5 de março de 2008

para zangar meu benzinho

Queria beijar sua boca com força e quase com ódio. Queria que ela me engolisse e me fizesse coisa. Que me amasse como uma louca. Que virasse minha cadela. Que me seguisse nesse mundo mau.

3 de março de 2008

cabeça tronco membros

6 cabeças na minha mão. Eu olho pras 6 e elimino 1.

Uma em cada dedo e no dedo do meio a cabeça mais bonita e mais terrível. A que eu eliminei tá no chão e eu vejo só a nuca marcada por dentes de homens machos. Homens machos mesmo, não como eu. Homens que de tão machos só trepam com mulheres feias. Homens que de tão machos são casados com belas mulheres, mas têm amantes gordas. Homens que eu invejo.
A cabeça que tá no meu dedo mindinho é a mais bonitinha de todas. Ela virou uma cabeça sorrindo. A cabeça é loirinha e delicada e vem com um sorriso quase infantil. As vezes se esforça pra me agradar, é a cabeça mais generosa que eu poderia ter, mas a enfio na minha boca e a engulo com raiva e pressa para que fique nos meus sucos gástricos e logo vire merda.
A que tá no meu anelar, o dedo da aliança, é uma cabeça morena e exagerada. Tem o cabelo ruim, mas sabe o usar a seu favor. Corta rente e tem a testa grande e brilhosa. É a maior cabeça entre os meus dedos e tenta fazer motim. É uma cabeça que precisa de ajuda pra me maltratar. Ela convence outras 2 cabeças que eu não presto e eu arranco ela do meu dedo e a jogo na privada. Ela berra palavras de ordem enquanto eu puxo a descarga.
A cabeça do meu dedão não leva ninguém à sério. Sabe que eu não vou ficar com ela e me deixa brincar com outras mulheres. É a única cabeça realmente independente e segura. É uma cabeça que eu procuro sempre, mas que tem um defeito imperdoável: é a cabeça que me inventou. Ela só sorri e faz cara de quem entende tudo. Tiro ela do meu dedo e a ponho num envelope. Envio ela pra Moscou.
No meu dedo indicador ela é a mais óbvia e a mais adorada. Tem flores no cabelo e os olhos mais sinistros que eu já vi. É a cabeça que eu TENHO que eliminar porque senão terei que cortar a mão. Antes do fim ela me fala coisas lindas e fuma um cigarro. Eu enrolo ela num pano e jogo o pano da janela. Até a queda ela berra que tá tudo bem. Ela some e diz pra eu ficar tranquilo. Eu fico tranquilo.
A cabeça do dedo do meio eu deixo lá. Bem no centro e com todos os problemas que tem por estar no centro: destaque demais, importância demais. A cabeça olha pros lados e vê que está sozinha e se desespera e tenta fugir. Finge que está tudo bem e eu abro a mão. Ela não se mexe, mas reclama por estar ali. Eu deixo ela reclamar e tomo um banho pra dormir.
Amanhã será um outro dia, ela resmunga quase dormindo.

DO GALHARDO FODÃO. CLICA AQUI E PUXE O SACO DELE.


muito café pra pegar no tranco. o cérebro esquentando devagarzinho. voz no fundinho dizendo 'volta, volta'. e na geladeira aqui de casa tem 6 latas intocadas há 10 dias. milagres de uma guria que reaparece. milagres de uma voz incompatível com o corpo. e antes de dormir eu rezei e sonhei com jesus dizendo: outra vez não! outra vez não!

28 de fevereiro de 2008

4 pães e 2 bocas

De frente pro crime e com a cabeça reta. Olho pros lados e faço de conta que nem é comigo. Milhares de pessoas alvoroçadas indo pro trabalho catando formigas no ar. Meu amiguinho babaca é previsível, minha mulherzinha de gesso tem dentes enormes, mas nunca morde. Tudo no mais santa paz.
( E lembro de Papai me dizendo: amor se compra, felicidade se compra. Só paz não se compra. Papai tem lá os seus momentos).
Mas escrevo mesmo pelo impulso e pelo desejo de escrever. É assim: vem a primeira frase e na segunda tento dar conta e na terceira invento um manejo e ponho uma imagem bacana. Vaidades repetidas e pensadas a cada dia. Dia após dia. Cada dia. Um dia de cada vez diz o texto do Buk que a gente tá fazendo. E é por aí e vamos embora porque não há mesmo muito opção. Só se eu considerasse o suicídio, mas já disse que suicídio é uma vaidade tão grande que mesmo eu, com meu umbigo idiota e auto suficiente, desprezo. O suicida sempre pensa em si mesmo no caixão com todas as flores do mundo.
E seja como for eu brinco de mim mesmo e repito: mocinha que passa e me olha. Por que me olha tanto assim? Olha por que gosta ou olha por que despreza? Não entendo nada sobre intenções, apenas, e mesmo isso porcamente, sobre ações.
( E lembro de Madame Suspiro me dizendo: é óbvio que é ela que te liga. Liga e desliga. Coisa de mulher. Jura mesmo que nunca desconfiou? - Juro. - Você é tão inocente!)
Depois de 10 dias de entusiasmo a queda é inevitável. Essa é uma compreensão que sempre tento ter. Nada é tão bom assim nem tão ruim também. A tristeza do mundo é que na média tudo é morno e insosso. 1000 anos à 10 ou 10 anos à 1000? A gente sempre fica no meio termo. Sempre negociamos com nossa própria covardia e coragem, como se entre Deus e o Diabo houvesse um terceiro. Maldita mania de administrar as próprias sensações! Uma medida de sal e outra medida de açúcar: soro sem gosto que mesmo assim alimenta!
E tem também o prédio que constroem do meu lado e que me tirou a lua. Nem ligo tanto pra lua, mas gosto de olhar pra ela e dizer em voz alta: não ligo pra você! Mas agora que me tiraram a maldita da lua eu olho pro prédio e nem digo nada. A solidão se manifesta de formas absurdas.
No Coimbra tinha um cara com duas crianças. Não fazia nada, além de estar com duas crianças. Devia ser algum conhecido do Coimbra, já que o Coimbra fazia piadinhas idiotas pras crianças que olhavam pra ele com tédio. A minha conclusão disso foi óbvia e feliz: as crianças sabem das coisas.
( Na minha cabeça surge que quem tem que definir se essa senhora presta ou não presta são minhas sobrinhas. Será um tipo de teste. Duas horas com elas e depois relatório das crianças. Minhas sobrinhas não são bobas e não se deixam enganar facilmente. A {sem h, não é?} não ser que essa senhora as suborne com chocolates e doces em geral. O que também será revelador, já que, nesse caso, essa senhora terá feito uma manobra inteligente e eficaz. Bem, depois tenho que pensar nisso com mais calma. Eu também sou capaz de enganar crianças, afinal).
Agora 22:34 e meu impulso é pra que eu termine essa bosta toda. Penso isso e penso que devo inventar um novo marcador pra esse caso. Penso se essa merda de beringela tá boa ou se exagerei no sal: minha memória tá uma merda e é bem possível que eu tenha posto sal antes e depois. Mas que se dane isso. São 22:36 e tenho que terminar.



27 de fevereiro de 2008

Noite Passada -

Então ela me dava aquela chupada incrível e eu pensava o que era aquilo que ela tava fazendo já que sua boca sugava meu pau de um jeito estranho e ameaçador. Era como se a qualquer hora ela pudesse engolir o meu pau e, mesmo assim, eu estaria gostando e querendo mais. Ela arrancaria o meu precioso pau e eu não entenderia nada.


Eu tentava enxergar o que ela fazia, mas ela estava deitada em minha barriga e sua cabeça atrapalhava minha visão. Perguntava o que ela tava fazendo e ela só chupava e chupava sem nunca dizer nada. Gozei em 1 min, mas avisei antes porque poderia gozar em sua boca e isso não se faz sem avisar.

Eu tava borrado em minha porra e continuava sem entender nada e ela subiu e deitou em meu peito e eu tinha essa clara sensação de que ela tinha me roubado algo e eu olhava pra ela que parecia muito satisfeita e sorria olhando pra cima como que num mundo particular. Ela dormiu alí e eu a olhei dormindo e tentei entender porque ela tinha aquela cara daquele jeito e porque parecia tão calma quando dormia.
Eu dormi depois bem depois de olhar muito pra ela e sentir meus olhos secando e diminuindo. E sonhei a noite inteira com essa coisa estranha e mais ou menos previsível: uma velha de cara arranhada que me perguntava "valeu a pena? valeu a pena?".

26 de fevereiro de 2008

NÃO HÁ NENHUM ROMPIMENTO, NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE. HÁ APENAS O VELHO ÓDIO, A VELHA RAIVA, O VELHO DESEJO DO PUTAQUEPARIU. SEM MAIS SEM MENOS SOU INVADIDO POR ISSO E LEMBRO DA RESSACA E TAMBÉM QUE FALTA AQUILO QUE NEM SEI MAIS SE POSSO TER. CABEÇA QUADRADA TENTANDO VER PRA FORA, TENTANDO OLHAR O MUNDO. E O MUNDO NEM REAGE E O MUNDO NEM TÁ AÍ. O MUNDO É MUITO PARECIDO COM VOCÊ: APENAS A QUANTIDADE EXATA PRA SOBREVIVÊNCIA, NADA ACABA E TUDO SE TRANSFORMA, MIL PORTAS ABERTAS E NUNCA FECHADAS: DIVERSAS MANEIRAS DE SE VIVER DESESPERADO. E ARREGALO MEUS OLHOS E ME LEMBRO QUE SOU PARECIDO COMIGO: OUTRA SATISFAÇÃO IDIOTA PRA SEGUIR ADIANTE.

24 de fevereiro de 2008

dia branco.

Daqui da onde eu tô eu sei o que queria ver. Sua perna aberta e você de quatro. Você se empinando pra mim. Sem muitos melindres, sem muitos joguinhos. Apenas a dura exposição do próprio corpo de cara limpa. Apenas porque há todo esse ranso de velhas táticas que usamos pra nos defender. E a gente se defende sim, embora a gente arrisque as vezes.
Não quero mais eu como fui, não quero me repetir com meu pau duro tentando fazer com você o que já fiz com outras. Quero arrancar a novidade da sua buceta adorada. Quero meu pau esfacelado por suas carnes duras. Quero o que nunca tive e o que nunca terei. Isso pode durar 1 segundo ou 1 século. O tempo nem sempre é medido por sua duração.

23 de fevereiro de 2008

Não acredito em você e nos seus discursos pica-grossa-de-quem-trepa-muito-e-fala-mais. Esse monte de gente chata que você frequenta e que são mais ou menos discretas, mas sempre discretas.
Vá atrás do que quer que deseje, vá lá dar seus discursos. Eu entendo de discursos fracos e repetidos. Eu sou a mesma merda de outro modo. Nos parecemos e, por saber quem eu sou, lhe desprezo. Sua força é falta e não excesso. Somos merdas do mesmo cu.
E lembro da sua foto antiga que vi. E penso que você ainda é o mesmo da foto: uma cara muito limpa pra ser sincera, uma pose muito conveniente pra parecer real.
Abraços.

22 de fevereiro de 2008

menos pêlos mais possibilidades.

Aquele cheiro tesudo no meu nariz.

Enfiava meu nariz no ombro e sugava.

Queria guardar aquele cheiro pra mim.

Pra me masturbar, pra lembrar nalguma hora.

Ela disse que nem tinha passado nada na pele.

Só sabonete.

Cheiro de criança ou cheiro de buceta?

As vezes os cheiros são bem parecidos.

20 de fevereiro de 2008

OIÉS!


Cabra Cega

Ela não entendeu quando
eu lhe disse
as minhas coisas:
Ela sorriu,
virou pro lado e disse:
‘eu gosto m-u-i-t-o de você'.
Eu lhe puxei e lhe dei
1 beijo fino,
de lábios apenas.
E disse: ‘acredito’,
Enquanto eu pensava:
‘ ela não faz idéia do
horror que me provoca’
(jan de 08)

19 de fevereiro de 2008

Meu Deus, como sou fraco e patético. Não consigo telefonar pra uma pessoa. É tão simples. Falar quem sou, dizer quem me indicou e marcar uma visita. Eu deixei a máquina atender e depois desisti. Desliguei quando a máquina pediu o ramal. Merda. Por que tinha que ter ramal? Por quê? Por que eu desse jeito tão ridículo? Que merda. Saco. Tenho que me pegar às coisas que tenho: adaptar o Buk, fazer uma boa peça. Meu deus! Medo de entrar em parafuso. Saco. Sou o maior cuzão da América. (28/1/08)

18 de fevereiro de 2008

HOJE É ANIVERSÁRIO DE MAMÃE.
MAMÃE É A ÚNICA MULHER QUE PRESTA NESSE MUNDO MAU.
MAS MAMÃE JÁ É CASADA COM PAPAI
E, AS VEZES, ESSE NEGÓCIO DE COMPLEXO DE ÉDIPO
PARECE MESMO TER SENTIDO.

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17 de fevereiro de 2008

EU NÃO QUERO QUE VOCÊ SEJA FELIZ COMIGO.
EU QUERO QUE VOCÊ SEJA MELHOR COMIGO.



Camila:
- Agora você está na minha casa e eu vou contar:




" É a buceta exclusiva. É o amor PRA minha Vida - e não DA minha Vida.
É a escolha por crença. É a opção convicta.
Existem 10 milhões e estou decidido:
- 9. 999. 999 de mulheres idiotas!
Mulheres frágeis, mulheres idiotas!
Mulheres que não parem os meus filhos.
Mulheres que eu nego simplesmente porque eu não quero negar você!
(Negar você é assumir as 9.999.999 que são possíveis,
mas que não me interessam porque 1 me interessa e segue me interessando:
Porque eu quero seguir. Porque eu vejo o que eu vejo).
Com você pela vida toda:
Até que a morte nos leve,
até que a gente encare o diabo de frente
e o inferno de 4!
É por aí que o milagre é possível.
É por aqui que as coisas acontecem.
Nossos ossos são duros e nossas almas são fracas
- é por isso que a possibilidade aparece!
É possível, não é?
Eu acho."

16 de fevereiro de 2008

bah!

E vem essa sensação velha de que sou uma criança triste repetindo sonhos antigos.
E reparo nessa gente cheia de vitalidade que conversam com mil amigos pelo telefone. Tantas histórias que contam, tantas risadas que dão.
Não que eu me incomode com elas, mas é que eu não as entendo. Talvez eu gostaria de ser como elas: cheio de papos e trocas de experiência. Mas não sou e nem sei se realmente gostaria de ser.

14 de fevereiro de 2008

Ela é potente. Seus dentes perfeitos me sorrindo de manhã. Ela é potente e não sabe, ela não vê o rosto que eu vi, que é como o rosto de uma deusa antiga. E ela tem medos de criança e acha que parece mentira, mas não é.

13 de fevereiro de 2008

Um cavalo correndo no pasto é tão estúpido quanto um cavalo preso no cabresto.



Mordo minha língua e sinto o gosto do meu sangue e meio que gosto e assumo e que se dane o que eu disse o que eu pensei o que eu achei que eu era. Palhaço de mim mesmo com a boca escancarada: é melhor assim porque rio e choro sem mudar de expressão.

12 de fevereiro de 2008

1 e 1 = 2

Agora sou calmo e inteligente.
E digo:
Meu Bem:
1a): A razão é sua e a esperta é você. Você sabe do que você fala e você tem razão no que você pensa. A única coisa que eu repito é: não se poupe e não se subjugue, nunca deixe de ser realmente esperta - e pra ser realmente esperta é necessário inteligência, e isso você tem, embora desconfie.
1b): O fato de o que eu vejo não ser meu, não quer dizer que o que eu vejo não exista. Não haveria dores no fato de você reconhecer isso: 1 - que você tem o que eu vejo: 2 - que isso não é meu ou será.
2) Os seus problemas não existem. O grande problema que o ser humano tem você já teve. Você é livre por isso e não por seus discursos simpáticos, mas falsos.
3) Sou uma criança e é só por isso que posso afirmar que eu sou um anjo. Eu não minto e nem engano. Estou aqui e continuarei. Até quando eu não mentir e não enganar.
Meu Mal:
1) Não posso tolerar isso e nem quero poder. Prefiro as minhas neuras às suas. Sou simples e me protejo de maneira primitiva.
2) Não te prometo o que nunca prometi e nem prometerei. Minhas mentiras são bobagens de bar. O que eu garanto é minha honestidade - por pior que ela seja. ( E que fique claro que sou honesto por culpa e não por natureza: sou um Cristão velho e mesquinho: não gosto de ser "mau".)
3) Não me fale do que eu não preciso ouvir: a gente só se dará bem se não falarmos tudo que pensamos. (Quem fala tudo que pensa é idiota e mal informado, afinal.).