12 de junho de 2008

7 de junho de 2008

Doce gêmea.

As pequenas diferenças
entre mim e ela
no amor:
Eu gosto de butecos
e fedor.
Ela gosta de vernissages
e glamour.

5 de junho de 2008

***

Cada vez mais doce e dedicada
ela me frita bifes as duas da tarde.
Purê de Batata e Vagem com Manteiga.
Nada do que eu comeria
se ela não estivesse aqui.
Eu agradeço a comida e ela
diz que gosta de me alimentar.
Beijinhos na boca e bom apetite.

4 de junho de 2008

realatinho: a vizinha quando passa...

A vizinha mais simpática que o hábito. Estranho, bem estranho. Ela sempre com cara de má. Daí que a encontro no elevador de baixo e ela tá com um sorriso imenso e diz quanto tempo. E eu digo pois é. E ela tá com uma amiga que nunca havia visto, mas que tem uma cara tão amável quanto a dela. Penso em amantes lésbicas e logo desisto. Não por nada, mas porque isso nunca explicou simpatia. Não pra mim, pelo menos. O nosso papo continua.
- Tá sumido.
- Tô nada. Eu sempre te ouço cantando.
- ( riso sem graça, quase uma garotinha) Ai, ai, desculpas...
- Nada. Fica tranqüila. Nem me incomoda.
- Que bom, que bom ( ela diz enfiando a cara na porta do elevador, o que é uma grande ousadia pra nossa 'relação') .
Subo desconfiado e sou recebido com surpresa e susto. Maravilha. Abro uma cervejinha e cago num único movimento: lento, progressivo e eficaz. Dou uma tragada e concluo:
A Vizinha tinha bebido.

1 de junho de 2008

A. F. D. C.

Um novo projeto, uma nova punheta. Compro um livro novo pra começar. Um livro da pesada, desses que tem que se ler quando se pretende ser artista. Ao mesmo tempo que me sinto estúpido vejo que não há saída: querer - se artista é mesmo um tipo de pretensão. E é por essas que me seguro e sento minha bunda pra ler um livro cascudo. Leio como quem suga uma alma: lento e sem euforia. Deixo as frases e ideias irem me tomando. Resisto pra não me levar à sério de maneira precipitada. Nada de definir possíveis cenas, nada de criar uma trajetória dramática possível. E li o Sr. Gzinho que fala muito sobre a tentação. E ouço o que ele diz e faço com que a tentação aumente com a minha resistência. É um tipo de prazer frio que eu sinto, um prazer que vem do cérebro forjar as próprias sensações. Não sei se sei explicar, enfim.
E claro que faço isso tudo com um copo cheio do lado. Porque esse copo me ajuda a ser frio e pretensioso e também me ajuda a não me sentir um idiota por querer ser um gênio. Sim, sim, sim, eu também quero ser gênio. E, sim sim sim, se penso nisso me sinto idiota.
E conforme o copo esvazia vou ficando mais condescendente com as minhas ânsias idealistas. E confesso: é melhor ser mais condescendente consigo próprio, ainda que na louca pretensão da genialidade.
E leio que leio. E fumo que fumo. E bebo que bebo. As coisas borbulhando e a crença de que ainda é possível. Mais uma gota contra o tédio, mais um brinde pro copo vazio. Numa noite chuvosa de domingo as minhas possibilidades são as mesmas e ainda acontecem no mesmo lugar: em baixo do meu abajur.

30 de maio de 2008

Paulo Fernandinho Coelho.

Essa vida triste e bonita. O lance é segurar a ansiedade. Os momentos fantásticos vêm só de vez em quando. Nada de tão extraordinário e, no entanto, a gente vai que vai e segue que segue. Tem dias que é bem bom acordar de manhã: ela mais carinhosa que de hábito, mais beijoqueira. Uma delicadeza de pernas entrelaçadas que é difícil de explicar. Então você começa o dia entendendo que você tem que ter calma mesmo. Que as coisas acontecem mesmo que você não note. Que a vida não é aquilo que você esperava que ela fosse. Que a vida já vem acontecendo a mais tempo do que você imagina.
E tá tudo muito bem, embora nem sempre ocorra milagres.

29 de maio de 2008

toda vez que acordo tarde.

raiva súbita e desnecessária.
vontade de morder o próprio dedo,
de bater na mãe,
de passar álcool no pau.
mas
daqui a pouco volta o paraíso
e os milhares de anjinhos pelados
com seus pintinhos sem pentelhos.

26 de maio de 2008

Esse chiclete de merda na minha barba. Nem sei o que faço. Descobri ele agora, mas já deve estar grudado a mais tempo. Sabor tutifrutti o desgraçado. E tá de tal maneira que passo a língua e sinto seu gostinho. O desgraçado mantém o açúcar apesar de tudo.

Melhor é nem fazer nada. Deixo ele lá grudado que ninguém sabe mesmo. Se não lambo ele hoje eu lambo amanhã.

Outras Mentiras.


21 de maio de 2008

lógica infantil: genial.

(by Inaie Duarte)

Laerte

ROUBADO DA SR. FERNANDA D'UMBRA, MOÇA DE MUITO BOM GOSTO.


*

Daqui donde eu vejo, eu digo: sou chato, sou chatérrimo. Quase qualquer merda pode me incomodar. E sei que é merda, mas me debato com isso. Não gosto sempre de quem eu sou e nem da minha falta de tranquilidade. Acho até 'bonitinho' eu não ter aproveitado as chances de suruba que tive, mas preferia ter trepado com essa gente sem alma que já apareceu. Eu, aqui, sou uma criança, ela diz. Ou o homem caverna que, pelo menos, tem humor. Tudo muito divertido e cínico, como dever ser, afinal.

19 de maio de 2008

&

Essa bundinha até parece um sol. Olho pra ela e vou ficando quentinho. Branquinha como o quê e com 2 curvinhas em cada banda. Meu pau ficando duro por cada curvinha: 4 x duro. Meu pau duro fica feliz. Eu também, afinal. A bundinha passeia pra sair do banho, passa toalha pra secar e creminho pra ficar macia.
Anda devagar e empinada pra abrir a geladeira e beber água do gargalo. E eu só finjo que leio enquanto coço a cabeça do meu pau.

15 de maio de 2008

i love you.

O fato é que eu não tenho o que falar. E é por isso que eu me repito nas velhas formas. Porque aquilo sou eu ao avesso no meu estereótipo antigo e já superado por nós. Porque eu não sou meu umbigo e você também não é envenenada. E essas coisas acontecem pra que eu, que sempre falo muito e sei de tudo, fique burro e em silêncio. Porque falar disso é sempre pouco. Porque ninguém vai entender nunca e porque sempre haverá os olhos dos outros sobre nós. E eles não importam porque eles não sabem das tardes e dias e noites e berros e gemidos e beijos. Porque eu sou outro contigo. Outro que me agrada mais, mas que me obriga a assumir as fraquezas e ficar cheio de remelas nos olhos. Porque agora tem essa luz terrível lá no fim de tudo. Essa luz que dá medo porque cada vez mais e mais e mais e mais. Porque sinto saudades da minha potência aparente e do meu mundo simples e auto suficiente. Porque desprezar é simples e mentir encanta. Porque, afinal, o amor dói e aumenta o medo da morte.

14 de maio de 2008

____

Não sei se toco uma punheta com esse pau mole desgraçado.
_
A Filha da Puta não me chupa a 3 semanas. Eu pedi com toda delicadeza possível e ela disse que não era assim que essas coisas funcionavam, que tinha que vir de dentro, de ser um ato espontâneo. Blá-blá-blá. Espero apenas que essa coisa de dentro surja quando eu estiver por perto. Porque se não é bem capaz dessa espontaneidade toda me enfiar um par de chifres. Aí eu vou tá na merda de vez. Prefiro ser punheteiro do que corno. E todos meus amigos sabem que sou paranóico com essa coisa de corno. Já fiz o diabo pra descobrir um chifre e nunca descobri. E o pior é que o fato de eu nunca ter sido corno só me leva a crer que eu serei. É uma vida desgraçada essa.
E agora essa Filha da Puta deu pra regular o sexo. Fica alí com a bunda empinada e se ofende quando eu me aproximo. Diz que eu não sou romântico e que só gosto dela por causa da buceta. Como se buceta não fosse motivo suficiente. 3 semanas sem uma chupada e 16 dias sem trepar. É foda. Assim não dá. Aí é melhor voltar aos velhos hábitos, ligar pras mesmas piranhas de sempre e voltar a fazer aquele sexo sem alma que, pelo menos, eu fazia.
Mas não, eu tinha que ser um viadinho fresco. Tinha que ter essa mania de sexo com alma. Porra. Enfia a piroca e futuca pra ver se a alma sai. Nunca se sabe onde cargas d'agua a alma se esconde.

12 de maio de 2008

1-

ESSES GRITOS QUE ELA NÃO DISSE E QUE ME TORTURAM.

QUE A LOUCURA VENHA RÁPIDA E NUM ÁTIMO DE DOR E RAIVA.

NÃO QUERO O SORRISO TRISTE DA CRIANÇA QUE NÃO TEM MÃE.

NÃO QUERO O CARINHO LIMITADO DE QUEM NÃO TEVE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.

NINHARIA POR NINHARIA EU PREFIRO AS MINHAS.

CÉU AZUL É VISTO ATÉ POR CEGO.

ASFALTO CINZA É LÓGICA DE CAIPIRA-CULT.

-

E TODOS OS MEUS SONHOS SÃO BELOS E TRISTES,

E SÓ SÃO BELOS PORQUE SÃO TRISTES E NÃO O CONTRÁRIO.

E AS DESCULPAS QUE EU OUVI NÃO ME CONVENCERAM E

OS MEUS PAIS SÓ ME AMAM PORQUE NÃO ME CONHECEM

E AS MULHERES FRIAS QUE EU COMI ERAM APENAS PERNAS ABERTAS COM PÊLOS NO MEIO].

-

( E FICO EM CASA SONHANDO SOZINHO

E PENSO NO MUNDO E ACHO UMA MERDA

E PENSO NA IMAGINAÇÃO E ACHO UMA MERDA

E VEJO EU MESMO NO ESPELHO E ACHO UMA MERDA COM HUMOR.

"O HUMOR, OH CÉUS, O HUMOR":

A ÚNICA SALVAÇÃO DOS IDIOTAS PREPOTENTES).

-

E LÁ FORA HÁ GENTE DE TUDO QUE É TIPO

E TODOS ELES SÃO ELES E, EM NENHUM DELES, HÁ NENHUM RESQUÍCIO DE MIM

E EU OS DESPREZO POR ISSO.

PORQUE SOU PREPOTENTE,

PORQUE SOU IDIOTA,

PORQUE ESCREVO PARA SER LIDO PELA MULHER QUE TOMA BANHO NO MEU CHUVEIRO.
-
( E REPARO, QUASE SEM VIDA, QUE OS MORCEGOS FAZEM UM BARULHO FINO E SEM DEFINIÇÃO E LEMBRO QUE SÃO OS ÚNICOS MAMÍFEROS QUE VOAM DAS PEGADINHAS DE ESCOLA QUE DANIFICARAM MEU CÉREBRO).










*

Minha mesquinharia gosta de boa companhia e é por isso que ando com poucas pessoas.
-
Claro que gosto de falar merda e ser admirado. Não gosto é de pedir coisas, mas gosto de exigir. Diferença mais sutil do que imagina a criança velha com quem gosto de rivalizar mentalmente.
Dane-se.
Eu me sinto muito bem, obrigado. Não peço migalhas publicamente e nem faço questão de parecer bem informado e/ou pop-com-muitos-amigos. Meu orgulho é de outro tipo: é nunca ter ido ao "Democrático", é nunca ter nadado no mar de merda de Copacabana.

11 de maio de 2008

Homenagem ao Dia das Mães.

Qualquer idiota com o mínimo de decência já pensou em comer a própria mãe. O Sr. Freud falou disso e vamos combinar que o Sr. Freud era mesmo um judeu espertinho. Ele deu o nome do outro, o Édipo, que, enfim, chegou as vias de fato com mamãe. O que não é bacana e sim sim, Sr. Fátima, é tabu no sentindo tão profundo que você queria que eu dissesse e eu não disse.
Mas o fato é que mãe é mãe e que todo o resto gira em torno disso. Uma vez, conversando com o Aramico, eu disse e ele aprovou: o único amor real é o de mãe. E ficamos os dois bebendo, lembrando de nossas mães e as coisas que elas têm e que todas as outras mulheres nunca vão ter. É mesmo uma pena. Sorte de papai, pelo menos. Ele come sua mãe e se lambuza, e ainda pode fazer isso sem culpa. Uma maravilha.
E mãe é pra vida toda. É aquela buceta sagrada pela qual passou*. Aquela que foi dona dos primeiros peitos que chupou, que o alimentou do modo mais brutal que poderia: com as excrescências do próprio corpo. Mãe é a prova que somos todos animaizinhos tristes em busca da própria autonomia.
E afirmo, com os meus 26 anos, que minha mãe é gostosinha pacas. Ela tem 53 e uns peitinhos que resistem ao tempo. A bundinha também, sem marcas aparentes e empinada na medida do possível. Mamãe é um espetáculo e papai continua se dando bem.
Mas o que importa é que quero ter filhos e que, um dia, serei eu à comer a mãe deles. Uma maravilha: até imagino a inveja que eles terão de mim.

* E realmente me sinto muito frustrado por não ter nascido de parto natural.

10 de maio de 2008

-

De manhã tem essa tristeza louca e quase bonita. Uma dorzinha que você lida com certa indiferença porque sabe que passa. Todos gritos da noite e todos os pesadelos de humilhação e desprezo. O mesmo medo de sempre: medo da morte que é o medo do fim, medo do mundo que existe independente de nós mesmos.
É claro que tem que ser assim. É grande e é terrível e é assim. Não é simples e nunca será. Não pra mim que invento manias de grandeza e faço de conta que a vida pode ser mais do que é.
Sou bem infantil, afinal.

9 de maio de 2008

-

Durmo demais e fico num puta mau humor. Todo café é pouco e a rotina é parecida.
Vejo os blogues de sempre e outros de estranhos. Comprovo minha matemática que sempre me protege: um péla-saco se afirma na repetição.
Gente demais por todos os cantos. Desesperos parecidos e antigos. Toda opinião é uma vaidade mal disfarçada.
Um friozinho bom e uma mulher do meu lado. Não tenho do que reclamar, mas reclamo assim mesmo .
( E lembro que um chato é um chato e sorrio sozinho me sentindo muito bem, obrigado).

7 de maio de 2008

¨

A técnica dessa piranha é óbvia e previsível: ou me trata muito bem ou me trata muito mal. Alterna de um pra outro sem transição. Tenta me confundir com excessos. Nos momentos em que está inspirada ela aperta seus olhinhos miúdos e faz um tipo de chiado com a boca. Eu aproximo meu ouvido e ela solta uma gargalhada louca. Depois vira de costas e sai fazendo barulho com as botas do exercito que herdou sei lá de que morto.

%

Sem nenhum saco pra nada. Bla-bla-blá demais. Velho demais. Repetido e gasto demais. Já me basta a gorda com cheiro de morango que sentou do meu lado na peça mais estúpida dos últimos anos. Prefiro eu mesmo como sempre. Não quero ouvir o que já foi dito. Não quero saber das mesmas merdas que todos fazem pra se sentir vivo e confortável. Eu sou isso, eu sou aquilo. Uma legião de idiotas e eu no meio deles: falando sobre mim como se eu soubesse algo de oculto.
Não sou modelo de mim mesmo. Não sou grato por nenhuma das minhas trapalhadas. Minhas invenções sem alma eu asfixio rapidamente. Minha vaidade ainda me salva por excessos.

5 de maio de 2008


Sua
boquinha
aberta
me
deixa
satisfeito,
mas
seus
olhinhos
miúdos
ainda
não
me
convencem.

29 de abril de 2008

poizé. clica já.


SE UM DIA VOCÊ QUISER VOCÊ ME DIZ:
-
POSSO SER QUALQUER COISA QUE EU MESMO INVENTE.
POSSO DAR O CU SE ASSIM EU DECIDIR.
O QUE ME IMPORTA É A FORÇA E A RADICALIDADE.
O PARAÍSO OU O INFERNO.
(NO PURGATÓRIO SEMPRE HÁ POSSIBILIDADE DE ESCAPATÓRIA, E É ISSO QUE NELE ME IRRITA.)
OU SIM OU NÃO.
OU SEMPRE OU NUNCA MAIS.
-
QUERO APENAS
UMA FLOR ESTÚPIDA
QUE NASÇA NO MEIO
DA TESTA
DE UM IDIOTA
QUE EU MESMO
DESPREZE
E QUE
EU MESMO
ENGANE.

Passarinhos esmagados na mão.

Alimente meu ego devagar e com volúpia. Eu posso ser meu avesso com mais facilidade do que imagina. Posso mentir tanto que a confusão seja tanta que nem mesmo eu seja capaz de decifrar as bobagens que existem entre o sim e o não. Minha loucura é bonita e comovente. E se eu não a aciono é apenas por instinto de manutenção.
Sim, sim, eu também posso fazer as coisas mórbidas e vulgares que me excitam. Eu também posso alimentar os animais fracos que eu manipulo. Tudo muito confortável e frio: eu acima de todos que não sou eu: rasgando carnes que imploram por perdão, regando flores com a água de coliformes de Copacabana.
Matar com crueldade é mais prazeroso que matar por vingança.
E todas as possibilidades ainda existem apesar do que eu faça. Com um telefonema sou capaz de mudar minha própria vida. Basta convencer uma mulher a me dar o cu pra provar do meu próprio veneno.
Sou comedido por precaução. Sou fraco por estratégia.
Toda profundidade é manifestação de desespero.

26 de abril de 2008

3° cervejinha num sábado às 15:00 hrs.
Benzinho, devo te dizer: agora eu sou um gênio. Esse álcool delicioso no meu sangue e minha leitura e solidão. Nada de mais, mas nada que aconteça quando estou com você, minha senhorinha eleita e decidida.
( E penso que se casarmos devemos ser ricos e termos uma casa enorme. Tão grande que eu fique sozinho mesmo sabendo que você está à metros dalí)
É que tem essa coisa: solidão que dá conta de mim, como se eu me bastasse, como se você nem mudasse minha vida que só muda mesmo contigo. Não sei se sei explicar.
Mas é que pra mim é pouca gente. É mesmo pouca gente que importa. 5 da família que são do sangue e foram dados e não escolhidos. E 1 outra que é você. Que pode me trazer outros, mas que será sempre resultado daquilo que eu quis. E você já sabe que o que eu escolho e decido é minha maior glória e alegria. O que tá fora disso é o imponderável. E o imponderável é real, mas não divertido. Sei lá, sei lá. Escrevo só pra você e nem me preocupo com quem não me entende.

http://depositodocalvin.blogspot.com/


Relatinho

Bem simples e bem direto:
No Coimbra me acalmo e parece que sou eu mesmo. Cervejinha e livrinho aberto.
Os dois adolescentes chegam. Faço que leio, mas só reparo na conversa deles. O de sempre: ele deprimido e ela dando conselhos. Ele mais velho e ela mais nova. Com certeza 16. Garrafa de vodka e uma sprite meio cinza que ainda não vi por aí. Presto atenção na conversa. Perco o interesse e volto ao livrinho. Leio e me animo. Ela interrompe:
- Você tá lendo Bukowski?
- Não. Jonh Fante. Um cara que o Bukowski gostava...
- Parece a capa do Bukowski...
- É a mesma editora.
Falo pro moleque que a acompanha. Quero ser simpático. Comento que trabalho com teatro e fiz uma peça com textos do Buk. Eles falam e comentam. Adolescentes descolados e interessados, um estereótipo às avessas. Ela é bonitinha e já tinha reparado. Ele o tipo pateta clássico: fala de mulheres pra mulher que ele quer pegar. O de sempre. Fazia isso também.
Ela fala mais que ele e revira o piercing da língua que eu ainda não tinha visto. Ela fala:
- A gente tá indo pro bar bukowski. É bem legal lá. Mesa de sinuca...
- Sei onde é.
- O engraçado é que descobri o bar depois do livro que tô lendo dele. Bem legal. Você devia conhecer.
- É, é.
- Um monte de bêbado...
O garoto fala e ri. Ela não. Ela é mais esperta.
- A gente tá indo. Vai um dia. Você vai gostar. A gente tá sempre lá. Tem sinuca.
- Um dia eu vou sim...
- Até.
- Até.
- Até.
Leio mais um capitulo e trago 3 pra casa. Quando chego não tem Internet e leio mais um pouco. Telefono e descubro que o problema é da Net. Relaxo e leio mais um pouco. Penso que Madama Suspiro me lançou uma praga. A Internet volta e escrevo.

25 de abril de 2008

mau humor:

Tem que fazer o diabo e chegar junto. Descobrir endereço, achar telefone, rezar em latim. Tem que ser tanto que eu não suporte. Porque esse conta gotas de bom senso eu mesmo tenho. E até acho comovente e tudo mais. Mas não assim. Não com códigos loucos e indecifráveis.
Arromba a janela e me tira do marasmo. Arranca minha carne e prove minha alma. Velhas regras que inventei e não segui.
Nada me basta e meu saco enche como o saco de qualquer outro. O turbilhão ainda me seduz, a mentira ainda se mistura com a verdade. As mulheres que apanham ainda são cúmplices dos homens que lhes surram.

24 de abril de 2008

22 de abril de 2008

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ADORO ESSAS MULHERES QUE FICAM ME ESTOURANDO ESPINHAS, CRAVOS E OUTRAS MERDAS QUE SAEM DO MEU CORPO. AS MÃOS À POSTOS, OS OLHOS ARREGALADOS E FIXOS. A BOQUINHA CONTRAINDO ENQUANTO O SEBO BRANCO SAI DA MINHA PELE. E DEPOIS O MOMENTO INFALÍVEL:
- OLHA SÓ, MEU AMOR, ESSE ERA DOS GRANDES.
E VEJO AQUELA MINHOQUINHA BRANCA NA UNHA VERMELHA E PENSO QUE A FELICIDADE É POSSÍVEL.

do blogue do solda: clica cá.

(DESENHO FODÃO DE ORLANDO PEDROSO)

16 de abril de 2008

Cada um escolhe suas torturas e suas glórias.


Eu sou eu mesmo e sigo como sou. Não vou fazer concessões para mendigos que me comovem, mas fedem. Meu desprezo é meu melhor e sempre foi. Dona Terezinha que sempre me diz: saiba de si, meu filho, saiba de si. E Dona Terezinha nem sempre emplaca, mas o que me interessa eu uso e fico mais egoísta. E melhor.

exorcismo messiânico

- Sabe como é?
Você olha pro mar e acha bonito. Seus pés tão mais ou menos firmes na areia suja de Copacabana. Os bichos rondam sem parar.
Você se distrai vendo aquele mar cinza que é o mar de Copacabana e ouve os pequenos grunhidos que se aproximam. Milhares de ratinhos à sua volta. Mostram os dentinhos e arregalam aqueles olhos pretos e sem pupila. Param e coçam o fucinho quase com ternura. Você sente asco, aquele bicho nojento que mora no esgoto e que revira na merda. Você faz o que o pode fazer: bate palmas e chacoalha os braços. Faz um Xô! Xô! com a boca e eles recuam sem muita pressa, sabendo que daqui a pouco voltam.
Os piores são os mosquitos. Você não os vê e só sabe que eles estavam alí depois que já lhe picaram. Claro que se você os ver na hora em que picam, quando estão concentrados em tirar seu sangue, você pode os matar. É simples: basta dar um tapa em si mesmo. A mordida ainda coçará, mas não se pode ter tudo e, pensando bem, ainda é você que tá no lucro.
Os urubus sobrevoam e nem chegam a lhe ameaçar. São os mais feios e asquerosos, mas estão metros acima. Os urubus têm essa coisa de nunca estarem sozinhos. Eles são pacientes e comem muita carne podre por aí.
Eles esperam que você apodreça, mas você resiste. Você lembra que só ficará podre depois que morrer.
Antes de chegar em casa você senta de novo no bar e toma uma cerveja e pensa que bicho é você. Você não chega a nenhuma conclusão, mas se sente muito satisfeito. A cerveja lhe acalma e você nem é de praia. Os fantasmas só existem pra quem acredita neles.(13/02/08)

14 de abril de 2008

A velha rotina:
É estranho. Quase sem sentido. Parece até que to afirmando uma coisa pra uma pessoa morta.
Vou pro bar e bebo 1 lá. Bato um papo besta com o Sássa e descubro que o filho dele é locutor da Nativa e que a filha termina a faculdade de teatro em Agosto.
Subo com duas e tudo é imediato e rápido. Viro a chave e acendo a luz. Direto pra direita e outra luz e porta 1 aberta e porta 2 também. Sacola na pia e separo uma e outra fecho dentro das duas portas. Abro a separada e pego o copo largo com desenho do Ziraldo em comemoração da copa que já perdemos. Encho o copo e dou um gole. Ligo a máquina e vejo se ela tá acordada. Tudo ok e aperto enter pra logo em seguida acender um cigarro e ir cagar de porta aberta. Um grande peido no primeiro trago é tudo que sai de mim. Leio um poema do livro preto que tá no chão e o cigarro já tá na metade. Lavo mãos com o cigarro entre as páginas do livro que já tá no fim após tantas cagadas.
Volto: e-mail, janela de msn, orkut, blogue dela, blogue meu. Login e a página branca e brilhante na minha frente. Escrevo o que pensei no bar, escrevo o que pensei cagando. Lembro dela. Agora lembro sempre dela. Penso: o mundo é melhor agora. Boa noite, meu bem.
-
( Agora é tudo pra você e parece até ironia. A J. me disse que meu blogue perdeu a graça porque tô como eu tô. Ligo o foda-se pra J. e continuo assim mesmo).
você olha o suor na minha testa

e acha bonitinho

eu penso que o tempo passa

e também o carinho

13 de abril de 2008

Um chato é um chato é um chato.
É simples: ele entra na mesa e tem cara de panaca. Se veste muito bem e está claro que é um cara saudável e com muitas opiniões. E ele fala todas.
Estamos num boteco e a regra deveria ser clara: papos cruzados, assuntos variados e, de preferência, breves. Nada de falar uma única coisa durante horas. Ainda mais se essa coisa for sobre si e/ou sobre sua nova obra genial.
Mas um chato é um chato e ele manipula a mesa em segundos. Você se sente preso, sufocado. Vai no banheiro e mija apenas duas gotinhas. Volta e ele tá lá ainda. Agora ele comenta as emocionadas reações das pessoas sensíveis à sua obra. Depois comenta a velha e repetida verdade sem graça: "impressionante como a platéia de São Paulo é diferente da do Rio de Janeiro".
E um chato precisa de apoio por mais chato que seja. E o apoio vem: "uma vez fiz uma peça no sul, realmente a diferença é brutal". E o chato retorce sua boquinha num sorriso que usa pra engolir saliva. Saliva engolida e o chato tem mais meia hora de história sobre o mesmíssimo assunto.
Você se retorce sozinho e acende outro cigarro. Pensa na mãe, pensa na morte, pensa, enfim, por que estou aqui? Cada comentário que fazem ao chato é uma ponta afiada nos olhos: elas dão mais 5 min à ele.
E fuma que fuma e viva os cigarrinhos que o chato, como não poderia deixar de ser, despreza. E você, o único fumante da mesa, tenta não se manifestar sobre esse novo interessante assunto único do chato.
Você se segura e solta um resmungo sem muita força, apenas pra deixar claro que você sabe que ele é chato. Ele te olha e insiste na piada. Ele é engraçadíssimo e simpático: como todo bom chato, afinal.

9 de abril de 2008

coerência interna.

e não é que a danada da faca cortou o meu dedo bem na hora que eu dividia a enorme bucha em dois?
ai ai ai. esse mundo é cheio de gracinhas.

8 de abril de 2008


o estranho é que seus olhos estavam belíssimos. e o mais estranho é que eles só estavam assim porque havia chorado. eu reparei muito neles naqueles poucos minutos. onde é branco estava vermelho e o verde/azul era roxo, quase roxo, quase escuro de tão roxo. Eu pensei: bonitos agora no meio das trevas: púrpuras.

confusãootimista

Celebre a vida como ela for. Sem mais nem menos, celebre. Não há pecado e não há perdão. Há apenas a turbulência e a loucura diária. Mil formas em mil corpos que realizam mil metamorfoses.
Uma das maiores tristezas é a eterna necessidade de explicação. Nem tudo se explica e as explicações se aproximam mais do desespero do que da verdade. A verdade não existe e, se um dia existir, não deve ser revelada. Uma verdade revelada é estúpida e fraca. A verdade real nunca deve ser dita. Podemos apenas relatar as verdades do tempo e do espaço, dos ocorridos com ou sem alma.
O mundo é justo porque não sente perdão. A vida passa veloz e quem bobear corre atrás dela. Os milagres são possíveis, mas exigem sangue, esperma, suor, dor e desespero. Eu não salvo ninguém e ninguém salva ninguém e ninguém me salva também. A melhor justiça humana ainda é feita no olho por olho e dente por dente. Somos macacos crescidos e apenas isso. Somos bichos no cio procurando se reproduzir.


7 de abril de 2008

coisa rica -
sinto saudades
e também minha pica.

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Então tem essa gorda horrorosa que me espia. Não posso fazer nada: bunda na janela é a regra. Mas nunca gostei de gordas. Explico: é que também sou gordo e dois gordos trepando é uma coisa dos infernos. E digo isso por experiência própria. Barriga demais e meu pau nem é tão grande assim. Fora que vi a imagem no espelho e fiquei horrorizado: meu pau diminuiu uns 2 centímetros na hora. E a gorda berrava e tinha esse gemido grosso de gorda baixo tenor.
Agora essa gorda tá obcecada e me espia como uma louca. Vejo meu site meter e se tenho 10 visitas, 7 são da gorda.
Falei sobre isso com a minha mãe que me aconselhou a emagrecer e fazer exercícios. Como sou um filho rebelde escrevo esse textinho aqui com esperança de espantar a gorda.
Até prevejo seus olhinho miúdos entristecidos com esse texto: - come chocolate, criança, come chocolate.

5 de abril de 2008

É uma dor enorme: a minha e a do mundo.

Mas a minha é maior porque eu caibo em mim

e o mundo não.

A gente só lamenta pelo que já sabia de antemão,

minha vó sempre dizia isso com os olhos arregalados e vermelhos.

E hoje passeio distraído pela casa velha e feia

e tem gente nela e essa gente me agrada e me arranha.

E lembro da minha vó que tantas vezes me acusou de sujar sua casa com os meus pés sujos.

- É vó...! Você tinha razão!

por uma vida melhor.

Sempre achei rídiculo homens que bebem champanhe: aquele líquido com uma cor insossa numa tacinha delicada e fazendo bolinhas. E ainda há os que defendem o champanhe e que convidam mulheres para beber uma 'tacinha'. E essas mulheres acham lindo e comovente o convite. E bebem bastante e o homem delicado consegue comer um cu de mulher depois do encontro. Tudo bem calculado e feminino: beijinho na nuca, mocinha de lado e a cabecinha do pau sugerindo o caminho.

4 de abril de 2008

há todo esse delírio embutido. minha cabeça dando nó e um suor filho da puta me empapando durante a noite. e rezo pro deus gordo que eu não acredito. e peço perdão por pecados alheios que eu não compreendo. e tento tomar distância e me sinto frio e oco. e me aproximo e o desespero aumenta e a luz apaga. uma multidão inteira em volta da cama: danças loucas e chatas que só satisfaz quem se basta. eu não posso dançar, mas sempre há quem pode. um passinho pra frente e um passinho pra trás: a estabilidade vulnerável dos artistas de gaveta.

2 de abril de 2008

de novo na casinha verde.
umas conchinhas bacanas e outras pra catar.
sou quase um monge agora:
nu e de tênis saindo pra comer um sanduiche natural.

24 de março de 2008

Esse é o primeiro texto no meu primeiro dia de note book. É mais uma bela punheta pra se seguir em frente. Punheta que ilude bem durante longo ou curto tempo. É uma dessas conchinhas que me alimentam. Tanta bobagem, bom Deus. E isso é que é o mundo e a vida: a gente segue que segue e baba que baba. Muitas revoltas futuras acontecerão, muita desgraça e muita tristeza também. É essa a louca justiça: haverá os milagres, as fodas fantásticas, a esperança louca no sorriso que a mulher amada lhe lança depois de um orgasmo.

E também não há frescura. Há a vida em toda sua loucura e glória. Só isso, tudo isso.

Virá cada coisa. Nem sei se posso esperar. Essa loucura diária, esse hálito louco de cigarro e rosas. Essa delícia de sentir a vida sem sentido escorrendo lenta e, no entanto, com exatidão.

A maravilha do mundo, nesse momento, está num note book.

21 de março de 2008

BUK NA RUA - TEATRO NOTURNO PARA ADULTOS INSONES.




ANTI CIA DE TEATRO


DE 25 À 29 DE MARÇO


NO FESTIVAL DE TEATRO


DE CURITIBA


ÀS 22:00 NO LGO. DA ORDEM -


PRÓXIMO AO BEBEDOURO.
EMAISNÃODIGO!


20 de março de 2008

me arranca de mim me entorta o pescoço me cospe tudo na cara. abre as pernas e põe seu riso cínico na boca. me chama de tesão me chama de canalha. geme tão alto que até esquece que trepa comigo.

19 de março de 2008

Natureza? Humpf!



Nem revolta nem teste. Apenas as soluções. Milhares de formiguinhas que trabalham juntas para matar o invasor do formigueiro. Tudo é mesmo muito bonitinho e comovente, mas nem acho fodão. É a natureza e seu maldito curso natural e bla-bla. Tão chatinha essa natureza. Sempre com a coisa do tempo, das estações, do plantar e depois colher. Bem mais divertido os arroubos: seja a terrível bomba atômica, seja o intestino com virose. Nada de cagar 3 vezes por dia sempre no mesmo horário.

( E agora lembro que a minha garota preferida cuida muito dos próprios dentes: fico na dúvida se é pra sorrir ou morder melhor. Sim, sim, tenho lá minhas diversões, não é?)

E quando chegava em casa vi uma mulher que mancava. Ela era muita exagerada e ridícula. Mancava como se fosse quase impossível andar. E o namorado ao lado dela lhe apoiava o corpo e dizia: mais um passinho, coração, mais um passinho. O amor tem mesmo suas armadilhas.

18 de março de 2008

toda essa loucura e todo meu excesso de cigarros. toda minha dor só e minha indecisão. minha necessidade de saber o que faço, se faço não faço, se insisto ou não. tem esses dias de tortura quando minha mão treme.
Reviro do avesso.
Penso penso penso.
Maldito bicho de pé
que me coça os dedos.

17 de março de 2008

enquanto isso...

(foto do blogue do Solda - clica no título pra ir lá)

Aquelas malditas girafas ficam me encarando. Comem suas folhas e me encaram. Até abaixam o pescoção pra me intimidar. Elas são várias e eu um. Tá certo que sou mais esperto que elas. Eu me escondo e tenho as minhas manhas. Elas só olham pra cá com aqueles olhos-bolotas-pretos e acham que se esconderem o pescoço eu não vejo seus corpos. A minha vantagem é que sou mais esperto. Sempre fui esperto. Minha mãe me disse e ela sabe tudo sobre girafas.

Tenho só que decidir. Tenho algumas horas pra isso: antes do sol ir embora e eu ficar no escuro. Porque no escuro sou péssimo e sei que perco minha clareza e tudo mais. Mas o escuro ainda tá sob controle, há não ser que venha uma maldita tempestade pra escurecer tudo antes. E, de qualquer maneira, mesmo uma tempestade se anuncia.

Posso começar a correr e bater os braços em cima do corpo e fazer muito, mas muito mesmo, barulho. As girafas se impressionam facilmente e disso eu sei faz tempo, pois mamãe ensinou. Eu era bem pequeno e ela já dizia: é só berrar e bater os braços, elas não resistem, mesmo que sejam maiores que você.

Tem o risco de elas ficarem me olhando e nem saírem do lugar. Mas tanto faz. Risco por risco, eu prefiro os grandes riscos. Quem resiste à pouca coisa nem sempre é forte...Bla bla bla.

A opção de ir embora sem sequer encarar as girafas também me agrada. Nunca precisei de girafas pra viver, afinal. E também, mesmo que eu as vencesse, em nada isso melhoria minha vida. Apenas ficaria contando pros meus amigos: teve uma vez, numa selva terrível, que eu fiz várias girafas correrem...

De forma que eu vou mesmo é esperar ficar quase noite. Quando faltar 15 min. para o maldito lusco fusco eu me decido. As opções são apenas duas. Entre duas é mais fácil escolher. Prefiro assim.
A garota mais legal do mundo com os olhos mais bonitos que já vi. Ela me contou algumas histórias, me enrolou em outras e me deixa puto e satisfeito em questões de segundos. A garota da bundinha de ouro que tantas fez que me ferrou e que fica rindo como louca quando eu mexo em seu nariz. Que chupa meu pau que reclama de frio que tenta fugir no meio da noite. A garota séc XIX sempre dividida no que quer e no que pode ser, entre o laranja e o vermelho, entre o requeijão e a maionese. A garota bacana que tem medo de si. Que me assusta e me encanta. (fev/2003)

Allan Sieber - Clica cá!




16 de março de 2008

Se eu agüento tá tudo certo
e tudo pode ser assim,
mas eu garanto,
por mais que eu queira,
nem tudo depende de mim.

14 de março de 2008

tudi

Arrebento a sua cara com um ódio doce e jamais pensado. Tem essa sua boca vermelha me olhando enquanto faz beicinho. Eu não concordo em nada contigo. Eu vejo todas as merdas que espalha pelo mundo. Eu apenas ainda não entendo se isso vem da sua tristeza ou da sua falta de crença.
Sempre falando mais alto, achando que o volume faz com que seja ouvida. Sempre com caras e bocas, pensando que se expressar faz com que tenha alma. Sua velha matemática de sim e não e gosto e não gosto. Seus métodos de encarar a vida como coisa sem sentido e que está além de suas possibilidades.
(Eu me repito aqui dentro porque eu também tenho minhas boas mentiras que me alimentam e me satisfazem. A diferença entre nós dois é óbvia e patética: eu sou eu e você é você).
Longe de tudo isso tem um monte de gente que segue o mundo de maneira muito mais decente e esperta. Gente pelas tampas que não fica nesse calculo louco que eu faço quando penso numa boa mulher. Gente que segue em paz e que vive bem em companhia de plantas e cachorros. Todos belos à sua maneira, todos importantes em suas futilidades, todos zumbis que arrancam a pele achando que alí está o sangue. Todos eles e todos nós. É como me disse uma velho conhecido: somos apenas uma experiência de Deus, apenas uma maquete do Arquiteto - seja lá o que isso quiser dizer...
E hoje, quando voltava pra casa na chuva, com meu casaco antigo e com estampa do exercito, teve esse pequeno milagre que me salvou a alma:

Uma mulher muito bonita me parou e perguntou o meu nome. Eu respondi e ela pediu desculpas e me explicou que tinha um namoradinho de quando tinha 10 anos com quem estava sonhando muito e que ela achava que eu parecia o que ele seria quando crescesse. Comentou que havia mudado de cidade com 12 anos e que tinha voltado pra cá há pouco tempo e que, desde então, andava sonhando com ele. Disse que estava grávida e que queria ter certeza de que esse namoradinho ainda estava vivo, pois estava com a cisma de que talvez o seu futuro bêbe fosse ele reencarnado, já que sonhava tanto com ele. Eu perguntei pra ela se já tinha procurado a escola em que estudaram a 4° série juntos e o rosto dela se iluminou num sorriso louco e desesperado: " Eu tinha razão quando vim falar com você. Muito obrigada." E pegou na minha mão meio que agradecendo e partiu saltitante com uma saia cinza-executiva. Ainda deu tempo pra eu reparar no seu salto vermelho e na sua bunda fantástica. No Coimbra pensei nela: fiquei na dúvida se o que ela disse era verdade ou mentira. Decidi que não importava e me senti ótimo.

relatinho

Asfalto triste: piranhas passando e atravessando a rua.
Bem loira e vulgar: saia jeans e camiseta branca, anda como se tivesse uma banana no rabo.
Na padaria o mesmo papo de sempre: vê um free maço? Aqui. Obrigado.
E olhei pro lado antes de entrar no prédio e reparei que tinha um cara de chapéu parado na esquina. E achei estranho e bacana: um cara de chapéu embaixo do poste.

13 de março de 2008

Ferro na Boneca
Os Novos Baianos

Composição: Paulinho de Boca de Cantor e Morais Moreira

Não, não é uma estrada,
é uma viagem
Tão, tão viva quanto a morte
Não tem sul nem norte
Nem passagem

Não olhe, ande
Olhe, olhe
O produto que há na bagagem

Necas de olhar pra trás
O quente com o veneno

É pluft, pluft, pluft, pluft
É ferro na boneca
É no gogó, nenê
É ferro na boneca
É no gogó nenê
É no gogó nenê
É no gogô...

ponto final.

Segura o rojão e segue pra frente. Há que se ter força, há que se ter coragem. Arrancando leite de pedra eu digo pra mim mesmo: eu não quero nada como foi ou como tenha sido. Não quero piedade, nem proteção. Quero a alma lavada, o enfrentamento total, o abismo sem fim. Quero a eternidade e a dor que ela representa. Quero quebrar o muro e andar de mãos dadas na Europa.

12 de março de 2008

11 de março de 2008

Comprei 2 sortes pra megasena que corre amanhã. Tá valendo 15 milhas. Se eu ganhar tô na merda. Se não, continua valendo. É engraçado rabiscar os números e cogitar o milagre. Eu me divirto: 15 milhas pra gastar não é brincadeira.
ESTOU ATERRORIZADO E APAVORADO. AS IMAGENS DESSAS COISAS GRANDES ME FAZEM ASSIM. TO FRACO E VAGUEIO DE UM LADO PRO OUTRO. JÁ TOQUEI 2 PUNHETAS E NADA ADIANTOU. FUMO COMPULSIVAMENTE, QUASE 1 MAÇO EM POUCAS HORAS. TENTEI PEGAR NO SONO. TOMEI BANHO E AGORA TO AQUI FUMANDO PELADO DIANTE DA MÁQUINA. ANTES ALUGUEI MEU BENZINHO COM AS MINHAS DOENÇAS. DESCONTROLE GENERALIZADO E MESQUINHO. TAMBÉM DEIXEI DE FAZER UM TELEFONEMA IMPORTANTE E PERDI A MÃO. AGORA MAIS UMA TENTATIVA: COMEREI UMA MAÇA E DAREI UMA VOLTA NA QUADRA.
Será bonito e comovente quando me disserem:

- eu te amo sempre e esperei a vida toda pra te dizer isso: Pra te dizer que serei a única louca que você precisa e que o mundo é bonito, mas que, mesmo assim, eu troco ele por ti. Que só o teu pau eu chupo depois de ter comido meu cu. Que só tua boca eu beijo depois de ter me chupado a buceta. Que se quiser eu te sigo ou te escracho. Que se quiser eu invento eu mesma e te agrado. Que só o teu pau eu realmente gostei de chupar.

10 de março de 2008

terminar um texto com pergunta é sinal de idiotez.

Você demorou tempo demais para virar você mesmo. E no meio do caminho você foi fazendo concessões estúpidas que nem chegavam a ser grandes sacadas. É sempre fácil ser diferente no meio dos esquisitos: basta ser normal. É sempre simples surpreender os normais: basta nunca ter fumado maconha.
Como eu lhe julgo daqui e como eu sou invisível eu digo: não acredito em nenhum dos seus discursos. Você se formou através da invenção que outros fizeram de você. Isso é natural, mas sempre achei as coisas naturais chatas. A natureza segue seu curso e isso é o que me fode a vida. Não acredito em espontaneidade e ainda prefiro o mesquinho que tem clareza da sua mesquinhez. Prefiro o idiota escolhido ao idiota natural. Parece a mesma coisa, mas não é: um fez e outro foi feito.
E você forja fazer enquanto continua sendo fabricado em escalas cada vez mais alucinantes. Quase lhe vejo velhinho dizendo suas verdades para a parede sem quadros da casa que você terá comprado com o dinheiro do suor do seu rosto. E você será confuso e valorizará o seu próprio suor e a sua libertinagem falsa e comedida: é simples trepar com mulheres mortas.
E como você é invisível, eu sou imune. E prefiro mesmo que seja assim: você morto em falsas simpatias e eu morto em falsas antipatias. É como eu já disse: a gente se parece. Será por isso que lhe acho tão idiota?

recadim.

Não compare. Olhos grandes todo mundo tem. Minhas sobrinhas, minha irmã, etc. Tem olhos que são grandes por susto ou por desespero. E tem outros que aumentam e ficam maiores e quase viram ameaça e quase podem me engolir. Tem olhos azuis e tem olhos cinzas. E tem a realidade de eu ficar sugando esses olhos e reparar que ao redor da íris há um castanho claro que é quase um quadrado. Uma série de detalhes que fazem toda a diferença: o consumo excessivo, o vício, o medo real, o pavor louco, a minha cara quando gozo, o seu riso de quando é pega no flagra, a porta do banheiro fechada, etc. As invenções podem parecer melhores, mas o que acontece me satisfaz muito mais.

8 de março de 2008

preservação.

Apenas 2 cervejinhas pra acalmar a mente e o corpo. Pra eu ficar sozinho e não me levar à sério. Pra que eu não exija coisas loucas, pra que eu não sofra por miudezas. 2 cervejinhas para que seja melhor, para que eu lhe acompanhe melhor. Porque tem esses fluxos loucos e essas agonias todas e todos esses altos e baixos e vaidades várias espalhadas dentro e fora de mim. Porque nem todo dia é santo. E há uma necessidade profunda no ar: e nem adianta eu dizer nada e por isso quero ficar quieto e pensar só: pra não trocar alhos por bugalhos, pra não confundir os meus problemas com as nossas coisas que são tão boas quando estão bem.
E gosto de cagar de porta aberta e soltar meus ruídos.
E gosto de ficar numas sozinho e pensar em você.

7 de março de 2008

Se eu te arrancasse de dentro e te virasse do avesso. Se eu te levasse daqui, se te trancasse numa casa escura. Se eu te fizesse parar. Se eu estragasse tua beleza e arranhasse tua cara. Se eu te matasse num delírio febril. Se eu te perdesse pra sempre, se nunca tivesse existido. Se te visse como antes, se pudesse arrancar teus sentidos. Que eu te queria sonâmbula, zumbi. Que eu te queria com mania de perseguição, com medo da morte. Que eu te queria pra mim. Que eu te queria liberta. Que eu te queria submissa. Que nada adiantasse, que nada abalasse, que ninguém interferisse. Se eu te arranco de mim e te engulo pra sempre. Se eu te cago e te amo. Que o que te parece estranho pode ser um milagre.

5 de março de 2008

para zangar meu benzinho

Queria beijar sua boca com força e quase com ódio. Queria que ela me engolisse e me fizesse coisa. Que me amasse como uma louca. Que virasse minha cadela. Que me seguisse nesse mundo mau.

3 de março de 2008

cabeça tronco membros

6 cabeças na minha mão. Eu olho pras 6 e elimino 1.

Uma em cada dedo e no dedo do meio a cabeça mais bonita e mais terrível. A que eu eliminei tá no chão e eu vejo só a nuca marcada por dentes de homens machos. Homens machos mesmo, não como eu. Homens que de tão machos só trepam com mulheres feias. Homens que de tão machos são casados com belas mulheres, mas têm amantes gordas. Homens que eu invejo.
A cabeça que tá no meu dedo mindinho é a mais bonitinha de todas. Ela virou uma cabeça sorrindo. A cabeça é loirinha e delicada e vem com um sorriso quase infantil. As vezes se esforça pra me agradar, é a cabeça mais generosa que eu poderia ter, mas a enfio na minha boca e a engulo com raiva e pressa para que fique nos meus sucos gástricos e logo vire merda.
A que tá no meu anelar, o dedo da aliança, é uma cabeça morena e exagerada. Tem o cabelo ruim, mas sabe o usar a seu favor. Corta rente e tem a testa grande e brilhosa. É a maior cabeça entre os meus dedos e tenta fazer motim. É uma cabeça que precisa de ajuda pra me maltratar. Ela convence outras 2 cabeças que eu não presto e eu arranco ela do meu dedo e a jogo na privada. Ela berra palavras de ordem enquanto eu puxo a descarga.
A cabeça do meu dedão não leva ninguém à sério. Sabe que eu não vou ficar com ela e me deixa brincar com outras mulheres. É a única cabeça realmente independente e segura. É uma cabeça que eu procuro sempre, mas que tem um defeito imperdoável: é a cabeça que me inventou. Ela só sorri e faz cara de quem entende tudo. Tiro ela do meu dedo e a ponho num envelope. Envio ela pra Moscou.
No meu dedo indicador ela é a mais óbvia e a mais adorada. Tem flores no cabelo e os olhos mais sinistros que eu já vi. É a cabeça que eu TENHO que eliminar porque senão terei que cortar a mão. Antes do fim ela me fala coisas lindas e fuma um cigarro. Eu enrolo ela num pano e jogo o pano da janela. Até a queda ela berra que tá tudo bem. Ela some e diz pra eu ficar tranquilo. Eu fico tranquilo.
A cabeça do dedo do meio eu deixo lá. Bem no centro e com todos os problemas que tem por estar no centro: destaque demais, importância demais. A cabeça olha pros lados e vê que está sozinha e se desespera e tenta fugir. Finge que está tudo bem e eu abro a mão. Ela não se mexe, mas reclama por estar ali. Eu deixo ela reclamar e tomo um banho pra dormir.
Amanhã será um outro dia, ela resmunga quase dormindo.

DO GALHARDO FODÃO. CLICA AQUI E PUXE O SACO DELE.


muito café pra pegar no tranco. o cérebro esquentando devagarzinho. voz no fundinho dizendo 'volta, volta'. e na geladeira aqui de casa tem 6 latas intocadas há 10 dias. milagres de uma guria que reaparece. milagres de uma voz incompatível com o corpo. e antes de dormir eu rezei e sonhei com jesus dizendo: outra vez não! outra vez não!

28 de fevereiro de 2008

4 pães e 2 bocas

De frente pro crime e com a cabeça reta. Olho pros lados e faço de conta que nem é comigo. Milhares de pessoas alvoroçadas indo pro trabalho catando formigas no ar. Meu amiguinho babaca é previsível, minha mulherzinha de gesso tem dentes enormes, mas nunca morde. Tudo no mais santa paz.
( E lembro de Papai me dizendo: amor se compra, felicidade se compra. Só paz não se compra. Papai tem lá os seus momentos).
Mas escrevo mesmo pelo impulso e pelo desejo de escrever. É assim: vem a primeira frase e na segunda tento dar conta e na terceira invento um manejo e ponho uma imagem bacana. Vaidades repetidas e pensadas a cada dia. Dia após dia. Cada dia. Um dia de cada vez diz o texto do Buk que a gente tá fazendo. E é por aí e vamos embora porque não há mesmo muito opção. Só se eu considerasse o suicídio, mas já disse que suicídio é uma vaidade tão grande que mesmo eu, com meu umbigo idiota e auto suficiente, desprezo. O suicida sempre pensa em si mesmo no caixão com todas as flores do mundo.
E seja como for eu brinco de mim mesmo e repito: mocinha que passa e me olha. Por que me olha tanto assim? Olha por que gosta ou olha por que despreza? Não entendo nada sobre intenções, apenas, e mesmo isso porcamente, sobre ações.
( E lembro de Madame Suspiro me dizendo: é óbvio que é ela que te liga. Liga e desliga. Coisa de mulher. Jura mesmo que nunca desconfiou? - Juro. - Você é tão inocente!)
Depois de 10 dias de entusiasmo a queda é inevitável. Essa é uma compreensão que sempre tento ter. Nada é tão bom assim nem tão ruim também. A tristeza do mundo é que na média tudo é morno e insosso. 1000 anos à 10 ou 10 anos à 1000? A gente sempre fica no meio termo. Sempre negociamos com nossa própria covardia e coragem, como se entre Deus e o Diabo houvesse um terceiro. Maldita mania de administrar as próprias sensações! Uma medida de sal e outra medida de açúcar: soro sem gosto que mesmo assim alimenta!
E tem também o prédio que constroem do meu lado e que me tirou a lua. Nem ligo tanto pra lua, mas gosto de olhar pra ela e dizer em voz alta: não ligo pra você! Mas agora que me tiraram a maldita da lua eu olho pro prédio e nem digo nada. A solidão se manifesta de formas absurdas.
No Coimbra tinha um cara com duas crianças. Não fazia nada, além de estar com duas crianças. Devia ser algum conhecido do Coimbra, já que o Coimbra fazia piadinhas idiotas pras crianças que olhavam pra ele com tédio. A minha conclusão disso foi óbvia e feliz: as crianças sabem das coisas.
( Na minha cabeça surge que quem tem que definir se essa senhora presta ou não presta são minhas sobrinhas. Será um tipo de teste. Duas horas com elas e depois relatório das crianças. Minhas sobrinhas não são bobas e não se deixam enganar facilmente. A {sem h, não é?} não ser que essa senhora as suborne com chocolates e doces em geral. O que também será revelador, já que, nesse caso, essa senhora terá feito uma manobra inteligente e eficaz. Bem, depois tenho que pensar nisso com mais calma. Eu também sou capaz de enganar crianças, afinal).
Agora 22:34 e meu impulso é pra que eu termine essa bosta toda. Penso isso e penso que devo inventar um novo marcador pra esse caso. Penso se essa merda de beringela tá boa ou se exagerei no sal: minha memória tá uma merda e é bem possível que eu tenha posto sal antes e depois. Mas que se dane isso. São 22:36 e tenho que terminar.



27 de fevereiro de 2008

Noite Passada -

Então ela me dava aquela chupada incrível e eu pensava o que era aquilo que ela tava fazendo já que sua boca sugava meu pau de um jeito estranho e ameaçador. Era como se a qualquer hora ela pudesse engolir o meu pau e, mesmo assim, eu estaria gostando e querendo mais. Ela arrancaria o meu precioso pau e eu não entenderia nada.


Eu tentava enxergar o que ela fazia, mas ela estava deitada em minha barriga e sua cabeça atrapalhava minha visão. Perguntava o que ela tava fazendo e ela só chupava e chupava sem nunca dizer nada. Gozei em 1 min, mas avisei antes porque poderia gozar em sua boca e isso não se faz sem avisar.

Eu tava borrado em minha porra e continuava sem entender nada e ela subiu e deitou em meu peito e eu tinha essa clara sensação de que ela tinha me roubado algo e eu olhava pra ela que parecia muito satisfeita e sorria olhando pra cima como que num mundo particular. Ela dormiu alí e eu a olhei dormindo e tentei entender porque ela tinha aquela cara daquele jeito e porque parecia tão calma quando dormia.
Eu dormi depois bem depois de olhar muito pra ela e sentir meus olhos secando e diminuindo. E sonhei a noite inteira com essa coisa estranha e mais ou menos previsível: uma velha de cara arranhada que me perguntava "valeu a pena? valeu a pena?".

26 de fevereiro de 2008

NÃO HÁ NENHUM ROMPIMENTO, NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE. HÁ APENAS O VELHO ÓDIO, A VELHA RAIVA, O VELHO DESEJO DO PUTAQUEPARIU. SEM MAIS SEM MENOS SOU INVADIDO POR ISSO E LEMBRO DA RESSACA E TAMBÉM QUE FALTA AQUILO QUE NEM SEI MAIS SE POSSO TER. CABEÇA QUADRADA TENTANDO VER PRA FORA, TENTANDO OLHAR O MUNDO. E O MUNDO NEM REAGE E O MUNDO NEM TÁ AÍ. O MUNDO É MUITO PARECIDO COM VOCÊ: APENAS A QUANTIDADE EXATA PRA SOBREVIVÊNCIA, NADA ACABA E TUDO SE TRANSFORMA, MIL PORTAS ABERTAS E NUNCA FECHADAS: DIVERSAS MANEIRAS DE SE VIVER DESESPERADO. E ARREGALO MEUS OLHOS E ME LEMBRO QUE SOU PARECIDO COMIGO: OUTRA SATISFAÇÃO IDIOTA PRA SEGUIR ADIANTE.

24 de fevereiro de 2008

dia branco.

Daqui da onde eu tô eu sei o que queria ver. Sua perna aberta e você de quatro. Você se empinando pra mim. Sem muitos melindres, sem muitos joguinhos. Apenas a dura exposição do próprio corpo de cara limpa. Apenas porque há todo esse ranso de velhas táticas que usamos pra nos defender. E a gente se defende sim, embora a gente arrisque as vezes.
Não quero mais eu como fui, não quero me repetir com meu pau duro tentando fazer com você o que já fiz com outras. Quero arrancar a novidade da sua buceta adorada. Quero meu pau esfacelado por suas carnes duras. Quero o que nunca tive e o que nunca terei. Isso pode durar 1 segundo ou 1 século. O tempo nem sempre é medido por sua duração.

23 de fevereiro de 2008

Não acredito em você e nos seus discursos pica-grossa-de-quem-trepa-muito-e-fala-mais. Esse monte de gente chata que você frequenta e que são mais ou menos discretas, mas sempre discretas.
Vá atrás do que quer que deseje, vá lá dar seus discursos. Eu entendo de discursos fracos e repetidos. Eu sou a mesma merda de outro modo. Nos parecemos e, por saber quem eu sou, lhe desprezo. Sua força é falta e não excesso. Somos merdas do mesmo cu.
E lembro da sua foto antiga que vi. E penso que você ainda é o mesmo da foto: uma cara muito limpa pra ser sincera, uma pose muito conveniente pra parecer real.
Abraços.

22 de fevereiro de 2008

menos pêlos mais possibilidades.

Aquele cheiro tesudo no meu nariz.

Enfiava meu nariz no ombro e sugava.

Queria guardar aquele cheiro pra mim.

Pra me masturbar, pra lembrar nalguma hora.

Ela disse que nem tinha passado nada na pele.

Só sabonete.

Cheiro de criança ou cheiro de buceta?

As vezes os cheiros são bem parecidos.

20 de fevereiro de 2008

OIÉS!


Cabra Cega

Ela não entendeu quando
eu lhe disse
as minhas coisas:
Ela sorriu,
virou pro lado e disse:
‘eu gosto m-u-i-t-o de você'.
Eu lhe puxei e lhe dei
1 beijo fino,
de lábios apenas.
E disse: ‘acredito’,
Enquanto eu pensava:
‘ ela não faz idéia do
horror que me provoca’
(jan de 08)

19 de fevereiro de 2008

Meu Deus, como sou fraco e patético. Não consigo telefonar pra uma pessoa. É tão simples. Falar quem sou, dizer quem me indicou e marcar uma visita. Eu deixei a máquina atender e depois desisti. Desliguei quando a máquina pediu o ramal. Merda. Por que tinha que ter ramal? Por quê? Por que eu desse jeito tão ridículo? Que merda. Saco. Tenho que me pegar às coisas que tenho: adaptar o Buk, fazer uma boa peça. Meu deus! Medo de entrar em parafuso. Saco. Sou o maior cuzão da América. (28/1/08)

18 de fevereiro de 2008

HOJE É ANIVERSÁRIO DE MAMÃE.
MAMÃE É A ÚNICA MULHER QUE PRESTA NESSE MUNDO MAU.
MAS MAMÃE JÁ É CASADA COM PAPAI
E, AS VEZES, ESSE NEGÓCIO DE COMPLEXO DE ÉDIPO
PARECE MESMO TER SENTIDO.

Blogue do Solda - Clica Cá.


17 de fevereiro de 2008

EU NÃO QUERO QUE VOCÊ SEJA FELIZ COMIGO.
EU QUERO QUE VOCÊ SEJA MELHOR COMIGO.



Camila:
- Agora você está na minha casa e eu vou contar:




" É a buceta exclusiva. É o amor PRA minha Vida - e não DA minha Vida.
É a escolha por crença. É a opção convicta.
Existem 10 milhões e estou decidido:
- 9. 999. 999 de mulheres idiotas!
Mulheres frágeis, mulheres idiotas!
Mulheres que não parem os meus filhos.
Mulheres que eu nego simplesmente porque eu não quero negar você!
(Negar você é assumir as 9.999.999 que são possíveis,
mas que não me interessam porque 1 me interessa e segue me interessando:
Porque eu quero seguir. Porque eu vejo o que eu vejo).
Com você pela vida toda:
Até que a morte nos leve,
até que a gente encare o diabo de frente
e o inferno de 4!
É por aí que o milagre é possível.
É por aqui que as coisas acontecem.
Nossos ossos são duros e nossas almas são fracas
- é por isso que a possibilidade aparece!
É possível, não é?
Eu acho."

16 de fevereiro de 2008

bah!

E vem essa sensação velha de que sou uma criança triste repetindo sonhos antigos.
E reparo nessa gente cheia de vitalidade que conversam com mil amigos pelo telefone. Tantas histórias que contam, tantas risadas que dão.
Não que eu me incomode com elas, mas é que eu não as entendo. Talvez eu gostaria de ser como elas: cheio de papos e trocas de experiência. Mas não sou e nem sei se realmente gostaria de ser.

14 de fevereiro de 2008

Ela é potente. Seus dentes perfeitos me sorrindo de manhã. Ela é potente e não sabe, ela não vê o rosto que eu vi, que é como o rosto de uma deusa antiga. E ela tem medos de criança e acha que parece mentira, mas não é.

13 de fevereiro de 2008

Um cavalo correndo no pasto é tão estúpido quanto um cavalo preso no cabresto.



Mordo minha língua e sinto o gosto do meu sangue e meio que gosto e assumo e que se dane o que eu disse o que eu pensei o que eu achei que eu era. Palhaço de mim mesmo com a boca escancarada: é melhor assim porque rio e choro sem mudar de expressão.