9 de março de 2009

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Minha antiga ex namorada sempre me falava dos benefícios da agua de coco para a flora intestinal. Deveria ser o 1° líquido a ser ingerido, segundo ela. Antes do café, ou mesmo da água comum. Ela dizia, também, que o cocô começava a sair lisinho se você fizesse disso um hábito diário. Lisinho, ela me explicou, era quando o cocô saia assim, sem força e nem mole nem duro, quando você tem a impressão que cagou tudo que tinha pra cagar.
Bem, tudo isso porque estou bebendo água de coco. Não fui rigoroso e tomei café e guaraná antes. De qualquer maneira o faço pelo bem da minha flora intestinal, pois no fim de semana as cervejinhas foram muitas.
O problema da cervejinha é que ela estufa a barriga. Não tenho problema com a gordura. Sou gordo desde que me conheço por gente e tenho me virado bem assim. Agora essa coisa da cervejinha estufar tão rapidamente é algo que me incomoda. É quase de um dia pro outro.
Saquei que minha barriga tava estufada no sábado quando usei calça jeans. O maldito botão apertando meu ventre. Quando tirei a calça tinha uma bola vermelha um palmo abaixo do umbigo, quase dava para ler a marca da calça.
De modo que, nessas decisões de segunda feira, resolvi que ficarei uns dias sem as cervejinhas. Será duro, mas é pelo bem da minha adorada calça jeans. Sou um tipo que prefere largar temporariamente as cervejinhas a ter que comprar uma nova calça jeans. Só de me imaginar numa loja sinto arrepios. E essa coisa de abrir o botão toda vez que sentar me parece muito decadente. Tenho lá o meu bom senso.

6 de março de 2009

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(com a carta na cabeça e depois de ver o grande filme 'na natureza selvagem')

É quase uma gilete no meu cérebro. Porque tem gente que realmente sabe lidar com a vida. Pra mim isso sempre foi estranho e difícil. Só consigo organizar as coisas lendo, escrevendo ou vendo filmes. E organizo assim, dentro de mim, porque um livro ou um filme, é um mundo acabado e organizado. E isso me fornece uma paz que eu nem sei explicar. Nos ensaios isso também ocorre, mas é diferente. Nos ensaios me sinto exausto se paro por 5 min. É uma guerra íntima que eu faço alí. Força, muita força, pra tentar entender aquilo (atores, teatro, texto, comunicação diretor/ator, etc) de um outro jeito, num outro nível. Não sei explicar, mas é aquela coisa de alterar a própria percepção, aquela coisa de buscar um viés artístico que dê conta de toda essa confusão que chamamos de vida. Porque têm umas coisas que dão conta disso. Minha ideia de amor passa por aí também. São bolsões de paz. Momentos (ou obras) carregados desse milagre que é pleno e autônomo. Quando o sexo vira amor, quando você consegue mostrar pro outro aquilo que já tava visível, quando, numa apresentação, você vê um espectador olhando com atenção total, quando você faz a pergunta pela milésima vez e, finalmente, consegue a resposta. E por aí vai.
Na verdade vivo mais por esses momentos do que pelo resto da vida. Esses momentos me parecem mais vivos do que a própria vida e talvez seja isso a minha obsessão.
E uma obsessão pode ser boa ou ruim. Pode te dar o infinito ou te matar antes da hora.

5 de março de 2009

relatinho.

Meu vizinho fortinho e patola me causa inveja. Ele anda pendendo para os lados e tem, como sempre ocorre, um cachorro muito parecido com ele: pescoço atarrancado, patas curtas e flexibilidade limitada.
Mas meu vizinho tem agora uma arma com a qual ele atira nos malditos pombos. É uma coisa que sempre quis ter, mesmo antes dele aparecer com esse 'brinquedo' eu já tinha perguntado pro meu pai se ele sabia onde eu poderia arrumar uma dessas armas de bolinha.
Só que a arma do meu vizinho patola é realmente profissional. Acho que é de chumbinho, mas não tenho certeza. É uma espingarda com mira e tudo, um escândalo.
O chato é que o brinquedo é novo e ele atira o tempo inteiro. Um estalo chato e abafado a cada 3, 5 min.
A vantagem é que deixo minha roupa de cama no varal sem nenhum receio de que ela seja cagada.

2 de março de 2009

Sobe-se.

De novo apenas eu na casinha verde. Um pouco melhor, com novas estantes e com minha solidão doce e amarga ao mesmo tempo. Ter mãe é terrível. Terrível é aquilo que te causa encanto e espanto ao mesmo tempo.
(E noto que escrevi 'ao mesmo tempo' duas vezes. e acho isso curioso e triste. porque 'ao mesmo tempo' é a regra geral e eu sei [e alguns dos meus] o quanto eu fujo dessa confusão da regra geral. porque a regra geral é chata por ser....geral. porque caço, bem ou mal sucedido, as coisas que fogem dessa regra geral. porque quero ser dono do mundo, mesmo que de um mundo pequeno. porque, e isso é uma confusão dos diabos, não quero achar errado não querer a regra geral.)
O fato é que mamis se foi e agora sou eu e apenas eu. Sem ser atravessado por nada, feliz por ter essa vantagem e louco pra que algo me atravesse. É mesmo irônico como estamos sempre insatisfeitos. E lembro do w. Allen e penso de novo: o bom da América.
Na insônia de ontem peguei um Rubem Fonseca pra ler e fiquei surpreso porque, na verdade, eu já li esse livro e não lembro de nada. Apenas soube que já tinha lido por conta da mania de riscar os livros que peguei da minha . E fiquei surpreso pelos meus grifos e grifei coisas completamente diferentes do que antes havia grifado.
E também fiquei horrorizado pela minha falta de memória. Mas isso superei quando lembrei da história de memória de elefante - que é um paquiderme que volta pro lugar onde nasceu quando 'sente' (um elefante sente, é isso?) que vai morrer.
Seja como for, lembrei que é mesmo muito legal ler literatura e que, de um tempo pra cá, tenho apenas lido teóricos malucos e/ou articulistas pops. O que não é ruim, mas completamente diferente do prazer de ler uma Estória.
Bem, bem,
blogue atualizado, casa vazia e caça de pérolas no mundo.
E também Seu Fonseca me dizendo baixinho:
" - aquele que procura pérolas deve mergulhar fundo"

1 de março de 2009

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A maravilha do mundo é ver essa canção no filme do homem aranha e descobrir que música é cantarolando num site que descobri hoje.


28 de fevereiro de 2009

osquindo.

Avante e alucinado. As vozes são as mesmas e os delírios também. Uma loucura encadeada de maneira tão coerente que só sendo falsa. Ah, minhas possibilidades mortas, ah, meu esquecimento premeditado.
Sinto prazer nisso tudo e penso: fernandinho, escrever um livro é uma punheta boa.
E vejo uma pecinha muito legal, mas que tem mais a ver com livro mesmo. Boa história e bem falada é peça boa. Mas não é o teatro do bom. Não assim como imagino nos meus delírios de grandeza.
E faço contas e crio prazos. E sou metódico e me adoro. Vai que vai, umas das vozes sussurra. E é isso assim e tudo continuou igual. Sem afeto, sem ternura, sem desafios.
Mas tenho lá minha vaidade e digo pra mim mesmo, calmo e complacente: tua dor que é tua, tua glória que é tua, encare os demônios até o fim, dance com os demônios cheio de medo, mas sem arredar pé.
E me sento pra escrever no meu bloguinho-punheta. E minha mãe passa pra lá e pra cá enquanto escrevo e mamo a última lata.
Lá fora, um causinho que vi e quero contar:

" A menina tinha mais ou menos 6 anos e deu a mão pra mãe na hora de atravessar a rua. No meio da rua a mãe para e larga a mão da menina pra falar com alguém que a chamou. A menina berra MÃE!!!! e a mãe apenas a olha e sorri balançando a cabeça. A mãe termina de falar com quem a havia chamado e estende novamente a mão pra filha. A menina pega a mão da mãe pra terminar de atravessar a rua, mas assim que chega do outro lado, larga a mão da mãe cheia de birra. A mãe sorri pra menina e balança a cabeça de novo. A menina sai pisando forte na frente e a mãe a deixa ir. A mãe segue logo atrás."

26 de fevereiro de 2009

´´´´

Angustia filha da puta tomando conta de mim. Desde terça aumentando. Hoje dois ou três picos e fico numas de místico, cogitando a possibilidade de que haja algo acontecendo. Coisa de maluco. Pelo menos não me levo tão à sério assim. Arrumo a casa com mamis e leio e escrevo pra despejar. Daqui a pouco mais um filme americano. Nunca fui tanto ao cinema. Isso deve ser um bom sinal. Tô virando místico, já disse.

v.c.b

nem é e nem deveria ser. meu saco vai pra lua e lá, segundo os idiotas, não há gravidade e tudo flutua. mas os idiotas esquecem que gravidade mesmo na lua há, bem menor do que na terra, mas há. de qualquer maneira, mesmo na lua, meu cuspe cairá no chão. na lua demora mais, é fato, mas cai também. cuspe na cara e cuspe no chão. meu bom amigo diz que pode ser, que liberta e faz bem. ele diz que cuspir é melhor do que yakult e eu confio nele.
no filminho da vez o bom da América de novo. o desespero coletivo tá lá, mesmo sendo dito entre piadinhas tá lá. ah...a insatisfação crônica tão conhecida de todos nós. e sim, sim, sim, acho bom a berradora dessa loucura ter levado um Óscar pra casa.
pra ter uma sacadinha, eu digo: até tu, Óscar?
e ovalá. vale mais parecer do que ser, procurar que encontrar, reclamar do que solucionar. o disparate é o mesmo e nem muda de sexo. esquece-se do óbvio e cuspir é sempre pra cima: seja, encontre e solucione. fórmula bem mais simples do que viver na lua.
até porque os idiotas sabem, ou deveriam saber, que viver na lua ainda (e insisto no ainda) não é possível.

25 de fevereiro de 2009

Vamo que vamo nesse vai que vai.

Vida de nerd é mais ou menos assim:

  • Carnaval com pais e se vê e se comenta quase tudo. A falta de empolgação pra empolgação alheia vem do sangue. Consolo grande isso de se explicar através dos outros. Uma bobagem, mas eficiente: sou quem sou porque vim de onde vim. Tudo certo. Tentar se explicar é perca de tempo, mas cola. No mínimo pega bem.
  • Papai foi trabalhar e mamãe tá na roça. Cervejinha as 10 da manhã e papo e papos com mamis. Maravilha ter mãe e papear com ela. Ainda mais assim, semi embriagado e com a sensação de calma que o álcool proporciona.
  • O macarrão estará pronto na mesa enquanto escrevo isso. Sem pedir e sem agradecer. Liberdade passa por aí.
  • No fim, a mesma dor de sempre: odiar o impossível é bom senso. Queria mesmo era cagar pro impossível e achar que tudo pode e tudo muda. Mas impossível é não morrer e sei que morrerei e ainda acho isso uma desgraça.

22 de fevereiro de 2009

*

Alguma calma e algum delírio.

A vantagem de caminhar perto do abismo é contemplar o infinito.
A merda é antes de dormir,
quando você frita e um monte de coisas desagradáveis lhe invadem.
E há muito suor porque o Rio de Janeiro é mesmo um inferno:
gente com chifres por conta do Carnaval,
adolescentes que usam saias onde escondem enormes cacetes
e mulheres vampiras que sorriem demais.
E mesmo no inferno há alguma alegria que você não compartilha,
mas observa e reconhece:
velhos e crianças são os únicos que de fato dão sentido pra toda a loucura do Carnaval.
De resto, exibicionismos e sacadinhas
e alguma alegria
com prazo de validade.

20 de fevereiro de 2009

Cachorro, Gato, Galinha.

Daqui a pouco minha mãe chega.
Então acordo cedo e dou um conferes em tudo. Farei barba, cabelo e bigode. Mãe é um ser que se impressiona com a aparência. Se ela me ver com essa barba e esse cabelo, vai achar que to péssimo e coisas do tipo. E nem custa nada eu cortar o cabelo.
Meu Carnaval será com os meus por aí. Meu pai chega amanhã e maravilha. Ainda tentarei convencer minha vó pra vir pra cá.
E minha mãe vai me mimar e querer melhorar a minha vida. Coisa de mãe. Vai dar mil palpites sobre tudo e é isso aí. Coisa de mãe. Faz sentido ela querer melhorar minha vida. Ela é minha mãe, afinal.
Meu pai chegará amanhã e iremos à restaurantes e beberemos à larga. Ele me fará umas perguntas que eu acho difícil de responder: - mas você não vai mesmo na praia?
E eu direi não e ele fará não com a cabeça sorrindo e semi inconformado. Também tentará melhorar a minha vida.
"Não acredito, Fernando, não acredito", ele dirá por causa de alguma lâmpada queimada.
E minha mãe concordará com ele e os 2 tentarão melhorar a minha vida.
Coisa de família. Faz sentido.

19 de fevereiro de 2009

Evaniracatibiribira.

Minha
tem 80 anos e caiu pela primeira vez.
É claro que ela tá arrasada e que se sente mais velha agora, depois que caiu.
Quando falei com minha mãe ela me disse pra eu ligar pra ela porque ela tava meio amuada em função da queda e etc.
Não liguei no dia que minha mãe falou porque eu não sabia o que dizer. E eu tenho essa coisa de pensar antes de falar.
E pensei e descobri o que falar:
- olha, vó, eu to te ligando porque eu to sabendo que você caiu e, como eu te conheço, imagino que você deve tá arrasada...mas o seguinte: você caiu pela primeira vez agora, aos 80...quantas velhinhas que você conhece que já caem com 60? você tá no lucro...sabe disso.
E ela me contou a história da queda e disse que foi dirigindo seu 'vermelhinho' pro massagista e que só depois de chegar em casa, com seu 'vermelhinho', que ela foi no médico e viu que nem quebrou nada.
Claro que ela tá com dor e tomando uns remédios. Quem quer que seja que chegue aos 80 sabe que isso pode acontecer.
O lance da minha vó é que ela é animada. Tem blogue, transita em computador e ganha várias multas de velocidade toda vez que pega uma pista lisinha.
No ano passado ela me ligou no meu aniversário e disse:
- eu não sei o que dizer, mas eu quero que você tenha uma vida tão boa quanto a minha.
Isso, como desejo pra aniversário, pode ser simples, mas como eu morei com ela 2 anos, sei que nem é assim. Foi algo que me impressionou. A vida dela nem sempre foi BOA, mas ela, com 80 anos, diz isso pra mim.
Não sei explicar, mas entendo. E entender é mais importante que explicar, afinal.
Dona Evanir, uma mulher que reclama, mas que, mesmo assim, acha que a vida foi boa.
Ela não acha que tudo é uma maravilha. Ela segue e inventa coisas pra seguir. E sua conclusão, depois de tudo, é que é a vida foi boa. Uma maravilha.
Vou sempre guardar o que ela disse depois de ver uma peça do Oficina: eu vi o cu do Zé Celso!
E todos rimos e foi um dia bom.
Os dias ruins nunca importam.
Não é mesmo?

18 de fevereiro de 2009

relatinho.


noite imensa.
45, mas parece 35.
descobri porque tem uma filha de 19.
na verdade 2 filhas e 2 casamentos fracassados.
conversou comigo por causa do filme 'o lutador' que eu também tinha visto.
ela e o namorado cocainômanos.
ela mais pegajosa e chata.
ele mais tranquilo e sempre mal tratado por ela.
ela fala mais e sempre pega no braço.
avisa que o cara do lado não é legal.
traficante de pó ruim.
vende vidro moído, segundo ela.
diz pra eu não falar com ele.
diz que ele a odeia.
os 2 falam de filme.
ele explica que eles, o casal, vêem 1 filme por semana.
não gostam do d. de oliveira.
eu não vejo 1 filme por semana.
ela é jornalista, mas trabalha na receita federal.
ele na petrobrás e mais nem consegue falar.
os 2 tem grana.
ela saiu de Brasília.
o irmão morreu e ela saiu.
não entendi se ele se matou ou não.
ela saiu de lá com 25 e adora o rio.
ele não gosta desse papo, segundo ela.
eu faço teatro e eles me elogiam.
alguém que pensa, eles dizem.
falam do Nelson Rodrigues.
leram tudo do Nelson Rodrigues.
a cabra vadia, o reacionário, tudo.
ele tenta falar, mas ela não deixa.
ele sorri mais e cheira menos.
carro bom e vida boa.
amanhã ela acorda cedo e reclama.
ele também.
quando me despeço eles dizem que é bom conversar comigo.
eu sorrio.
eles dizem 'até amanhã'.
sinto medo.
ir no bar pra conversar com viciados é estúpido, eu penso.
o elogio dela é porque a deixo falar.
medo de novo.
hoje não apareço.
único fato.
o resto, histórias.

do Galhardo. Fodão.




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Na média tem sido igual: dia bom dia ruim. Hoje, se a média valer, será dia bom. Tenho que escrever as coisas e empaco. Então eu leio pra tentar desopilar. No sábado passado deu muito certo e escrevi numa só sentada algo que realmente gostei. Mas nem é simples. E o calor no Rio de Janeiro é insuportável. Em último caso, no fim do dia, andarei como um louco pela Urca. É outra maneira de desopilar.

noite fria.

A menina corre
pra atravessar a rua
e chega no bar.
Lá descobre
que o mundo é grande,
mas pode ser menor.


17 de fevereiro de 2009

Artaud e o calçadão de Copacabana.

Toda loucura pode ser comovente, mas nem todas podem nos envolver. Sabe como é. Há muito tédio espalhado nas calçadas e mais ainda no belo e fedido calçadão de Copacabana. Se eu fosse capaz de me alegrar com o mar ou com o sol ou com o carnaval, eu não seria eu. É simples assim. E confesso que acho o mar, o sol, o Carnaval e até o calçadão fedido de Copacabana, coisas belíssimas de se ver. Então eu vejo e acho belo, mas não me envolvo. E também não faço força pra me envolver - porque aqui, cá comigo, essa força que é feita por aí, pra fazer parte, pra agradar, pra não criar caso e etc, é um tipo de força que tem mais de desespero do que de desejo.
E eu gosto mais é do desejo, do desejo e sua loucura, e mesmo do desespero que o bom desejo causa. Lembro do Artaud, aquele louco genial, falando que é impossível viver sem exasperação. E que quanto mais exacerbado, mais puro. Questão de sentir a vida. E também que só se pensa na vida quando se tem da vida uma ideia de grandeza.
Ah! Isso sim é uma beleza!
Ainda mais bela que o belo e fedido calçadão de Copacabana.

4 contra 1.

Meu caralho é doce e eu olho pra ele com admiração. É mesmo uma pena não dar pra chupar o próprio pau. Foi o Bukowski que me ensinou isso, " geralmente é por milímetros que não conseguimos chupar o próprio pau." É fato. E como fato, é triste.
Seja como for, meu pau resiste bravamente a punhetas. Um auxílio cibernético aqui ou ali, mas tudo certo.
Já superei a ferida que surge onde roça o dedo indicador.
Aprendi a me masturbar com 4 dedos.
Maravilha.

15 de fevereiro de 2009

17 anos.

Ela passa
andando
e
balançando
os braços.
Mini saia
muito apertada.
Bunda imensa,
infantil
e infernal.