácia de manipulação. Comenta pro Coimbra que "o dia foi fogo e que precisava de uma cerveja hoje." Mas depois, quando venho pra casa e passo bem próxima à ela, eu reparo: é mais uma bêbada solitária que não chegou a decadência total. Conserva o corpo, eu penso. Sabe que o corpo acaba e fica feliz por ainda o ter, eu penso também. E ponho a mão no fogo que ela bebe em casa, escondida, pois ir ao bar todo dia 'pegaria mal'.
  6. A velha que bebe e é cheia de opinião. É uma velha de uns 70 que acabou de perder a mãe. E ela sempre chora quando bebe muito. E sempre lembra de sua "mãezinha' nesse momento. E todos do bar dão atenção à ela. E mesmo o Coimbra lhe dá atenção. Ela paga bebida pra alguns e se acha muito inteligente porque recebe O Globo diariamente em sua casa. E, invariavelmente, toda vez que me encontra no elevador ela pergunta: "E a globo? Como que é vai?"
  7. "Melhor encontrar essa velha no bar do que no elevador", eu penso, apenas antes de dormir e terminar a postagem diária do blogue.

11 de fevereiro de 2009

oiés.

Nada melhor do que um belo e besta Pipocão Americano para abrandar os nervos. É nessas horas que a gente pensa que o mundo é justo. Sem desejo de beber, ensaio cancelado, cansado de se forçar a ler pra se sentir útil. Prepara uma sopa e pensa que a noite será longa.
Então liga a televisão e vê que em 10 min. começará A Feiticeira. Finaliza a sopa e vê o filme.
A Nicole Kidman é mesmo linda.

pé quente cabeça fria.

- Alô?
- Alô. Tudo bem, Fê?
- Tudo.
- Sabe quem tá falando?
- Sei.
- Rs. Então. Como tá?
- Tô bem. E você?
- Bem também. Tá surpreso, né?
- Ô.
- Eu tive um sonho. E fiquei impressionada. Por isso que eu tô ligando.
- Um sonho?
- É, um sonho ruim. Você sabe.
- Ah...
- Tá bem mesmo?
- Tô sim. Nada demais ou de menos.
- Jura?
- Rs. Juro.
- Sabe que eu tenho as minhas manias, né?
- Sei sim. Só não imaginava...
- O que?
- Que a gente ainda tinha esse tipo de conexão...
- Rsrsrs.
- Que foi?
- Cê tá mudado, hein?
- Como assim?
- Nunca imaginei você falando 'esse tipo de conexão'...
- Rs...é...acontece...a gente muda...
- Parou de fumar?
- Nem tanto...
- Cervejas, amendoins?
- É, mudei, mas só um pouco.
- Bem, Fê, liguei só pra ver se tava tudo bem.
- Certo...
- Bem...
- Ah...posso te falar uma coisa?
- Claro, Fê.
- Eu to fazendo terapia, né? E aí...
- Rsrsrs...
- O quê?
- Tem certeza que não parou de fumar? Rs.
- Tenho, tenho...mas daí ela, a terapeuta...
- Rs.
- ...falou uma negócio que eu achei bonito a beça...e que na hora eu pensei que você ía gostar...
- Diz.
- Eu tava comentando uma coisa sobre você e ela disse: "ela, pra você, é uma dessas pessoas que a gente pensa em reencontrar quando tiver velhinho".
- Ela disse isso?
- Disse.
- Jura?
- Juro.
- Nossa, bonito mesmo, Fê.
- É. Eu também achei. E achei que você acharia bonito também.
- Putz, que legal, Fê. Quem diria? Terapia...Rsrsrs...
- É, é.
- Rs. Bem, vou desligar.
- Tá.
- Beijos. Se cuida.
- Beijos. Você também.

*

você sente cansaço, mas não consegue dormir. a cabeça frita. 30 pensamentos diferentes que não servem pra nada. um atravessa o outro. nenhum segue, nenhum. ler revista legal, ler peça sobre o descobrimento, ler livro chato. nada de nada. televisão, cigarro, pizza requentada. água, água, água. senta na beira da cama, olha pra fora, luz apagada e lua cheia. lua imensa. lua quase irritante de tão brilhosa. barulho de morcego, cigarro, computador. 04:47.
tudo pesado, tudo leve, tudo indiferente. nada pra fazer. esperar, esperar. ler mais. fritar mais. tomar outro banho. calor infernal. rio de janeiro. cansaço sem sono, cansaço sem sono. blogueblogueblogue.

10 de fevereiro de 2009

da janela do ônibus.

A cabeça é uma marofada de fumaça e dor.
Os olhos ficam se apertando num esforço de aparentar inteligência.
A boca sorri de lado e acha que o charme é fazer um tipo assim,
descolado assim,
que dança sempre do mesmo jeito em qualquer ocasião.



9 de fevereiro de 2009

no crepúsculo



garotas bonitas passam pela calçada quase indiferentes.


umas fazem uma força tremenda para terem aquele charme da indiferença.


outras são vampiras naturais.


e ainda há umas que nem olham e nem reparam,


que se você lhes dissesse: - como você é bela,


elas ficariam assustadas e chorariam de raiva.




8 de fevereiro de 2009

7-1,6

No meio da merda solitária
outra merda se espalha.
Uma merda que sempre esteve aqui,
um palmo acima, uma dose além.
Uma merda que concorda contigo
e que diz que não há problema
em se desejar mais do que se tem.
.
Uma merda boa,
que é gorda como você.
Uma merda que tem opinião
e que não tem medo do que quer dizer.
.
Uma merda de 11 anos atrás
e que volta calma e sem forçar nada,
uma merda que não será sugada
pela força mecânica, e óbvia,
da privada.

7 de fevereiro de 2009

/=

Hoje não bebi com a rapaziada e lembrei da minha mãe dizendo como é curioso ficar sem beber entre bêbados. Na verdade adoro beber e bebo sempre, mas, na média, tomo 2 ou 3. Mais do que ficar bêbado, gosto de ficar embriagado.
Gosto de sentir a primeira cerveja agindo. Ela vem lenta e delicada, só pela metade da garrafa é que realmente sentimos o álcool no sangue. Acho isso bem prazeroso e sempre tenho essa imagem do álcool sendo espalhado gradativamente pela corrente sanguínea.
A segunda é mais definitiva, afinal a primeira já fez seu serviço. A terceira, na verdade, não deveria existir. Quer dizer, não pra essa coisa embriagado que to falando.
Acho que o ideal são duas cervejas. Duas cervejas apenas acalmam o pensamento, não chegam a criar pensamentos novos. Acho que é mais ou menos por aí.
(Na verdade a terceira cerveja é ideal para dar uma bela cagada. Calça arreada, copo cheio e cigarro aceso. Cada tragada é um troço. Mas não quero entrar nessas aqui. Não agora, pelo menos.)
Ontem tomei várias. Já tava desconfiado, mas sabe como é: amigo liga, amigo que nem sempre se vê aparece, papo bom e por aí vai. Várias cervejas e alguma ressaca. Meu estômago não é tão forte quanto eu gostaria. Ele faz seu protesto e pede coca cola e água e balas de morango.
Converso com os meus e me sinto em paz. Tive um dia cheio de euforia porque inscrevi uma esquete prum festival aí. E finalmente a gente fez o Buk na lapa. Foi foda, uma bravata. Mas os atores são valentes e fizemos o nosso. Quando acabou a peça disse pra Helen que a gente vai direto pro céu. Ela concordou, riu e disse que a gente vai ter champanhe lá. Eu prefiro mesmo é a cerveja, mas tudo certo.
Também teve o lance legal do Atyla, um cara que gosta das nossas peças, ter feito a guitarra ao vivo. Ele topou a roubada e sofreu junto. Essa é uma das coisas legais de teatro.
No mais volto pra casa pensativo e calmo. Vejo que o Coimbra tá cheio de cocainômanos.
Fico feliz por não ter saideira hoje.
-
Ponho esse video que é mesmo genial e verdadeiramente engraçado. Na tal esquete enfiei essa música. Se formos selecionados tamo fudidos, mas uma merda de cada vez.

5 de fevereiro de 2009

de resto, o sonho imbecil


Crianças berram pela noite e não há muito a se dizer.
Verdade ou mentira é coisa de fracos.
O jogo ainda é ganho, a repetição ainda é feita, a lua segue seu curso besta e natural.
Solidão é estado e não desejo.
E os loucos, os verdadeiros loucos, ainda esperam o sublime.
Nada de mais ou menos, apenas a velha batida que repete: continue, continue.
Beleza é real e não simulacro.
Força ainda é suor e não esperança.
E reparo em tudo que existe além de mim
e repito, quase secreto:
que se foda, que se foda.
Me dou melhor agora e essa é a única grande tristeza.
De noite todos gatos são pardos.
E pardos é apenas a maneira préconceituosa de se dizer sem cor.
Bundas que pululam em sonhos que diminuem a ideia de humanidade.
Loucuras com prazo de validade e alma semi-pronta.

O riso eterno e triste do único desdentado que importa: Deus!
Porque Deus é o último tabu e a última violência,
porque Deus, mesmo sem existir, se faz presente e determina as vidas.
Porque Deus não existe, mas, mesmo assim, a gente fala Dele.
Porque o infinito ainda é o último desafio da espécie humana.


3 de fevereiro de 2009

sobre o prazer de fazer teatro.

Fazer teatro as vezes é sensacional. Não sempre, mas as vezes é. Você alí, na sala de ensaio, roendo o osso com um monte de cão amigo. E há osso à roer quando você entra numas e fica tentando entender o que existe naquele texto fodão que diz de maneira simples e sem frescura:

"Sem papai noel, sem xota, sem varinha de condão, sem gata borralheira, sem os grandes espíritos eternos; que loucura - só merda e cães e crianças que apanham, só merda e a limpeza da merda; só médicos sem pacientes, nuvens sem chuva, dias sem dia, ah, deus todo-poderoso que jogou tudo isso em cima de nós.".(bukowski)

E você tá alí entre grandes amigos. Você, um cão amigo também. Todos topando. Um tipo de desafio sendo compartilhado. A velha pergunta na cabeça martelando insistente: mas o que é isso? a gente lê, a gente entende. mas o que é isso?
E a loucura de tentar explicar isso que a gente não entende através de ações.
Quem faz teatro entende isso. É reto, é duro, é fatal. É mais ou menos assim: isso que a gente entende, mas não explica precisa ser feito. A gente não sabe direito como. Mas vamos tentar assim.
E todos topam porque são cães amigos entre si. É bom, é bem bom. Nem sempre, mas as vezes é realmente muito bom.
E tenho me sentido exausto depois dos ensaios. E tenho pensado nisso. E fico assim, como que lambendo meu próprio cu: o sentido da vida é descobrir o extraordinário.

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lento e louco

na vida acontece

de tudo

um pouco.



1 de fevereiro de 2009

loucura, liberdade e a cerveja de domingo.

A loucura é uma beleza e uma grande fantasia. Viver em outra ordem, de outra forma, com outros desejos. A loucura é um ideal. Ali onde D. Quixote existe, ali onde a linha que separa o pensamento do acontecimento é apenas uma prova de que a realidade, sem a ação do pensamento, é insuportável e, ainda pior, limitante.

No último ano pensei muito em liberdade. E liberdade, como um tipo de desejo profundo da nossa espécie é, sem dúvida alguma, um desses valores sagrados que sempre permeou a vida humana, já que essa é capaz de se pensar como vida humana.

Nas tragédias a liberdade é questão, nos grandes movimentos também. Os hippies falavam sobre a liberdade, os comunistas também. Ouso até dizer que mesmo o Sr. Hitler tenha falado disso, embora, de fato, nunca tenha lido algo que me prove isso.

A loucura, em sua plenitude de ideal, ou seja, naquilo que ela tem de melhor, deseja, antes de tudo, a liberdade. Liberdade para ser louco, para não dever explicações. Liberdade para ser sem existir, para que sejamos, enfim, o ser puro que só existe como puro instinto, sem o lapso entre o pensar e o agir.

A nossa dureza de bicho homem é essa: temos a habilidade do espírito e da alma, mas sofremos por saber que essa habilidade existe.

Nesse sentido, somos um bicho dividido e isso nos constrange de maneira profunda e cruel, afinal o constrangimento só existe graças a nossa possiblidade de julgar as ações, sejam elas privadas ou públicas.

Nós pensamos sobre o mundo, mas o mundo não faz questão disso e, isso, isso de pensar sozinho e sem a participação do mundo, é uma dor sem fim, um constrangimento terrível que desafia a gente como ser humano e nos coloca no desprezível lugar de animal.

A ideia de ser só instinto pode ser muito bela, mas a partir do momento em que entendemos que toda e qualquer ideia é apenas resultado da nossa capacidade peculiar de julgar e pensar o mundo, entendemos que a ideia de viver só por instinto é impossível já que ela surge como uma ideia, ou seja, como uma manifestação daquilo que nos divide e dilacera: a velha e plene dor do ser que é espírito e corpo ao mesmo tempo.

Portanto, a liberdade, ou mesmo o desejo de loucura, são, ainda que por via negativa, coisas que afirmam nossa terrível condição humana: um ser dividido que se atrapalha entre o agir e o pensar. Um ser que com sua habilidade criou tudo que existe, para o bem ou para o mal, tudo que conhecemos: a guerra, a internet, a morte, a literatura, o amor, a inocência, as artes, a ciência e etc.

Não tem fim essa lista de coisas. Somos, ainda que contra nossos ideais, seres que criam seu próprio mundo. E esse é o nosso terror e o nosso encanto: temos todas as possibilidades, mas não podemos usar todas ao mesmo tempo.



relatinho.

Sonhei hoje com 3 crianças que se pareciam muito entre si, mas que eram primas e não irmãs. A gente tava num tipo de praia, mas o mar não importava muito porque era uma praia com muitos morros e declives. E a gente andava e as vezes elas saiam correndo na minha frente e tinha uma delas que sempre pegava na minha mão e me perguntava "elas vão voltar, né tio?" e eu dizia sim, mas apenas para tranquiliza-lá porque eu não sabia como elas apareciam e desapareciam assim. E toda vez que elas voltavam, elas apareciam correndo atrás da gente e a gente via as 2 correndo e elas corriam muito rápido e uma jogava areia na outra e a que tava comigo fazia um gesto que uma das minhas sobrinhas sempre faz, que é colocar a mão na testa, como que quem diz "dêr". E ela achava graça daquilo porque as 2 estavam lá, correndo e jogando areia uma na outra. E aí ela, essa que tava comigo, começou a apertar muito a minha mão, e apertava a minha mão e me olhava com uma cara triste como se quisesse que eu a ajudasse, mas eu não podia fazer nada e ela só apertava a minha mão e me olhava, e ela parou de andar e eu fiquei de mão dada com ela em silêncio. E nós 2 sentamos no chão e aí eu acordei. Então é que foi realmente estranho porque nunca tinha me acontecido isso, eu estava de pé ao lado da cama, assim, de pé, como se eu fosse um sonâmbulo ou sei lá o quê, eu tava de pé e segurava o copo d' água como se fosse brindar ou coisa assim. E eu acordei de pé e fiquei assustado por acordar assim e fui tomar banho e vim pra cá e escrevi no meu blogue idiota porque é um tipo de atividade que eu tenho e que me faz sentir bem. merda, eu disse quando eu notei que tava de pé.

31 de janeiro de 2009

aav v

Me reúno com os meu amigos.
Sento e bebo uma lá, lendo as cartinhas. Depois, já em em casa, me junto com outro. E me sinto bem.
Gosto quando outro me diz o que eu preciso ouvir. É bom ouvir certas coisas de boca alheia.
"Sem metafísica não há cultura", é um bordão que roubo de imediato. Sem culpa, sem dor. Mesmo o ladrão tem explicações para o seu roubo.
Essa gente aí é da pesada mesmo. Eles falam, eles berram, eles não têm medo de falar sobre o que realmente acreditam.
É claro que eu vou chupar eles, é claro que o sangue deles é o sangue que importa.
Até porque, qual é a outra opção?
Sugar o Zeca Camargo por que ele apresenta o Fantástico?
Mudar pro canal que tem mais Ibope?
Eu não. Não agora, enquanto tiver o meu luxo.
Fazer 10 coisas ao mesmo tempo só é mérito pra quem não faz nada de verdade.
Eu prefiro, enquanto posso, buscar essa gente. Essa gente que não viveu para curtir a vida. Essa gente que desejou tirar da vida o que decidiu como mais importante.
-
(A merda da situação atual é que tudo fica com cara de resposta, mas nem é esse o ponto. O lance, pra mim, é antigo e é o que sempre foi: o homem é do tamanho dos seus sonhos. Caga Regra velho e batido, mas, mesmo assim, pontual)

30 de janeiro de 2009

quando as unhas crescem

Finalmente as coisas podem começar a caminhar. Meus demônios foram soltos e agora, mesmo que me afetem, não moram mais dentro de mim. Todos os bichos e todas as loucuras soltas, aos berros, com toda alma que tenho, com toda alma que cultivo e com toda alma que preservo e alimento com leituras. Meu sangue continua correndo e na minha ânsia de viver tudo, soltar os demônios é parte da coisa, com toda intensidade que quero ter quando estiver falando das coisas grandes. Porque eu acredito em coisas grandes, porque eu me nego a ter medo das coisas grandes.
Agora sim há uma história, agora sim há um acontecimento. Nada daquela coisa morna habitual. Houve um pulo, houve um excesso, uma loucura plene e decente. Como deve ser, como eu acredito que deve ser.
Não seremos mais vomitados da boca de Deus.

29 de janeiro de 2009

28 de janeiro de 2009

Tipo Assim Blogue Fodão.

Tipo descolada, tipo independente, tipo que trepa bem.

Tem carro bacana, dança nas boates e entende tudo de moda e comportamento.

Tipo dessas mulheres que você quer distância.

Mora sozinha, é artistazinha e vê filmes cults e lê livros da lpm.

Sofre de insônia porque mora em São Paulo e pertence ao século XXI.

Filha única que se dá bem com os pais, tipo esperta que sabe se impor e que usa o mau humor pra fazer charme.

Não conheço, não quero conhecer e tenho raiva de quem conhece.

Tipo i-pod, tipo mp3, tipo que aproveita as novas tecnologias.

Sabe de tudo, tem muitos amigos, mas nunca precisa de ninguém.

Ótimos textos e péssima alma, é o que diz minha intuição.

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Descobri o blogue dela e nem lembro como e, de vez em quando, ela escreve umas pérolas e uns textos realmente legais.




O blogue dela é: