
6 de dezembro de 2007
Bom Dia, Dia!
Senhoras e senhores eu me pergunto onde o mundo vai parar.
Acordei cedo, tipo 7, graças a serra elétrica da construção aqui do lado. Até aí tudo certo, nem me irrito com isso, não mesmo, sem ironia. Estava até pensando que poderia andar e fazer coisas ótimas hoje quando entro no Globo.
Vejo uma coisinha alí, uma foto de guerra na capa, etc. Vou pro 2° Caderno e na capa tá o Seu Jô. Tudo bem, eu penso, previsível, eu já tava sabendo que ele viria pro Rio com peça. Nem vou ler. Pra que se incomodar, não é?
Dou uma olhada no resto do jornal e vejo que meu horoscópo tá positivo e que sou melhor do que pensei. Ótimo.
E daí, influenciado pelo fato de eu ser melhor do que pensava, penso: hoje é quinta, posso ir ver um teatrinho. Então vou conferir a programação e vejo de prima:
Estréia > 'Remix em Pessoa'. Direção: Bete Coelho. Música: Billy Forghieri. Com Jô Soares.
O apresentador-entrevistador-ator declama poemas de Fernando Pessoa com um ligeiro sotaque português.
Então eu ri e pensei: puta que la merda. E já senti o ódio crescendo e crescendo. Em uma frase que é, enfim, a sinopse da peça, já vi a merda toda.
E então, como sou um cara positivo, pensei: ótimo, vou usar meu ódio pra escrever algo no blogue. E aqui estou.
Claro que, decidido eu alimentar meu ódio, fui até a capa do 2° Caderno e ampliei. Só a foto já vale uma boa dose de raiva: o porra de branco, fazendo beiçinho de esperto e pousando onde? Adivinhem. Sim, sim, isso mesmo: na biblioteca! Rá! Vamos combinar. É divertido.
Então leio a matéria. Merda conhecida com algumas pérolas: "Alváro de Campos tem um humor parecido com o meu", é verdade, tá escrito lá. E sabe o pior? É que O Gordo fingidor(o título da matéria é Um Gordo fingidor) deve mesmo achar isso. Ou seja, além de tocar bangô muito bem, ele é burro.
Descubro também que, além do ligeiro sotaque português, no espetáculo Remix em Pessoa(ótimo titulo, né?) "Todos(os poemas) foram musicados, numa batida que pode tanto ser a do hip hop, do rock, do drum 'n' bass ou da música clássica."
Fico apenas de triste de não ter dinheiro de sobra pra ir lá ver a peça. Seria uma maravilha: eu sentadinho sentindo aquele ódio delicioso se apossando de mim.
Se interessou? Segue o serviço:
Teatro Poeira: Rua São João Batista, 104, botafogo - 2537-8053 . Qui a sáb, às 21:30
R$:40. 50 min. Até 15 de Dezembro. Livre.
Estréia hoje.
Já até prevejo a crítica da Barbára elogiando a opção pelo ligeiro sotaque português.
Acordei cedo, tipo 7, graças a serra elétrica da construção aqui do lado. Até aí tudo certo, nem me irrito com isso, não mesmo, sem ironia. Estava até pensando que poderia andar e fazer coisas ótimas hoje quando entro no Globo.
Vejo uma coisinha alí, uma foto de guerra na capa, etc. Vou pro 2° Caderno e na capa tá o Seu Jô. Tudo bem, eu penso, previsível, eu já tava sabendo que ele viria pro Rio com peça. Nem vou ler. Pra que se incomodar, não é?
Dou uma olhada no resto do jornal e vejo que meu horoscópo tá positivo e que sou melhor do que pensei. Ótimo.
E daí, influenciado pelo fato de eu ser melhor do que pensava, penso: hoje é quinta, posso ir ver um teatrinho. Então vou conferir a programação e vejo de prima:
Estréia > 'Remix em Pessoa'. Direção: Bete Coelho. Música: Billy Forghieri. Com Jô Soares.
O apresentador-entrevistador-ator declama poemas de Fernando Pessoa com um ligeiro sotaque português.
Então eu ri e pensei: puta que la merda. E já senti o ódio crescendo e crescendo. Em uma frase que é, enfim, a sinopse da peça, já vi a merda toda.
E então, como sou um cara positivo, pensei: ótimo, vou usar meu ódio pra escrever algo no blogue. E aqui estou.
Claro que, decidido eu alimentar meu ódio, fui até a capa do 2° Caderno e ampliei. Só a foto já vale uma boa dose de raiva: o porra de branco, fazendo beiçinho de esperto e pousando onde? Adivinhem. Sim, sim, isso mesmo: na biblioteca! Rá! Vamos combinar. É divertido.
Então leio a matéria. Merda conhecida com algumas pérolas: "Alváro de Campos tem um humor parecido com o meu", é verdade, tá escrito lá. E sabe o pior? É que O Gordo fingidor(o título da matéria é Um Gordo fingidor) deve mesmo achar isso. Ou seja, além de tocar bangô muito bem, ele é burro.
Descubro também que, além do ligeiro sotaque português, no espetáculo Remix em Pessoa(ótimo titulo, né?) "Todos(os poemas) foram musicados, numa batida que pode tanto ser a do hip hop, do rock, do drum 'n' bass ou da música clássica."
Fico apenas de triste de não ter dinheiro de sobra pra ir lá ver a peça. Seria uma maravilha: eu sentadinho sentindo aquele ódio delicioso se apossando de mim.
Se interessou? Segue o serviço:
Teatro Poeira: Rua São João Batista, 104, botafogo - 2537-8053 . Qui a sáb, às 21:30
R$:40. 50 min. Até 15 de Dezembro. Livre.
Estréia hoje.
Já até prevejo a crítica da Barbára elogiando a opção pelo ligeiro sotaque português.
5 de dezembro de 2007
-
A página branca e brilhante também pode ser uma tortura. Falar o que e pra quem? Só tem fantasmas nesse mundo grande e triste. Um monte de gente querendo fazer alguma coisa que não me interessa.
Não me interessa as conquistas dessa gente. Não me interessa o quanto elas ganham por ano e não me interessa em quantas peças de teatro você consegue atuar ao mesmo tempo. Eu não quero me interessar por isso. Eu me esforço pra não fazer tantas coisas.
Eu prefiro sempre o mesmo do mesmo. Já me vejo velhinho e repetindo isso. Anos e anos. Ninguém mais agüentando. Ninguém perto e eu falando com as paredes verdes: "é isso, sou isso, adoro ser isso."
Não me interessa as conquistas dessa gente. Não me interessa o quanto elas ganham por ano e não me interessa em quantas peças de teatro você consegue atuar ao mesmo tempo. Eu não quero me interessar por isso. Eu me esforço pra não fazer tantas coisas.
Eu prefiro sempre o mesmo do mesmo. Já me vejo velhinho e repetindo isso. Anos e anos. Ninguém mais agüentando. Ninguém perto e eu falando com as paredes verdes: "é isso, sou isso, adoro ser isso."
4 de dezembro de 2007
MEU DOCE UMBIGO SUJO.
Aquele nome não era dos melhores. E esse não chega a ser uma pérola, mas é mais divertido. Tem sentido, embora possa não parecer. O sentido é mais ou menos assim:
-
Eu me adoro.
E me adoro mesmo.
Olho pro meu pau e gosto.
Olho pra minha barba mal feita
e gosto também.
Gosto até
de quando
sou desagradável.
Gosto de mim e de todos que copio.
E copio muita gente.
Nunca quis ser original.
Desse mal eu não sofro, afinal.
-
Meu buraco na barriga
me ajuda
a pensar assim:
eu tenho
o que ela tem
e
eu gosto dela
e ela de mim.
(Buraco na barriga é umbigo,
buraco na bunda é cu.
E a gente tem os dois
e nós dois,
os dois,
nôs amamos -
a vida tem suas ternuras vulgares, não tem?)
-
É apenas porque
gosto da doçura
que vem
e que vai
e não volta.
É apenas porque
olho e não
vejo
um fim
e confesso:
eu sou fraco
e prefiro assim.
-
E esse mundo é tão perverso,
sempre a maltratar
o amor.
Esse mundo maldito
que vai continuar
mesmo depois
que a gente
se for.
3 de dezembro de 2007
SOBRE A LISTA DE BLOGUES.
Então agora, nesse novo blogue, tem essa lista enorme de blogues aí do lado. É bem simples. São os blogues que eu tenho nos meus 'favoritos'. Isso não quer dizer que todos os blogues que estão aí prestem. E nem que dizer que eu goste de todos. Ou ainda que todos sejam atualizados sempre. O que tá aí é o que tá aqui. Só isso. Tem blogue de coleguinhas e de gente pop e de gente que eu nem imagino quem seja. Tem uns que entro sempre e outros que entro as vezes. Tem os que eu entro pra ter raiva - e adoro entrar neles pra ter raiva. Tem os que são bons, mas que eu, particularmente, acho chatos, tipo o do Nei Lopes. Tem os que são ruins, mas que eu, particularmente, acho legais.
Tem blogue pra todo os gostos: pra quem gosta de ler profundidades falsas, pra quem quer matar o tempo, pra quem gosta de sacanagem, pra quem se julga engajado e com consciência social, pra quem mente muito, pra quem quer melhorar seu desempenho sexual, etc.
Percam seu tempo e se divirtam. Não há muito mais a fazer mesmo.
3 de novembro de 2007
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