- onde foi parar papai?, eu me pergunto. Quero dizer: e-mail sem resposta e esperava resposta. Como explicar? Assim: consegui deixar claro que papai deve exercer sua vontade de poder?
- um não entende. E reclama dos outros esse um. Ele não entende. E julga os outros injustos. Os outros não são injustos. Os outros estão fazendo uma coisa que esse um não entende. É estranho: parece que esse um sempre acha tudo e todos injustos.
- tem isso. que é o mantra tacanho que faz a gente ser ajudado: um dia de cada vez. Porque não há opção, porque não há jeito e temos que ter uma certa calma.
- essa mistura toda. ser real, ser virtual, ser verdadeiro ou ser falso. uma velha unidade estranha: ser coerente. como se a vida não fosse confusão e devaneio. como se conseguíssemos sem esforço algum sermos coerentes. ´
- isso - esse blogue - é cada vez mais íntimo e egoico. pra mim, meu umbigo. só pra mim. o fb como maldição da rede. o anticristo é aquele que monopoliza seja lá o que for.
- bloguee, o diiaarriioo mais vaidodososo do mundo: assim: no tempo em que se surfava na rede e não havia o fb dominante.
- ninharias de resistência: àquela satisfação difícil de quantificar. tipo: felicidade.
27 de setembro de 2013
Dentes pra morder s.r.
24 de setembro de 2013
faceme
reconhecer os covardes: assim, como quem analisa o próprio peido após virar de ladinho no banco da praça.
cgin2409
Aprendi a morder. Estou falando de dentes. Ao morder eu me alimento. Tenho que morder com mais rigor.
.
Foi ela mesma. A ovelha mais doce que comi. Ela não desconfiava: vivia entorpecida como costumam viver os passionais.
.
Só agora percebo do que fugi. A ideia que ela tinha de felicidade era uma paz monótona e calma: teríamos filhinhos, uma casinha e, ao fim, estaríamos velhinhos e contentes.
.
Pela vontade de potência. E pelos desejos ambiciosos. E por ser ação. Por existir, por agir no tempo. Por ser o animal doente: homem. Por parte da doença vir dessa subjetividade que anda na lâmina e que tende à negação da vida. O não como virtude: a mais antiga das bactérias.
.
Realizar em um lugar muito escolhido e específico. Querer a dominação de luxo que é a ideia de liberdade: esse eu que reina em valores próprios. Com cinismo e malícia e sem acreditar em 'choque do amor' e bobagens do tipo. A minha inteligência é meu maior deboche. O conhecimento, ô seu chato, é uma festa onde ninguém é obrigado a dançar
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Foi ela mesma. A ovelha mais doce que comi. Ela não desconfiava: vivia entorpecida como costumam viver os passionais.
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Só agora percebo do que fugi. A ideia que ela tinha de felicidade era uma paz monótona e calma: teríamos filhinhos, uma casinha e, ao fim, estaríamos velhinhos e contentes.
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Pela vontade de potência. E pelos desejos ambiciosos. E por ser ação. Por existir, por agir no tempo. Por ser o animal doente: homem. Por parte da doença vir dessa subjetividade que anda na lâmina e que tende à negação da vida. O não como virtude: a mais antiga das bactérias.
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Realizar em um lugar muito escolhido e específico. Querer a dominação de luxo que é a ideia de liberdade: esse eu que reina em valores próprios. Com cinismo e malícia e sem acreditar em 'choque do amor' e bobagens do tipo. A minha inteligência é meu maior deboche. O conhecimento, ô seu chato, é uma festa onde ninguém é obrigado a dançar
21 de setembro de 2013
m
- dois dias de derrota e dor e hoje uma vontade de morder a vida e ter certezas. Vitalidade, meu amor, eu te quero: vida que quer mais vida e é até agressiva por isso, eu quero.
- Gracinhas do mundo. Tesão. Vuco vuco, e, Jesus, lá da cruz, me abençoou: cada toque uma irrigada de sangue no pau. Aquele mantra baixinho: não é coisa da minha cabeça.
- Tesão de medo e pensamentos variados. Dos tipos que não ajudam nada. Tipo: muito simples desejar mulheres impedidas e imaginar amores irreais. Fernandinho, olhe pro espelho e lembra da porra do Lowen: quais os mecanismos de defesa são acionados agora? Medo de altura, talvez.
- (homens burros, sempre burros. querendo que a mulher diga sem entrelinhas. homens burros, sempre burros)
- Ela lá. Bem gostosa. Tesão antigo. E vontade de morder e fazer uma grande cagada. Tava vestida pra mim, é meu delírio mais vaidoso.
- Mulheres, mulheres, isso é um apelo: pintem as letras de amarelo, pintem as letras de amarelo.
13 de setembro de 2013
s.r.
A tristeza tão bonita das músicas do Sergio Sampaio. Uma tristeza grande e bela que até dá vontade de sentir. E dá vontade de mandar para os amigos, para o pai, e perguntar: viram que beleza de tristeza? Música que se canta alto, com voz e embriaguez; como quando eu era criança e minha irmã, a letícia e eu esperávamos meu pai para ouvir um cd (uma coisa supernova na época) do E. Gismonti tocando Villa Lobos. Era bom e era calmo. É uma boa memória de infância. Meu pai ligava uma lanterna e nos dava cigarro acesos para brincar na escuridão porque a gente desligava a luz e punha a música. As coisas, nessa época, eram bem mais simples.
-
A vida rói dentro e a vida é imensa e vasta. Não há paz. O que há é um acordo de aceitação diante da realidade. Esforçando-se para agir, para ser ação. Porque o reativo não é ruim nem nada, mas é menos vida. Vida como ação, como impulso de vida, como minha avó que cogita o passeio ao RJ porque vida ainda há, mesmo com o corpo atrapalhando.
-
Vem os dedos, vem o corpo, vem o tesão. Bichos que tateiam no escuro e gostam do tato. E ondas de calor dentro da gente. E o ventre, o baixo ventre, torna-se um lugar tão frágil e bom de passar a mão. E olhava pra ela se trocando e pensava baixinho: nunca mesmo pensei no teu marido.
-
A insistência não é uma virtude per si. Há muito de incapacidade na insistência, muito de costume na insistência. A insistência pode ser várias coisas: irmã, Deus, marido, Fé, inimigo, profissão. A insistência tende a vir da razão. E a razão, a gente aprendeu, é uma puta muito da circunstancial.
-
Te amaria sempre fosse você a mulher que sentaria do meu lado num dos pitocos que ficam na esquina da Sá Ferreira com a Av. Nossa Senhora de Copacabana. E sentaria ali e gastaria 30 minutos ali enquanto esperava alguém; e fumasse um ou dois cigarros e visse como é vasto esse mundo e esses lugares. Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, Mundo. Assim: desse jeito: como uma câmera que se afasta e mostra divisas, mapas e planetas.
-
Aos 32 entendo quase tudo. O quase é vasto e o tudo é generoso. Quero dizer: com 62 suportarei o mundo e sua vastidão? Ou terei morrido antes? Ou estarei calmo diante desse absurdo chamado existência consciente? O mundo vem se tornando cada vez maior conforme me torno mais velho e vivo mais tempo nesse tempo-espaço chamado mundo. Ui. Ai. Essa auto ajuda sedutora que me sopra conforto.
-
uma coisa bela e terrível. Para ouvir alto. Ou ouvir sozinho. Ou ouvir pensando coisas muito pessoais e restritas.
http://www.youtube.com/watch?v=J9N2zPyCaB8
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A vida rói dentro e a vida é imensa e vasta. Não há paz. O que há é um acordo de aceitação diante da realidade. Esforçando-se para agir, para ser ação. Porque o reativo não é ruim nem nada, mas é menos vida. Vida como ação, como impulso de vida, como minha avó que cogita o passeio ao RJ porque vida ainda há, mesmo com o corpo atrapalhando.
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Vem os dedos, vem o corpo, vem o tesão. Bichos que tateiam no escuro e gostam do tato. E ondas de calor dentro da gente. E o ventre, o baixo ventre, torna-se um lugar tão frágil e bom de passar a mão. E olhava pra ela se trocando e pensava baixinho: nunca mesmo pensei no teu marido.
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A insistência não é uma virtude per si. Há muito de incapacidade na insistência, muito de costume na insistência. A insistência pode ser várias coisas: irmã, Deus, marido, Fé, inimigo, profissão. A insistência tende a vir da razão. E a razão, a gente aprendeu, é uma puta muito da circunstancial.
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Te amaria sempre fosse você a mulher que sentaria do meu lado num dos pitocos que ficam na esquina da Sá Ferreira com a Av. Nossa Senhora de Copacabana. E sentaria ali e gastaria 30 minutos ali enquanto esperava alguém; e fumasse um ou dois cigarros e visse como é vasto esse mundo e esses lugares. Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, Mundo. Assim: desse jeito: como uma câmera que se afasta e mostra divisas, mapas e planetas.
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Aos 32 entendo quase tudo. O quase é vasto e o tudo é generoso. Quero dizer: com 62 suportarei o mundo e sua vastidão? Ou terei morrido antes? Ou estarei calmo diante desse absurdo chamado existência consciente? O mundo vem se tornando cada vez maior conforme me torno mais velho e vivo mais tempo nesse tempo-espaço chamado mundo. Ui. Ai. Essa auto ajuda sedutora que me sopra conforto.
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uma coisa bela e terrível. Para ouvir alto. Ou ouvir sozinho. Ou ouvir pensando coisas muito pessoais e restritas.
http://www.youtube.com/watch?v=J9N2zPyCaB8
31 de agosto de 2013
s.rbi.g.dão.
- Repare a alegria e a passividade. Os olhos calmos, a indiferença e o comportamento de gado: "moral de escravos", acabei de aprender.
- O passado perde o sentido porque o tempo age. Tão chato e limitado esse ideal boboca de 'estar-no-presente'. Como se o ser humano não fosse um ser encantador justamente por saber-se um ser temporal. Existimos antes, durante e depois; por isso humanos, demasiados humanos.
- Impulsos de poder e plenitude. Sempre pela ação, pelo fazer, pelo existir no tempo e no espaço. Invocando filhos ou avós, tanto faz. Invocando façanhas futuras ou passados de glória, tanto faz. O tempo, o tempo. Humanos são seres que agem no Tempo.
- Álcool é anestésico para diversas dores: solidão, medo, constipação intestinal e ataques de pânico. Desde quando o Cowboy, antes da perna amputada, tomava uma dose de burbom ; desde quando o Tim Maia declarava que não sabia o que era 'cagar duro' porque bebia todos os dias. É anestésico também para as euforias, quando a vontade de potência vêm e sente-se medo do bárbaro que você podeira virar.
- (pramudardeassunto)
- garotinha tão bonita que lê. sou tão suscetível que nem te conto. me dizia: então casa comigo. te dizia: é claro. garotinha tão bonita que lê e que faz de conta que nem te importa.
29 de agosto de 2013
MARIAMEIANOITE -
Eu tenho 3 opções:
- Fico encabulada;
- Te dou um passa fora;
- Ou caio na risada.
(coça os dedinhos, pensa em Deus, no Marido, no Diabo, na cama quente da casa da sogra e na mãezinha que tá em Minas rezando por ela)
Minha hierarquia é:
- 1 fica encabulada;
- 2 cai na risada;
- 3 me dá uma passa dentro. ops. fora. disse fora.
(sente o pau mexer dentro da calça. pensa em Deus, em amores mortos, na irmã meio idiota, no prazer de cada cigarrinho aceso e na mãezinha que reza por ele no nortão do Paraná)
20 de agosto de 2013
poucashoras
- de tão linda só poderia ser burra. quero dizer: burra ou linda. que homem, tendo alma, suportaria a feiura e a burrice em uma só pessoa? tesão, meu amor, é simples: beleza, beleza.
- a alminha suporta bem. o corpo, no escuro, é quase sempre bom. pôr os dedos, sentir os cheiros e não pensar muito. o corpo é uma festa e não pensar ajuda na dança. ô, esse tesão enchendo a cueca.
- 21 anos: tesão puro: finjo isso e finge aquilo: - é pra sempre essa felicidade de mentirmos assim um por outro, não é? - sim, sim, essa felicidade eterna é mentira. - então eu te amo. - então eu te amo também.
- o problema é a virgindade possível. Há um número impressionante de virgens. Elas existem. E muitas delas querem dar, mas tiveram pouca oportunidade. Dar ou não dar pode ser uma questão pruma virgem tardia. Mas o que é uma virgem tardia: uma que nunca cedeu por esperar muito amor ou uma que deu muito e nunca achou o amor?
- Melhor lembrar do cara de chapéu. Que é um outro e não você. E tinha roupas mal costuradas. E cambaleava aqui e lá... mas, que seja, quem, enfim, pode não cambalear?
12 de agosto de 2013
s.r
- o mantra é sempre o mesmo. Modelo AA: um dia de cada vez. (que, vá lá, qual seria a outra opção?)
- disse em carta pra papai: não tenho mais medo. Que diabos, que mentira. Quis dizer: tenho medo, mas não me importo. Quis dizer: tenho medo, mas não sou mais covarde.
- família é o caralho. Afeta-nos. Afeta-nos profundamente se tivermos alma e afeto. Sou um Corleone. Sou leal: família e sangue e reconhecimento: a hierarquia não é sempre uma imposição.
- pra desabafar no blogue e não fazer terapia: maninha, o tempo urge. fica esperta logo ou fica pra trás. lembre-se: querer culpar os outros é covardia. As flores de bosta que colhe vêm das bostas que planta. Pare de plantar bostas ou colha sua bostas sem encher o saco de ninguém, sem achar que é uma vítima.
- Sou um homem. Sou um adulto. Tenho mil problemas e diversas vezes minha merda me machuca. De toda forma, a merda é minha, bem minha. Sou dono da minha merda: sou um homem, sou um adulto.
- um dia de cada vez. cada um com o AA que lhe cabe. aqui falo de mim. um dia de cada vez pra mim é não pirar porque sou genial em um dia e um bosta em outro. porque ainda oscilo muito. porque as circunstâncias ainda me afetam mais do que deveriam.
- coragem, meus amores. a única palavra possível. (e fabiana é a única menina que queria namorar). não dá pra dizer que tudo será ótimo. mas dá pra repetir: coragem. é o que é. e o tempo urge. e temos muitos a fazer e somos sós. o tempo falta: coragem.
29 de julho de 2013
s.r
- o blogue como passado negro. meu deus. o registro de dores e radiâncias como virtude. meu deus. blogue, meu amor, você está morto, mas foi bom pra mim: me apresentou três mulheres bonitas - das quais uma tive a alegria de comer.
- falta a boa buceta. daquela que te inspira e te faz mudar ideia. falta a buceta linda que vem perturbar a alma, que sim sim (e não sei porquê) está em paz. uma buceta molhada de veneno que te deixa feliz. buceta poderosa, por favor. quase morrer pode ser uma virtude. morrer mesmo nunca será virtude.
- fazer as contas e ver o tempo que passou. o tanto que mudou. porque mudou. tanto faz mudar pra melhor ou pior. mas muda. muda mesmo. pense em você 10 anos atrás. mudou. mudou pra caralho. mudou a ponto de ser auto ajuda sem grilo.
- grávida do primeiro filho. penso que as alegrias se separam. lembro do meu pai dizendo que amizade tem muito de circunstancial. atualmente penso baixinho: é difícil ser amigo de quem não sonha com você. não preciso de amigos. quero amigos que sonhem juntos.
- a auto ajuda a auto ajuda e a sedução: resolver falsos problemas é tão mais prazeroso.
- ela me disse: li teu blogue. tive tesão, pensei em Deus, em Jesus e na Maria. Ah, meu amôrrrr, suas pernas abertas não é uma figura de linguagem.
- um até logo. Curitiba uma semana. será bom. uma semana: tempo que é fácil saber.
8 de julho de 2013
sr
- pau pra fora e na mesa. duro ou mole, tanto faz. maturidade é não desistir por causa do próprio pau mole, Reinaldão me ensinou.
- tem essa falta. que é antiga. que infelizmente não é circunstancial. Essa falta: ser amado loucamente por uma mulher que acredita em amor mais que você.
- muita raiva sem direção. falo de mim. quero dizer: por que diabos minha raiva se manifesta quando morro de medo? veja, é retórica: não é o caso de acreditar em terapia e auto conhecimento.
- o bom beto aparece. e fala pouco. e somos, às vezes, tão parecidos que é quase idiota conversarmos. teatro e solidão, o refrão: juntando gente desde 412 A.C.
- os bons planos e o impulso de poder. Porque a inteligência é uma cocaína, com todos problemas e soluções. Estou dizendo: essa merda de achar que o instinto pode estar certo.
- Então o exagero. Sim, exagero. Eu mesmo. Minhas mentiras e minhas confusões. Vou distribuir doces envenenados e vou dar tchauzinhos em mão com forma de coração.
- A carta em débito: isa-doo-raa: a mulher mais bonita que não comi, não comerei e que parece tão calma e decente - mesmo sendo louca e chata. Aquela culpa que nem razão tem de ser. Aquela culpa que é só mania e que tende ao lamento pessimista. Iii...doo ... ra....aaa: sua voz dizendo 'eu te perdoo' é meu tesão mais discreto e singelo.
- Esse blogue comezinho. essa escrita que se poupa. o facebook como vilão e as teorias que embasam os preconceitos (facebook, por exemplo). jesus, cadê àquela paz que disse?
- Fica a desculpa, o medo e a euforia que dá medo de virar culpa. Estou dizendo (eu mesmo, como sempre): SONHO DEMAIS, DÓI DEMAIS. FOSSE MENOS A VIDA, VIVERIA EU BEM FELIZINHO: SEM MEDO E PENSANDO QUE TUDO BOM E TUDO BEM. FELIZINHO ACREDITANDO EM LEVEZA E EM PAZ. FELIZINHO PORQUE DESEJANDO POUCO, TENDO POUCO E SE REVOLTANDO POUCO.
- (porque o gado, entre pares, adoram mugir)
26 de junho de 2013
s.r
(é um vento que vem no pescoço e é quentinho e dá tesão. e faz esquecer. e vislumbra-se a vida como se a vida pudesse ser paz. é uma invenção, uma boa invenção. uma invenção grandiosa e otimista.)
apeloassim-amigosousonhamosjuntosoumorremos.sósonhoscompartilhadosformamgrandesamizadesem2013
apeloassim-amigosousonhamosjuntosoumorremos.sósonhoscompartilhadosformamgrandesamizadesem2013
22 de junho de 2013
inacabadoesemrelerrevisar
(data 1)
Acho muito difícil me manifestar sobre o que está acontecendo agora. As manifestações, o facebook em polvorosa, a mídia oficial falando sobre, etc.Então o blogue:
- É algo novo e ainda não sei que diabo é. Gosto de conhecer os diabos, independente de concordar ou não com eles.
- A massa é a massa é a massa. E sempre é legítimo. Pessoas se juntam para dizer que querem algo. É correto. É decente.
- O Estado (e o braço visível chamado PM) não faz a MÍNIMA IDEIA de como lidar com isso. É incompetente porque, via de regra, é incompetente. O Estado é formado por centenas de pessoas que estão perdidas PRA CARALHO.
- Achar que a violência na "Manifestação Pacífica" desqualifica o direito de se manifestar é burro pra caramba. O ódio com que garotos batem em PM é legítimo e coerente com a revolta inerente a toda manifestação - mesmo que pacífica. Querer separar o joio do trigo (a violência - tanto faz o lado - do ato de se manifestar) é discriminar, é criar uma mentira confortável, na qual há uma diretriz boa (pacífica) e outra má (violenta). É incompreensão, tiro no pé. A violência, insisto, é inerente às manifestações da massa. O lado da violência é menos relevante do que gostaríamos que fosse.
- A descoberta do prazer de se manifestar deve ser levado em conta. São as PAIXÕES que movem esses movimentos. E é bom que seja assim. Há sangue, há alma. Há o prazer do rebanho exacerbado. E é REAL. REAL PRA CARALHO. É A MASSA. (em uma 'manifestação pacífica' somos todos, sem exceção, A MASSA)
(data 2 - hoje)
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Acho muito difícil me manifestar sobre o que está acontecendo agora. As manifestações, o facebook em polvorosa, a mídia oficial falando sobre, etc.Então o blogue:
- É algo novo e ainda não sei que diabo é. Gosto de conhecer os diabos, independente de concordar ou não com eles.
- A massa é a massa é a massa. E sempre é legítimo. Pessoas se juntam para dizer que querem algo. É correto. É decente.
- O Estado (e o braço visível chamado PM) não faz a MÍNIMA IDEIA de como lidar com isso. É incompetente porque, via de regra, é incompetente. O Estado é formado por centenas de pessoas que estão perdidas PRA CARALHO.
- Achar que a violência na "Manifestação Pacífica" desqualifica o direito de se manifestar é burro pra caramba. O ódio com que garotos batem em PM é legítimo e coerente com a revolta inerente a toda manifestação - mesmo que pacífica. Querer separar o joio do trigo (a violência - tanto faz o lado - do ato de se manifestar) é discriminar, é criar uma mentira confortável, na qual há uma diretriz boa (pacífica) e outra má (violenta). É incompreensão, tiro no pé. A violência, insisto, é inerente às manifestações da massa. O lado da violência é menos relevante do que gostaríamos que fosse.
- A descoberta do prazer de se manifestar deve ser levado em conta. São as PAIXÕES que movem esses movimentos. E é bom que seja assim. Há sangue, há alma. Há o prazer do rebanho exacerbado. E é REAL. REAL PRA CARALHO. É A MASSA. (em uma 'manifestação pacífica' somos todos, sem exceção, A MASSA)
(data 2 - hoje)
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- A Dilma veio a público e fez um comunicado oficial à nação. Não achei ruim o que ela falou. E acho que falou bem. (E ela fez o que o povo esperava o que fizesse: falou a nação.) Eu e meus conhecidos não acreditávamos que ela faria isso na sexta 210613.
- Acho que o conteúdo da fala dela foi coerente. Citar a FIFA pesou contra: tornou-se claro que mesmo a presidenta tem que se explicar a FIFA. É triste: vê-se a força do poder em sua face perversa.
- O FaceBook estimula o comportamento perverso da massa. O compartilhamento como regra é o botão mais alienante como ferramenta desde o canal de TV em cadeia nacional. Desconfiar e comparar (fbXinformaçãoconfiável) torna-se uma necessidade. Via de regra, afirmo: sou CONTRA todo compartilhamento no FB!
- INTERNET X T.V é um belo embate. Faço força para ver os jornais oficiais da tv. Porque internet vejo sempre. Passo mais tempo na internet do que com a TV ligada): (por isso o exagero: 'faço força').
11 de junho de 2013
Ler e fazer planos. Sentir que a vida é real, terrivelmente real. E sentir um medo filho da puta; e insistir porque não há lá muita opção. Menos covardia, menos abstenção. O que não tem a ver com coragem. A teimosia não é virtude, é condição de existência. Teima-se porque é impossível não teimar: idiotas em cascata, moralistas ecológicos e artistas do cérebro.
Então o plano, o medo, a teimosia.
Então o plano, o medo, a teimosia.
26 de maio de 2013
vem tu (os dedinhos crispando) e diz assim: a-do-ro- beijar na bo-ca.
piranha boa, eu te amo. abre as perninhas pra mim?
diz assim: quero trair meu marido com você. vou trair pela primeira vez.
*
*
seu pau pra cima
enquanto eu
penso na dor
desse mundinho
piranha boa, eu te amo. abre as perninhas pra mim?
diz assim: quero trair meu marido com você. vou trair pela primeira vez.
*
tem de tudo. a vida fodida e fodona.
vida: o último e único parâmetro.
vida: essa porra que é.
vida: enquanto der e com dor de partir.
vida: a única auto ajuda com solução.
*
tem a ver com capacidade e necessidade. e também com teimosia. assim: o assunto é amor, casamento, ser 'feliz' pra sempre. o envolvimento amoroso me enfraquece porque me torno dependente. não sou capaz de amar e ser independente ao mesmo tempo. então, pensando na possibilidade de escolha, penso em não me envolver amorosamente. repare: sou movido por minha (in)capacidade, mesmo que minha necessidade gregária queira o contrário.*
*
AQUELE DOENTE LINDO. NOME DE SANTO. JOSÉ DE ARIMATEIA. DELIRAVA DIFERENTE DOS OUTROS. ERA CALMO. E TINHA OLHOS GRANDES E NEGROS QUE SE MOVIAM POUCO, MUITO POUCO. TÃO DOENTE TÃO LINDO TÃO CALMO. TINHA NOME DE SANTO, O DESGRAÇADO. CASEI COM ELE PRA ME ARREPENDER. TODO DIA NA IGREJA, NO CULTO. ESSA CULPA QUE NÃO SAI.
*
*
vejo você com ternura porque não sei quem é. fosse gente, com alma e opinião, te julgava bem julgadinho. que essa sua história de ter memória ruim eu nunca acreditei.
*
*
essa dor antiga
esse chope escuro
vontade de criança
te mostrar o meu pau duro
que raivaseu pau pra cima
enquanto eu
penso na dor
desse mundinho
depois reclama
entende mal
ser generoso
é deixar duro o meu pau
bem vi que era assim:
prefiro meus dedos.
tenho muita coisa pra lamentar
e gosto de guardar segredo.
21 de maio de 2013
(s.r)
- Ler o bigodudo fodão. À isso chamo evolução. Quero dizer: a gente evolui. Se for decente, tudo evolui. A leitura, os valores, os modos de vida.
- Mudar não é saltitar. A gente muda, o mundo muda. Lento, chato, lerdo. Mudar não é saltitar. Quem acha que nada muda nunca, acha que mudar é saltitar: não entende o tempo como fenômeno histórico. (Dica: pense sempre "cem anos atrás" ou "cem anos à frente).
- Os moralistas do bom comportamento. Gente tacanha, acreditando em valores absolutos. Tolerância tem mais a ver com inteligência do que com politicamente correto. Estou falando do óbvio: por exemplo vegetarianos que se julgam superiores por não consumirem carnes vermelhas. Inventam uma verdade que os destaca, que os tornam superiores. Têm, inclusive, uma noção babaca de superioridade.
- Amizade acaba. Amor acaba. Acabar não diminui o valor das coisas. Talvez ao contrário: só acaba o que já existiu.
- Uma lição do meu muso atual: " - o instinto de rebanho é enorme e move montanhas. é seu instinto mais natural. desconfie dele. você aprendeu o valor de uma boa desconfiança: desconfie de si mesmo e de sua gravidade."
- Falta vagina e poucas coisas/ A gente caminha / O que falta mesmo / é uma bucetinha. (pruamigudotracadilho)
19 de maio de 2013
01
quando nasceu achou a vida boa. teta com leite. maravilha. depois as crianças e os passeios. não gostou muito, mas se acostumou. o mundo era bom, ele tinha sorte.
daí o reio, os primeiros limites. não mais tetas com leite. era pior que antes, mas não era ruim. o mundo era bom, ele tinha sorte.
era carregador. a carroça era ele que levava. um monte de coisas presas nas costas. chicote pra andar. apanhava e andava: corria. deixou de se incomodar com o chicote. começou a gostar do chicote. pensava quietinho: 'o chicote que me faz andar. amém'.
daí a cavala. os filhos dele. aquela sensação de dever cumprido.
daí o reio, os primeiros limites. não mais tetas com leite. era pior que antes, mas não era ruim. o mundo era bom, ele tinha sorte.
era carregador. a carroça era ele que levava. um monte de coisas presas nas costas. chicote pra andar. apanhava e andava: corria. deixou de se incomodar com o chicote. começou a gostar do chicote. pensava quietinho: 'o chicote que me faz andar. amém'.
daí a cavala. os filhos dele. aquela sensação de dever cumprido.
8 de maio de 2013
00
Tomava chicotadas e andava. Era essa sua função. Pela repetição aprendeu: ando melhor quando tomo chicotadas. E confundiu a causa pela razão. "Ando porque sou chicoteado". De modo que aprendeu: "- ser chicoteado me faz melhor porque eu ando mais".
Aprendeu a ser feliz. E inverteu a causa e o efeito. Julgou que tudo era como tinha de ser. Morreu feliz: sempre achou que como estava era bom.
Aprendeu a ser feliz. E inverteu a causa e o efeito. Julgou que tudo era como tinha de ser. Morreu feliz: sempre achou que como estava era bom.
3 de maio de 2013
sr
org. do fantástic. mund. de. fernand.ho. (a técnica dos verbos e das coisas)
- acordar depois de 6 horas, no caso às 10:53.
- chapar de café. primeira ação é ação mecânica: fazer café, lavar louça, arrumar cama.
- (café e café) cagar com o primeiro cigarro do dia. lento. prazeroso.
- computador. e-mail, facebook, sitemeter. tempo. 1 hora lenta ainda.
- baixar o jornal o globo em pdf. mais café. cigarro 2.
- internet de modo geral. responder e-mails aleatórios.
- três tragadas do baseado. ver o jornal baixado.
- pode ser almoçar, separar os livros e sair.
- pode ser ler com método: ler por teimosia: estudar. tesão intelectual e afetado.
- trabalho: no bom (ensaio) e no mau (não ensaio) sentido. Obrigações, compromissos.
- fim de tarde: voltar pra casa.
- fim de tarde: ver peça.
- noite: entorpecer: ler em bar: delirar: só prazer sensorial.
- noite: comida em casa: pequenos prazeres: seriados on line: ler antes de dormir. televisão.
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