22 de junho de 2009


Palavras doces e ternura imaginada. Não se precisa de muito. Vejo você distante e forte. Como sempre foi, afinal.

Não saber quem você é me acalma. Porque tenho essa tara por alma, e alma, alma mesmo, só se revela com proximidade da carne. E carne, só carne, nunca foi nosso forte.

E também cogito que tenhamos o mérito de não confundir carne e alma com facilidade. Coisa que é mais rara do imaginávamos.

Seja como for, a imagem que fiz pra você é: falando muito com um sorriso na boca num parque durante uma ensolarada tarde de domingo.

Então guardo sem pressa meus delírios e penso que ter 1 ou 2 coisas é melhor do que ser dono do mundo. Até porque o mundo é grande e ser dono de tudo é estúpido e falso.

Preparo minha água quente pro miojo e imagino o horror que isso poderia lhe causar. Porque fiz você assim, acima dessas coisas.

Porque prefiro isso.
Range-se os dentes pela manhã. O café, forte e requentado, cria um arroto azedo e morno. Arrota-se satisfeito, mas sem ostentação. Um arroto quase interno, eliminado com um sopro.
Lá fora, um dia bonito de inicio de inverno. O céu azul e discreto, como devem ser as coisas verdadeiras.

20 de junho de 2009

cls

Ela me pergunta por que eu bebo tanto, e eu pergunto por que ela nunca bebe.
Sorrimos os dois e tentamos entrar em sintonia. Um erro.
Sintonia é coisa espontânea.
Muda - se de assunto. Falamos da vida.
Meu Deus! Falar da vida é qualquer nota, já que vida é o único assunto. Ou seja, ao falarmos da vida, estamos apenas disfarçando mal e porcamente o nosso profundo constrangimento.
Nós dois somos bonitinhos e nos esforçamos. Claro que não vale a pena. Essa coisa de que tudo vale a pena é uma besteira pra quem só faz merda e quer lustrar a própria bosta.
A gente se despede com beijinhos e educação.
Mentalmente os dois pensam em sintonia: roubada do caralho.
-
Em casa, estalando a 5° lata num sábado à tarde, vejo uma foto dela e penso que bater punheta vale mais a pena do que o tudo do versinho.

18 de junho de 2009


os olhos secos,
meu bem,
é apenas
uma imagem
que pega bem.
-
pisca - se mais
do que precisa
e os olhos
têm
a mesma
cor indecisa.
-
até aí
tudo certo
e tudo merda
velha e morta:
o lançe
é o mesmo
que antes -
sentir muito
é coisa
de instantes.
-
a paz,
o domingos me disse,
só é possível
em profunda solidão.
já a alegria,
ele disse,
tem o mérito
da decisão.
-
seja como for
e seja como é
uma que te dá
e outra
que te faz café.
-
cada um
só de si
sabe.
-
se arrepender
é,
muitas vezes,
não
ser covarde.

porre entre coleguinhas


Eu estava falante e satisfeito.
Há dias em que tudo é simples e besta.
E nos sentimos bem e batemos palminha.
Eu era o perguntador maluco
- ou o gordogabriela -
e me sentia radiante e idiota.
Uma maravilha.
É um mistério isso e mais um monte de coisas.
Mistério existe e tá aí.
Só não vê os cegos e sua turma.
Toda
farinha
tem
seu
dia
de
mingau.
Toda
farinha
que
é
do
mesmo saco.

0 à 0

A página em branco e brilhante. Gosto do Bukowski por essas também. Lembro dele falando do computador e de como era bom poder escrever mais rápido e com menos força. Claro que não há o charme da máquina de escrever, mas charme por charme há escritas que querem velocidade. E computador é mais veloz.
Desde que éramos macacos buscamos isso: velocidade. E facilidade também, por que não?
Esse desejo é coisa de bicho. E como bicho, entendemos.
Acho que um dia haverá uma máquina que será ligada direta ao cérebro e que transcreverá tudo aquilo que pensarmos. A gente a acionará e então ela transcreverá a coisa toda. E haverá blogues e twitters disso e será um inferno.
Mas acho que será bem bacana. Até porque escrever, com a mão ou com o pensamento, não é um mérito em si. Talento é real, mesmo que o esforço pegue bem.
Claro que vai ter um excesso de coisas escritas, mas acho que Escritores com Talento terá a mesma quantidade.
Bem, são achismos e tá tudo certo.
É que muitas vezes enquanto caminho 'escrevo' coisas.
E essas coisas que escrevo andando são sempre ótimas até encarar a tela branca e brilhante.
Isso não quer dizer nada. Todo idiota de blogue já sentiu isso. Já criou um texto na cabeça que na tela nem ficou tão bom quanto era.
É sempre um risco.
Que seja.
Sempre é.

16 de junho de 2009

Era o que era.

Lá estávamos nós: eufóricos e contentes por ver mulheres nuas.
Era o terceiro puteiro da minha vida e no máximo o quinto da vida dos meus amigos. A gente tinha 20 anos ou pouco mais. Até tínhamos trepado, mas assim, sem convicção e sem alma.
Ainda achávamos que qualquer xota que permitisse nosso pau lá dentro poderia se tornar a mulher das nossas vidas. Apaixonar-se por uma buceta é bem mais simples.
E tinha umas 30 mulheres nuas naquele salão. Sobrava mulher. De homens, nosso grupo de 5 e 3 duplas que nem sequer batiam palmas após o show das garotas. Um absurdo.
A gente era barulhento e feliz. Comemorávamos cada empinada de bunda com uivos verdadeiramente sinceros. Aquelas mulheres mostravam o cu sem fazer firulas. Eram mulheres simples e profissionais, gostavam dos nossos uivos porque sabiam que éramos inocentes e felizes.
Eram umas 30, eu repito. E na média eram boas. Ou de corpo ou de cara. Umas 10 com corpo e cara boas ao mesmo tempo. Quase um milagre.
E como nós éramos o grupo mais animado e mais gastador, elas conversavam e dançavam apenas pra gente. Éramos 5 reizinhos gordos com 30 fêmeas. E o mais surpreendente é que elas deixariam a gente colocar o pau nelas. Bastava pagar.
Mesmo já tendo estado em puteiro antes, eu não havia, até então, entendido isso. Era simples: 40 na caixinha e pau dentrão!
Era um milagre. 40 não era muito. E pau dentrão, nessa época, era bem mais complicado.
(...)
-
Porque fui num puteiro e vi um grupo que se divertia a valer. Eram 5 e tinham 20 e poucos anos. Eles presenciavam o milagre que eu observava e entendia. Ter uma bela buceta por 40 (hoje 70), é sempre milagroso.
Eu acho,
continuo achando.

15 de junho de 2009

o tacanho com roupas coloridas.

O que me sobra é raiva e o desejo de rasgar algumas carnes com os dentes. Não quero proteger animais e não acredito na força do pensamento positivo. A gente caça o que a gente não tem. Estamos numa selva muito mais complexa do que as de antigamente. O desespero ganhou estatus e virou estilo, como se a loucura e a depressão fossem doenças convenientes para participar da modernidade. Então pega bem ser depressivo e louco.
E nessas milhares de blocos e ongs se organizam para promover festas tristes onde celebram essa suposta alegria e desespero. Como se o movimento fosse uma energia vital e como se o fazer muito fosse um preenchimento eficaz.
Os neo hippies, os neo nazis e os eco chatos ganham força através de um discurso de quarenta anos atrás. A merda velha é engolida em restaurantes lounges.

13 de junho de 2009

s/r

Depois de 1 ou 2 dias você chega a conclusão fatal:
os urubus querem a carniça
e oferecer carniça é prazeroso e doentio.
(Ninguém duvida da liberdade de um Napoleão de hospício)
Lá fora, as crianças choram como sempre choraram e chorarão.
É decente crer em destino.
É normal se apegar as próprias crenças.
A sobrevivência é necessária, mas não chega a lugar nenhum.
Os fortes sobrevivem. Sobreviver é virtude dos fortes.
Ocupar-se com a sobrevivência é não ter tempo para a inútil beleza grandiosa,
é achar que a merda é ouro por só conhecer a merda.
Sacis acham que ter uma perna é melhor do que não ter nenhuma.
Sacis não quiseram ser Sacis,
apenas nasceram assim.
Eles pulam por falta de opção e não por entendimento.
Achar que um Saci pula porque é feliz é confundir as coisas,
é misturar prazer e luta. É ser estúpido e se achar genial.
*
Sem mais e sem menos
termino isso daqui.
Acredito em Fadas,
mas nunca em Sacis.
É melhor ter asas e não voar
do que ter só uma perna
e crer que pode andar.

11 de junho de 2009

sonho bizarro. de luta. sai de uma ponta do quadrado e destrói as coisas que estão nas outras pontas. na ponta em diagonal oposta, a maior das coisas. uma mandinga, uma macumba, sei lá. chuta-se aquilo em desafio. guerra. luta de poder. embate físico. sem ganhador. afasto o inimigo que antes de sumir me pega pela cintura e pela mão e se apresenta. diz seu nome de preto e usa terno e chapeú - azul?. some. eu acordo.

10 de junho de 2009

Excitamento de cadáveres.






Uma bicha lambe o cu da outra. Não é bonito ou excitante. Mas há uma ternura no ato. Não se trata de enfiar a língua cu adentro, mas sim de lamber, com calma e afeto, as bordas do cu que se oferece para ser lambido.
Lambe-se o cu um do outro. Um troca troca, um ‘primo de bundinha’, uma verdade com prazo de validade. É uma grande loucura tudo isso. E segurar os demônios pelos chifres ainda é uma espécie de dança.
Imbecis não erram, imbecis não se arrependem, imbecis quando erram super valorizam o erro, imbecis berram aos 4 cantos do mundo: - faria tudo da mesma forma!
Imbecis são imbecis.
A roda gigante tem uma fila imensa: 40 min. na fila para 5 min. de giro e diversão. Imbecis preferem a fila, esquecem que estão nela pela roda gigante. Confundem o giro e a diversão com esperar na fila.
A loucura é que essa confusão é real, profunda e concreta. Lembro de uma ótima professora que disse: “quem super valoriza o processo não sabe onde quer chegar”.
Lamber cu é bom, ter o cu lambido é melhor ainda. Mas nada se compara à um pau duro dentro das carnes. É por esse inferno que lambemos os cus.
A roda gigante existe sem a fila.

Mesmo o parque de diversões existe.
Eles estarão lá, com ou sem filas.

9 de junho de 2009


O frio tem alma e faz com que dormir seja um grande prazer. Dorme-se pesado, envolvido por mil cobertas grossas e cheias de lãs dos mais diferentes animais.
Outro prazer imenso que o frio proporciona é cutucar o nariz. O ranho seco e sólido, o trabalho com o dedo e a conquista que sai inteira e pesada, pronta pra ser lançada no chão ou na janela.
Tem também a boa comida e as lembranças da doce P. É só me deitar na velha cama que lembro de tudo. A euforia do se esquentar junto, o pé mais gelado que conheci e aquele riso fácil, que é como uma foto na minha cabeça de tão bem que me lembro.
A pena é a cervejinha, que perde seu charme e seu sentido. Claro que há o whiskey e o vinho. Mas sou um cara de cerveja, por assim dizer.
Acho que o tempo de embriagues da cerveja é perfeito. O whisky é ótimo, mas veloz. O vinho é bom, mas enjoa.
Seja como for, reparo que escrevo menos por aqui. Há algo na solidão que me provoca mais, como se o excesso de mim mesmo me deixasse mais ‘falante’. Sei lá.
E lembro agora do livro da vez. O cara que ta preso é o narrador e comenta que o pior da prisão é a promiscuidade. Promiscuidade não no sentido sexual que usamos hoje em dia, mas na coisa de sempre haver alguém por perto, de nunca conseguir estar sozinho.
Segundo ele, isso é o pior de se estar preso: “numa prisão sempre há alguém do seu lado.”
Faz sentido.
Eu acho.


5 de junho de 2009

¨

Puxação de cabelo pra que? Meu bom deus, meu bom jesus. Tantas fitas, tantas jogadas, tantas habilidades. Um horror. Era uma coisa profissional: bem feita e fria. Alma nenhuma, mas um corpo colossal e brilhante. A voz incompatível, os dentes com pequenas manchas brancas e a casa era a minha, mas de outra cor. Com outra vista.

Aí uma sensação de desmaio e a última visão do copo - como filme: a camêra explicando que havia alguma droga ali dentro. Tenta-se resistir, mas não consegue. A lombra lenta fechando os olhos. O misto de medo e prazer antes da queda.

3 de junho de 2009

é tudo sobre mim.

  1. Mais uma história pra contar.
  2. Há quem ache que isso é uma grande coisa, mas eu mesmo não concordo. Idiotas geralmente são seres cheios de histórias, medem sua vida pela quantidade de histórias que têm e são, como já disse, idiotas.
  3. Eu me comovo mais com aquele velho triste que repete sempre o mesmo causo. Pra mim é o velho triste que entende/entendeu alguma coisa. Ele sim tem UMA história. O resto é aquela gastação de saliva que acredita que ser articulado é ser inteligente.
  4. E ser inteligente é bem mais em baixo.
  5. Claro que ter histórias pra contar é bom, facilita a vida e dá a impressão de que se é muuuiiito inteêêênso numa mesa de bar.
  6. Enganar gente estúpida é fácil. Não chega a ser um grande mérito.
  7. E digo isso porque essa história é uma daquelas que eu vou contar sempre que puder.
  8. Claro que darei meus recados, melhorarei a mim mesmo e, por que não?, até acreditarei na minha invenção.
  9. Mas de qualquer maneira, ainda prefiro o velho que se repete. É aquele papo conhecido de que um escritor escreve apenas um livro, um ator tem só um papel e um jogador um único blefe. Eu entendo, e desejo, essa pegada.
  10. Bem, sem me estender ainda mais, escrevo pra mim mesmo e penso: também sei fazer micro contos. Micro contos é a instituição da sacadinha na literatura. Não precisa desenvolver a escrita, mas sim, e como não?, ter uma sacadinha.
  11. Que seja:

- o nome da nossa prática sexual era amor.
Ela me disse antes de começarmos uma nova amizade.

2 de junho de 2009

pra confortar o imbecil que existe dentro de nós.

*Muita loucura e doença por aí.

Não há muito a fazer. Dia bom dia ruim. A repetição é parte da jogada: as vezes confirma a loucura e a doença, as vezes confirma o encanto e a plenitude.

Não se ganha sempre e não se perde sempre. Claro que essa afirmação não quer dizer que perder é melhor. Ganhar é melhor. Ganhar seja o que for ou de quem for. Querer ganhar também é parte da jogada.

Nesse pacote profundo e desnecessário, eu digo: ninguém consola ninguém. Dor é a prova da solidão e cada um sabe dos seus próprios dêmonios. Minha única recomendação é pra que eles não sejam ignorados. Dançar com dêmonios é uma catequese que busco seguir, mesmo que nem sempre eu consiga.

Fala-se demais, sofre-se demais. A única fuga seria a morte, mas se matar é deselegante e egoísta. "Nunca confie num suicida", eu ouvi uma vez. Ainda acho que é uma boa frase.

Dia após dia até o suspiro final. E que seja um suspiro. E que seja dormindo. Morrer dormindo é bonito e calmo. É um desejo fácil de ser compartilhado.

Mas que da morte, Deus me livre. Viver pra sempre é também um desejo bom e compreensível. Como se as coisas não tivessem fim, como se a eternidade fosse uma matemática e não um sonho. Desejar o impossível é rolar os dados e crer na sorte.

A sorte existe, eu acho. Assim como acredito em destino e amor. É o meu pano verde, por assim dizer.

*apenas pra dizer que isso passa e que haverá uma saída. passar pela saída ou não é uma história completamente diferente e/ou mais cruel do que essa.

quem decide somos nós. mas isso não quer sejamos bons em tomar decisões.

31 de maio de 2009

ouvindo cazuza e pensando em lulu santos. isso não pode ser um bom sinal.
domingo é um dia lento. meus dêmonios são mais fortes aos domingos.
e geralmente os encaro nesses dias. não combinei nenhum almoço, desmarquei a janta marcada e vejo o cazuza no youtube falando que o tempo não para.
o cazuza e o lulu santos têm grandes momentos. a vantagem do cazuza é que ele morreu.
mas nada disso importa.
escrevo uma carta, vejo mais um episódio do seriado americano da vez e faço um peixe que cheira bem, mas que não me dá apetite.
de qualquer maneira é bom saber que a comida tá pronta.
o cazuza tá magro e feio no clipe. a aids era uma doença que deixava as pessoas feias. agora, graças as evoluções da medicina que idiotas acham que é besteira, é uma doença crônica e mais ou menos controlável. melhor assim, né cazuza?
domingo depois de sábado depois de sexta e antes de quinta. reconhecer a profunda tristeza numa pessoa é sempre um experiência chocante. há tristezas que não têm tamanho e que, provável e tristemente, nunca terão fim.
estar errado, nesse caso, é uma esperança.
Arroz,
peixe,
saladinha.
É estranho
cozinhar
sozinho.

30 de maio de 2009

===

Nada como uma bela ressaca pra fazer você pensar na vida. O mau humor lhe provocando azia, a boca azeda de cigarro e a pança proeminente do excesso de cerveja. Você até pensa que isso não é vida, mas é sim e é por aí que caminhamos.
A ressaca melhora quando você estala a lata de cerveja que sobrou da noite anterior. É uma verdade antiga e popular: a melhor coisa pra ressaca é beber uma.
(A verdade não é relativa. Os imbecis que acham isso pedem desculpas por existirem e serem quem são.)
No meio da tarde, com a ressaca provocando peidos realmente fedorentos, você finalmente consegue responder àquela coisa que lhe martelou a cabeça em todo esse processo de loucura e desespero.
A resposta é simples e vem como um raio. Você fica surpreendido por não ter entendido antes. Tão óbvio e tão invisível.
Pra cortar a boca azeda, você masca chiclé e lê um novo blogue de uma garota que parece perfeita pra você: arrogante, genuína, boa de escrita e mais velha.
No sua imaginação semi bêbada você se casa com ela, manda flores e tem direito a sexo anal uma vez por mês.

#*#

Por Deus.
A loucura ocorre as vezes e quase nunca há charme nessas coisas. Copacabana bêbado ninguém merece. Muito assédio de travesti, muita investida de puta. O Rio de Janeiro é os travestis e as putas numa bela paisagem. Cidade linda e idiota. Só o Rio de Janeiro pode produzir essas coisas, como a Lapa: um shopping de miséria e gente estúpida.
Seja como for, há horas em que se deve desistir das coisas. Ir pra Copacabana bêbado é, e sempre será, uma idéia de merda. Travestis e putas podem ficar muito parecidos. Um risco imenso.
No quiosque do calçadão tomo uma saideira. Olho pro Copacabana Palace e pra areia. A diferença é menor do que se pensa. Os mistérios desvendados perdem seu encanto. Bom mesmo é ver o Rio de Janeiro pela televisão.

27 de maio de 2009

[]

um dia depois do outro até a loucura completa.
se pensarmos que no máximo, e com sorte, em 60 anos estaremos todos lá: do lado Dela e finalmente desvendando o último mistério.
por essas é importante gastar bem o seu tempo. aproveita-se como quer ou pode, mas o fato é que ninguém ganha tempo.
perde-se tempo. gota boa ou ruim, tanto faz. gasta-se sempre, independente de tudo.
o lance é não cagar muito sobre a própria vida. uma cagada ou outra faz parte da jogada. dá até um charme.
o risco é confundir merda com ouro e cagar como quem ganhou na loteria.
espalha-se merda e deseja-se fortuna.
deus que me livre.