11 de março de 2008

ESTOU ATERRORIZADO E APAVORADO. AS IMAGENS DESSAS COISAS GRANDES ME FAZEM ASSIM. TO FRACO E VAGUEIO DE UM LADO PRO OUTRO. JÁ TOQUEI 2 PUNHETAS E NADA ADIANTOU. FUMO COMPULSIVAMENTE, QUASE 1 MAÇO EM POUCAS HORAS. TENTEI PEGAR NO SONO. TOMEI BANHO E AGORA TO AQUI FUMANDO PELADO DIANTE DA MÁQUINA. ANTES ALUGUEI MEU BENZINHO COM AS MINHAS DOENÇAS. DESCONTROLE GENERALIZADO E MESQUINHO. TAMBÉM DEIXEI DE FAZER UM TELEFONEMA IMPORTANTE E PERDI A MÃO. AGORA MAIS UMA TENTATIVA: COMEREI UMA MAÇA E DAREI UMA VOLTA NA QUADRA.
Será bonito e comovente quando me disserem:

- eu te amo sempre e esperei a vida toda pra te dizer isso: Pra te dizer que serei a única louca que você precisa e que o mundo é bonito, mas que, mesmo assim, eu troco ele por ti. Que só o teu pau eu chupo depois de ter comido meu cu. Que só tua boca eu beijo depois de ter me chupado a buceta. Que se quiser eu te sigo ou te escracho. Que se quiser eu invento eu mesma e te agrado. Que só o teu pau eu realmente gostei de chupar.

10 de março de 2008

terminar um texto com pergunta é sinal de idiotez.

Você demorou tempo demais para virar você mesmo. E no meio do caminho você foi fazendo concessões estúpidas que nem chegavam a ser grandes sacadas. É sempre fácil ser diferente no meio dos esquisitos: basta ser normal. É sempre simples surpreender os normais: basta nunca ter fumado maconha.
Como eu lhe julgo daqui e como eu sou invisível eu digo: não acredito em nenhum dos seus discursos. Você se formou através da invenção que outros fizeram de você. Isso é natural, mas sempre achei as coisas naturais chatas. A natureza segue seu curso e isso é o que me fode a vida. Não acredito em espontaneidade e ainda prefiro o mesquinho que tem clareza da sua mesquinhez. Prefiro o idiota escolhido ao idiota natural. Parece a mesma coisa, mas não é: um fez e outro foi feito.
E você forja fazer enquanto continua sendo fabricado em escalas cada vez mais alucinantes. Quase lhe vejo velhinho dizendo suas verdades para a parede sem quadros da casa que você terá comprado com o dinheiro do suor do seu rosto. E você será confuso e valorizará o seu próprio suor e a sua libertinagem falsa e comedida: é simples trepar com mulheres mortas.
E como você é invisível, eu sou imune. E prefiro mesmo que seja assim: você morto em falsas simpatias e eu morto em falsas antipatias. É como eu já disse: a gente se parece. Será por isso que lhe acho tão idiota?

recadim.

Não compare. Olhos grandes todo mundo tem. Minhas sobrinhas, minha irmã, etc. Tem olhos que são grandes por susto ou por desespero. E tem outros que aumentam e ficam maiores e quase viram ameaça e quase podem me engolir. Tem olhos azuis e tem olhos cinzas. E tem a realidade de eu ficar sugando esses olhos e reparar que ao redor da íris há um castanho claro que é quase um quadrado. Uma série de detalhes que fazem toda a diferença: o consumo excessivo, o vício, o medo real, o pavor louco, a minha cara quando gozo, o seu riso de quando é pega no flagra, a porta do banheiro fechada, etc. As invenções podem parecer melhores, mas o que acontece me satisfaz muito mais.

8 de março de 2008

preservação.

Apenas 2 cervejinhas pra acalmar a mente e o corpo. Pra eu ficar sozinho e não me levar à sério. Pra que eu não exija coisas loucas, pra que eu não sofra por miudezas. 2 cervejinhas para que seja melhor, para que eu lhe acompanhe melhor. Porque tem esses fluxos loucos e essas agonias todas e todos esses altos e baixos e vaidades várias espalhadas dentro e fora de mim. Porque nem todo dia é santo. E há uma necessidade profunda no ar: e nem adianta eu dizer nada e por isso quero ficar quieto e pensar só: pra não trocar alhos por bugalhos, pra não confundir os meus problemas com as nossas coisas que são tão boas quando estão bem.
E gosto de cagar de porta aberta e soltar meus ruídos.
E gosto de ficar numas sozinho e pensar em você.

7 de março de 2008

Se eu te arrancasse de dentro e te virasse do avesso. Se eu te levasse daqui, se te trancasse numa casa escura. Se eu te fizesse parar. Se eu estragasse tua beleza e arranhasse tua cara. Se eu te matasse num delírio febril. Se eu te perdesse pra sempre, se nunca tivesse existido. Se te visse como antes, se pudesse arrancar teus sentidos. Que eu te queria sonâmbula, zumbi. Que eu te queria com mania de perseguição, com medo da morte. Que eu te queria pra mim. Que eu te queria liberta. Que eu te queria submissa. Que nada adiantasse, que nada abalasse, que ninguém interferisse. Se eu te arranco de mim e te engulo pra sempre. Se eu te cago e te amo. Que o que te parece estranho pode ser um milagre.

5 de março de 2008

para zangar meu benzinho

Queria beijar sua boca com força e quase com ódio. Queria que ela me engolisse e me fizesse coisa. Que me amasse como uma louca. Que virasse minha cadela. Que me seguisse nesse mundo mau.

3 de março de 2008

cabeça tronco membros

6 cabeças na minha mão. Eu olho pras 6 e elimino 1.

Uma em cada dedo e no dedo do meio a cabeça mais bonita e mais terrível. A que eu eliminei tá no chão e eu vejo só a nuca marcada por dentes de homens machos. Homens machos mesmo, não como eu. Homens que de tão machos só trepam com mulheres feias. Homens que de tão machos são casados com belas mulheres, mas têm amantes gordas. Homens que eu invejo.
A cabeça que tá no meu dedo mindinho é a mais bonitinha de todas. Ela virou uma cabeça sorrindo. A cabeça é loirinha e delicada e vem com um sorriso quase infantil. As vezes se esforça pra me agradar, é a cabeça mais generosa que eu poderia ter, mas a enfio na minha boca e a engulo com raiva e pressa para que fique nos meus sucos gástricos e logo vire merda.
A que tá no meu anelar, o dedo da aliança, é uma cabeça morena e exagerada. Tem o cabelo ruim, mas sabe o usar a seu favor. Corta rente e tem a testa grande e brilhosa. É a maior cabeça entre os meus dedos e tenta fazer motim. É uma cabeça que precisa de ajuda pra me maltratar. Ela convence outras 2 cabeças que eu não presto e eu arranco ela do meu dedo e a jogo na privada. Ela berra palavras de ordem enquanto eu puxo a descarga.
A cabeça do meu dedão não leva ninguém à sério. Sabe que eu não vou ficar com ela e me deixa brincar com outras mulheres. É a única cabeça realmente independente e segura. É uma cabeça que eu procuro sempre, mas que tem um defeito imperdoável: é a cabeça que me inventou. Ela só sorri e faz cara de quem entende tudo. Tiro ela do meu dedo e a ponho num envelope. Envio ela pra Moscou.
No meu dedo indicador ela é a mais óbvia e a mais adorada. Tem flores no cabelo e os olhos mais sinistros que eu já vi. É a cabeça que eu TENHO que eliminar porque senão terei que cortar a mão. Antes do fim ela me fala coisas lindas e fuma um cigarro. Eu enrolo ela num pano e jogo o pano da janela. Até a queda ela berra que tá tudo bem. Ela some e diz pra eu ficar tranquilo. Eu fico tranquilo.
A cabeça do dedo do meio eu deixo lá. Bem no centro e com todos os problemas que tem por estar no centro: destaque demais, importância demais. A cabeça olha pros lados e vê que está sozinha e se desespera e tenta fugir. Finge que está tudo bem e eu abro a mão. Ela não se mexe, mas reclama por estar ali. Eu deixo ela reclamar e tomo um banho pra dormir.
Amanhã será um outro dia, ela resmunga quase dormindo.

DO GALHARDO FODÃO. CLICA AQUI E PUXE O SACO DELE.


muito café pra pegar no tranco. o cérebro esquentando devagarzinho. voz no fundinho dizendo 'volta, volta'. e na geladeira aqui de casa tem 6 latas intocadas há 10 dias. milagres de uma guria que reaparece. milagres de uma voz incompatível com o corpo. e antes de dormir eu rezei e sonhei com jesus dizendo: outra vez não! outra vez não!

28 de fevereiro de 2008

4 pães e 2 bocas

De frente pro crime e com a cabeça reta. Olho pros lados e faço de conta que nem é comigo. Milhares de pessoas alvoroçadas indo pro trabalho catando formigas no ar. Meu amiguinho babaca é previsível, minha mulherzinha de gesso tem dentes enormes, mas nunca morde. Tudo no mais santa paz.
( E lembro de Papai me dizendo: amor se compra, felicidade se compra. Só paz não se compra. Papai tem lá os seus momentos).
Mas escrevo mesmo pelo impulso e pelo desejo de escrever. É assim: vem a primeira frase e na segunda tento dar conta e na terceira invento um manejo e ponho uma imagem bacana. Vaidades repetidas e pensadas a cada dia. Dia após dia. Cada dia. Um dia de cada vez diz o texto do Buk que a gente tá fazendo. E é por aí e vamos embora porque não há mesmo muito opção. Só se eu considerasse o suicídio, mas já disse que suicídio é uma vaidade tão grande que mesmo eu, com meu umbigo idiota e auto suficiente, desprezo. O suicida sempre pensa em si mesmo no caixão com todas as flores do mundo.
E seja como for eu brinco de mim mesmo e repito: mocinha que passa e me olha. Por que me olha tanto assim? Olha por que gosta ou olha por que despreza? Não entendo nada sobre intenções, apenas, e mesmo isso porcamente, sobre ações.
( E lembro de Madame Suspiro me dizendo: é óbvio que é ela que te liga. Liga e desliga. Coisa de mulher. Jura mesmo que nunca desconfiou? - Juro. - Você é tão inocente!)
Depois de 10 dias de entusiasmo a queda é inevitável. Essa é uma compreensão que sempre tento ter. Nada é tão bom assim nem tão ruim também. A tristeza do mundo é que na média tudo é morno e insosso. 1000 anos à 10 ou 10 anos à 1000? A gente sempre fica no meio termo. Sempre negociamos com nossa própria covardia e coragem, como se entre Deus e o Diabo houvesse um terceiro. Maldita mania de administrar as próprias sensações! Uma medida de sal e outra medida de açúcar: soro sem gosto que mesmo assim alimenta!
E tem também o prédio que constroem do meu lado e que me tirou a lua. Nem ligo tanto pra lua, mas gosto de olhar pra ela e dizer em voz alta: não ligo pra você! Mas agora que me tiraram a maldita da lua eu olho pro prédio e nem digo nada. A solidão se manifesta de formas absurdas.
No Coimbra tinha um cara com duas crianças. Não fazia nada, além de estar com duas crianças. Devia ser algum conhecido do Coimbra, já que o Coimbra fazia piadinhas idiotas pras crianças que olhavam pra ele com tédio. A minha conclusão disso foi óbvia e feliz: as crianças sabem das coisas.
( Na minha cabeça surge que quem tem que definir se essa senhora presta ou não presta são minhas sobrinhas. Será um tipo de teste. Duas horas com elas e depois relatório das crianças. Minhas sobrinhas não são bobas e não se deixam enganar facilmente. A {sem h, não é?} não ser que essa senhora as suborne com chocolates e doces em geral. O que também será revelador, já que, nesse caso, essa senhora terá feito uma manobra inteligente e eficaz. Bem, depois tenho que pensar nisso com mais calma. Eu também sou capaz de enganar crianças, afinal).
Agora 22:34 e meu impulso é pra que eu termine essa bosta toda. Penso isso e penso que devo inventar um novo marcador pra esse caso. Penso se essa merda de beringela tá boa ou se exagerei no sal: minha memória tá uma merda e é bem possível que eu tenha posto sal antes e depois. Mas que se dane isso. São 22:36 e tenho que terminar.



27 de fevereiro de 2008

Noite Passada -

Então ela me dava aquela chupada incrível e eu pensava o que era aquilo que ela tava fazendo já que sua boca sugava meu pau de um jeito estranho e ameaçador. Era como se a qualquer hora ela pudesse engolir o meu pau e, mesmo assim, eu estaria gostando e querendo mais. Ela arrancaria o meu precioso pau e eu não entenderia nada.


Eu tentava enxergar o que ela fazia, mas ela estava deitada em minha barriga e sua cabeça atrapalhava minha visão. Perguntava o que ela tava fazendo e ela só chupava e chupava sem nunca dizer nada. Gozei em 1 min, mas avisei antes porque poderia gozar em sua boca e isso não se faz sem avisar.

Eu tava borrado em minha porra e continuava sem entender nada e ela subiu e deitou em meu peito e eu tinha essa clara sensação de que ela tinha me roubado algo e eu olhava pra ela que parecia muito satisfeita e sorria olhando pra cima como que num mundo particular. Ela dormiu alí e eu a olhei dormindo e tentei entender porque ela tinha aquela cara daquele jeito e porque parecia tão calma quando dormia.
Eu dormi depois bem depois de olhar muito pra ela e sentir meus olhos secando e diminuindo. E sonhei a noite inteira com essa coisa estranha e mais ou menos previsível: uma velha de cara arranhada que me perguntava "valeu a pena? valeu a pena?".

26 de fevereiro de 2008

NÃO HÁ NENHUM ROMPIMENTO, NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE. HÁ APENAS O VELHO ÓDIO, A VELHA RAIVA, O VELHO DESEJO DO PUTAQUEPARIU. SEM MAIS SEM MENOS SOU INVADIDO POR ISSO E LEMBRO DA RESSACA E TAMBÉM QUE FALTA AQUILO QUE NEM SEI MAIS SE POSSO TER. CABEÇA QUADRADA TENTANDO VER PRA FORA, TENTANDO OLHAR O MUNDO. E O MUNDO NEM REAGE E O MUNDO NEM TÁ AÍ. O MUNDO É MUITO PARECIDO COM VOCÊ: APENAS A QUANTIDADE EXATA PRA SOBREVIVÊNCIA, NADA ACABA E TUDO SE TRANSFORMA, MIL PORTAS ABERTAS E NUNCA FECHADAS: DIVERSAS MANEIRAS DE SE VIVER DESESPERADO. E ARREGALO MEUS OLHOS E ME LEMBRO QUE SOU PARECIDO COMIGO: OUTRA SATISFAÇÃO IDIOTA PRA SEGUIR ADIANTE.

24 de fevereiro de 2008

dia branco.

Daqui da onde eu tô eu sei o que queria ver. Sua perna aberta e você de quatro. Você se empinando pra mim. Sem muitos melindres, sem muitos joguinhos. Apenas a dura exposição do próprio corpo de cara limpa. Apenas porque há todo esse ranso de velhas táticas que usamos pra nos defender. E a gente se defende sim, embora a gente arrisque as vezes.
Não quero mais eu como fui, não quero me repetir com meu pau duro tentando fazer com você o que já fiz com outras. Quero arrancar a novidade da sua buceta adorada. Quero meu pau esfacelado por suas carnes duras. Quero o que nunca tive e o que nunca terei. Isso pode durar 1 segundo ou 1 século. O tempo nem sempre é medido por sua duração.

23 de fevereiro de 2008

Não acredito em você e nos seus discursos pica-grossa-de-quem-trepa-muito-e-fala-mais. Esse monte de gente chata que você frequenta e que são mais ou menos discretas, mas sempre discretas.
Vá atrás do que quer que deseje, vá lá dar seus discursos. Eu entendo de discursos fracos e repetidos. Eu sou a mesma merda de outro modo. Nos parecemos e, por saber quem eu sou, lhe desprezo. Sua força é falta e não excesso. Somos merdas do mesmo cu.
E lembro da sua foto antiga que vi. E penso que você ainda é o mesmo da foto: uma cara muito limpa pra ser sincera, uma pose muito conveniente pra parecer real.
Abraços.

22 de fevereiro de 2008

menos pêlos mais possibilidades.

Aquele cheiro tesudo no meu nariz.

Enfiava meu nariz no ombro e sugava.

Queria guardar aquele cheiro pra mim.

Pra me masturbar, pra lembrar nalguma hora.

Ela disse que nem tinha passado nada na pele.

Só sabonete.

Cheiro de criança ou cheiro de buceta?

As vezes os cheiros são bem parecidos.

20 de fevereiro de 2008

OIÉS!


Cabra Cega

Ela não entendeu quando
eu lhe disse
as minhas coisas:
Ela sorriu,
virou pro lado e disse:
‘eu gosto m-u-i-t-o de você'.
Eu lhe puxei e lhe dei
1 beijo fino,
de lábios apenas.
E disse: ‘acredito’,
Enquanto eu pensava:
‘ ela não faz idéia do
horror que me provoca’
(jan de 08)