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4 de dezembro de 2008

CI


"Estamos exaustos,
mas a missão foi cumprida.
Agora só falta decidir
quem é o amor da nossa vida."


21:14
Sua mensagem foi enviada para os seguintes destinatários:
camilarhodi@hotmail.com
Já é um contato
fmaatz@hotmail.com
Já é um contato
documentacion.ccg@xunta.es
Ainda não é um contato
maildocumentacion.ccg@xunta.es
Ainda não é um contato

20 de setembro de 2008

1° comunhão.

Me sinto muito bem dentro de uma buceta. É algo que me acalma. Gosto de enfiar o dedo e lamber e tudo o mais. Gosto até do gosto meio azedo / meio acre. Mas estar ali dentro é algo que não tem explicação. Preferia perder o dedo e a língua sem dúvida alguma. Um pau e uma buceta, Deus e o Diabo, Céu e Inferno, sim e não, etc e ponto final. Um pau e uma buceta é o único mistério possível. O resto é desespero e vontade de ser o que não se é.
Não é importante saber se um homem acredita ou não em Deus. O importante é saber se ele acredita no paraíso.

18 de setembro de 2008

nem 5 min.

é bom conversar com a sua garota pelo telefone.

ter calma é algo que se conquista.

você vê a bunda, você flerta com ela,

mas não precisa seguir cada movimento.

a bunda lá e você aqui.

o mundo também pode ser bom assim.

12 de agosto de 2008

Vitalidades.

Depois de ver 3 vezes
a merda da mulher amada
boiando na privada,
eu faço rima sem força
e digo:
só a merda
dela
é sagrada.
.
Um trôço
diferente do outro
e, no entanto,
todos 3,
me causam espanto.
.
E me pergunto,
ainda encabulado,
como posso sintir prazer
em lamber aquele rabo?
.
Têm perguntas que não têm resposta
e 1 delas é essa:
Como posso amar uma mulher
de quem já vi a bosta?
.
Pras coisas sem solução
repito o que sempre dizem:
quem vê cara
não vê
coração,
e o resto todo é tolice.
.

6 de julho de 2008

vontade de casar.

muito cigarro e um ódio tremendo por conta da fome.
sua mulher não para de falar e você deseja que ela escoe pelo ralo junto com o esmalte vermelho.
a mulher amada é sempre a mais terrível.
um sorriso exagerado que você gosta e implica,
uma confusão que não é sua, mas da qual você acaba participando.
histórias que você ouve com sofreguidão.
-
e cheio de sacolas na rua vazia de horário de almoço de domingo
você descobre que, mesmo assim, você a ama.
ela de alguma maneira percebe sua irritação e lhe deixa em paz.
arruma a comida, não pede ajuda, diz fique à vontade...
-
você se repete e senta pra escrever,
o cigarro na mão e as pernas cruzadas.
da cozinha uma voz calma lhe anima:
bayb, quando você quiser vamos comer.

17 de junho de 2008

e tenho dito!

bem claro e direto:
gosto de gente. pode até não parecer, mas gosto. é apenas porque sou tímido em público e porque sempre acho tudo chato e falso pra cacete. dos 3 que importam os 3 não fazem questão de parecer o que não são. 1 vai lá quase sem graça e dá o seu recado, outro é ótimo mesmo sendo afetado e o 3 tem o único defeito de ser cuzão. e mais não digo, além de outras mentiras:
  • - a mocinha me olha com ternura, mas é devassa. seu único tesão é saber que estou bem acompanhado.
  • - sem problemas e vamos que vamos. eu desconfio de você assim como você desconfia de mim. minha arrogância é não trocar de figurino. somos merda do mesmo cu sujo, meu querido.
  • - meu benzinho nega, mas adora essa porra toda. tá mais implicante por influência assim como estou mais elegante pra a impressionar. o bom é saber disso e crer que meu benzinho sabe disso também.
  • - meu amigo querido: sou curitibano mesmo. mas o que você não diz é que há todo um desejo de, de fato, não participar dessas coisas que só dizem respeito à quem se leva à sério. e isso de não se levar à sério é toda a minha ambição que você já escutou em bares mais sujos e aconchegantes. merda do mesmo cu sujo, embora possa não aparentar.
  • - aleatório: vou, desde hoje, lhe negar os cigarros que tenho e que não me fariam falta. é que você sempre pergunta como estou antes de me pedir algo tão honesto como um cigarro.
  • - minha solidão me comove e ganha novo valor, pois agora é exceção. cago com um gosto tremendo porque deixo a porta aberta e faço todos os sons verdadeiros que solto. o som está alto e todas as luzes e aparelhos ligados. a liberdade tem sempre mais valor depois da prisão. meu velho discurso cristão, afinal.
  • - com seu cabelo de fogo você chega mais longe do que imaginaria. sua graça é ser legal e não ser agradável. saia da casquinha e exagere no desejo-de-falta-de-pudor. sua potência me agrada e vou com sua cara de maneira gratuita. quem precisa de aprovação é calouro e isso, definitivamente, não é o seu caso.
  • - tenho vontade de conversar com você porque você pensa. mas desisto porque sua esquisitice é quase um tipo e isso nem me agrada. seu tipo seria melhor se você fosse apenas o que é: uma solitária que faz piadinha da própria desgraça. você deveria fazer piada do seu próprio desejo de ser engraçada.
  • - o duro é ter que concordar com um idiota que tem mais de 25 e usa boné: cerveja com gorgonzola é mesmo imbatível.
  • - penso na possibilidade de ser gay olhando uma bicha muito bonita que me impressiona, mas desisto quando lembro que ele tem pau.2 paus é meu tabu, eu concluo. um homem que tivesse cortado o próprio pau eu olharia com mais carinho, ainda que sempre desconfie de quem se mutila por conta própria.
  • - táxi é solução pra se sentir livre. 6 reais ao invés de 2,10. quase dentro de casa eu me lembro: há sempre aquele discurso bonito de quem se comove com as dificuldades da vida.
  • - e concluindo: quero morar na mesma casa que meu benzinho, mas preciso ter dinheiro para ter uma casa grande o suficiente pra exercer minha solidão mesmo sabendo que dormirei sempre ao lado dela. é complicado, mas resolvi: dinheiro pra viver e dinheiro pra seguir.
*
e agora sim eu calo:
*
me sinto ótimo, afinal.
quase chato, afinal.

12 de junho de 2008

7 de junho de 2008

Doce gêmea.

As pequenas diferenças
entre mim e ela
no amor:
Eu gosto de butecos
e fedor.
Ela gosta de vernissages
e glamour.

5 de junho de 2008

***

Cada vez mais doce e dedicada
ela me frita bifes as duas da tarde.
Purê de Batata e Vagem com Manteiga.
Nada do que eu comeria
se ela não estivesse aqui.
Eu agradeço a comida e ela
diz que gosta de me alimentar.
Beijinhos na boca e bom apetite.

15 de maio de 2008

i love you.

O fato é que eu não tenho o que falar. E é por isso que eu me repito nas velhas formas. Porque aquilo sou eu ao avesso no meu estereótipo antigo e já superado por nós. Porque eu não sou meu umbigo e você também não é envenenada. E essas coisas acontecem pra que eu, que sempre falo muito e sei de tudo, fique burro e em silêncio. Porque falar disso é sempre pouco. Porque ninguém vai entender nunca e porque sempre haverá os olhos dos outros sobre nós. E eles não importam porque eles não sabem das tardes e dias e noites e berros e gemidos e beijos. Porque eu sou outro contigo. Outro que me agrada mais, mas que me obriga a assumir as fraquezas e ficar cheio de remelas nos olhos. Porque agora tem essa luz terrível lá no fim de tudo. Essa luz que dá medo porque cada vez mais e mais e mais e mais. Porque sinto saudades da minha potência aparente e do meu mundo simples e auto suficiente. Porque desprezar é simples e mentir encanta. Porque, afinal, o amor dói e aumenta o medo da morte.

26 de abril de 2008

3° cervejinha num sábado às 15:00 hrs.
Benzinho, devo te dizer: agora eu sou um gênio. Esse álcool delicioso no meu sangue e minha leitura e solidão. Nada de mais, mas nada que aconteça quando estou com você, minha senhorinha eleita e decidida.
( E penso que se casarmos devemos ser ricos e termos uma casa enorme. Tão grande que eu fique sozinho mesmo sabendo que você está à metros dalí)
É que tem essa coisa: solidão que dá conta de mim, como se eu me bastasse, como se você nem mudasse minha vida que só muda mesmo contigo. Não sei se sei explicar.
Mas é que pra mim é pouca gente. É mesmo pouca gente que importa. 5 da família que são do sangue e foram dados e não escolhidos. E 1 outra que é você. Que pode me trazer outros, mas que será sempre resultado daquilo que eu quis. E você já sabe que o que eu escolho e decido é minha maior glória e alegria. O que tá fora disso é o imponderável. E o imponderável é real, mas não divertido. Sei lá, sei lá. Escrevo só pra você e nem me preocupo com quem não me entende.

9 de abril de 2008

coerência interna.

e não é que a danada da faca cortou o meu dedo bem na hora que eu dividia a enorme bucha em dois?
ai ai ai. esse mundo é cheio de gracinhas.

17 de março de 2008

A garota mais legal do mundo com os olhos mais bonitos que já vi. Ela me contou algumas histórias, me enrolou em outras e me deixa puto e satisfeito em questões de segundos. A garota da bundinha de ouro que tantas fez que me ferrou e que fica rindo como louca quando eu mexo em seu nariz. Que chupa meu pau que reclama de frio que tenta fugir no meio da noite. A garota séc XIX sempre dividida no que quer e no que pode ser, entre o laranja e o vermelho, entre o requeijão e a maionese. A garota bacana que tem medo de si. Que me assusta e me encanta. (fev/2003)

12 de março de 2008

10 de março de 2008

recadim.

Não compare. Olhos grandes todo mundo tem. Minhas sobrinhas, minha irmã, etc. Tem olhos que são grandes por susto ou por desespero. E tem outros que aumentam e ficam maiores e quase viram ameaça e quase podem me engolir. Tem olhos azuis e tem olhos cinzas. E tem a realidade de eu ficar sugando esses olhos e reparar que ao redor da íris há um castanho claro que é quase um quadrado. Uma série de detalhes que fazem toda a diferença: o consumo excessivo, o vício, o medo real, o pavor louco, a minha cara quando gozo, o seu riso de quando é pega no flagra, a porta do banheiro fechada, etc. As invenções podem parecer melhores, mas o que acontece me satisfaz muito mais.

5 de março de 2008

para zangar meu benzinho

Queria beijar sua boca com força e quase com ódio. Queria que ela me engolisse e me fizesse coisa. Que me amasse como uma louca. Que virasse minha cadela. Que me seguisse nesse mundo mau.